terça-feira, 17 de junho de 2014

LUANDA: Desmistificando os ataques de Raul Diniz á Chivukuvuku líder da CASA-CE

Desmitificando os ataques de Raul Diniz à Chivukuvuku - Por Antunes Zongo

Fonte: Club-k.net
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
18.06.2014antunes zongo.jpg - 13.48 KBConfesso que comungo com muitas das “suas” ideias, mas nalgumas vezes não, devido a certos radicalismos com que as palavras, e que, nos fazem recordar as velhas e recentes histórias de massacres e assassinatos, desde o Zenza à Kamulingue, Hilbert Ganga ou do famoso 27 de Maio de 1977. 

Portanto, não é meu apanágio insultar, vilipendiar ou usar verbos pejorativos contra outrem, sobretudo a pessoas adultas. No entanto, ao desmitificar os ataques de Raul Diniz contra o Sr. Abel Chivukuvuku, Presidente da CASA-CE, fá-lo-ei da forma que meu guerreiro e dedicado pai ensinou-me, com humildade, respeito, honestidade e amor.

Em face disso, desde já, realço a forma humilde com que iniciou a redigir o seu texto que o preferiu intitular, “Abel Chivukuvuku equivocou-se”. Tal como o realço, também o contesto, quando diz que “não pode exigir nada aos partidos da Oposição porque nada podem dar como experiência governativa, nem mesmo para dar a ele ou eles próprios”. Ao meu ver está errado. 

Os Partidos na Oposição na República de Angola têm experiências e competências para governar o país, por isso criticam certas iniciativas do Executivo/Governo e elaboram propostas para elevar a vida dos cidadãos. 

Estou lembrado que a União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) já ocupara, nos anos 80, cerca de 75% do território angolano, dos quais, os administrou com excelência e mestria, não é em vão que o saudoso  Sebastião Veloso, antigo membro do Comité Permanente da UNITA, seja conhecido como o melhor ministro da Saúde que Angola gerou. 

No caso vertente, não me deixo esquecer-se dos “táxis marítimos”, propostos pela UNITA em 2010/11 (devido aos congestionamentos nas estradas), e, em face disso, o 1º terminal marítimo de passageiros já foi inaugurado pelo estadista José Eduardo dos Santos.  

Recordo-o também da proposta da CASA-CE para o aumento da idade de ingresso à Função Pública, que dos 35 anos evoluiu para os 50 anos de idade. Portanto, as lições de experiências e competências são várias, por exemplo, há diversos dirigentes na oposição que fizeram parte do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN). 

Ao desmitificar os ataques do “kota” Raul à Chivukuvuku, percebe-se que, vencido pela fúria das afirmações do Presidente da CASA-CE, o “mais velho” Diniz se esqueceu destes pequenos detalhes, se calhar devido os anos que fez na diáspora, de onde foi várias vezes acusado de crimes que não vale apenas chama-los aqui. 

As páginas tantas do seu longo texto onde visivelmente esforçou-se de forma irresponsável (por desconhecer o papel do Abel Chivukuvuku para com Angola) reduzir a sua performance e popularidade, Raúl Diniz disse ter se “esforçado para tentar perceber objectivamente a razão que levou o Presidente da CASA, Abel Chivukuvuku a atacar a estratégia definida pelo Bloco Democrático (BD)”. 

Aqui o respeitado coroa e um dos mais refinados colunistas do portal Club-K, demonstrou ignorância pura sobre o que é um ataque a uma estratégia política ou propositadamente deseja causar incêndio na água, porque a relação da UNITA, CASA-CE e BD (não diria o PRS) é muito forte, sincera e pura como a água. Portanto, não é possível incendia-la.  

No discurso sobre o tema “Papel da Oposição no actual contexto angolano”, a convite da OMUNGA, na província de Benguela, Abel Chivukuvuku não atacou a estratégia do BD, nem tão pouco abordou sobre a família Pinto de Andrade. Primeiro porque não é ético fazê-lo, e, segundo porque a família Pinto de Andrade não é do BD. 

Convém o lembrar que apenas um membro daquela família que é igual a todas as famílias angolanas, é Presidente do Partido supra, no entanto, no decurso da sua palestra, o ex-chefe dos Serviços de Inteligência e Segurança da UNITA fez uma abordagem meramente acadêmica, e, em momento algum resvalou o discurso para as questões políticas partidárias. 

Perceba-se que, ao insinuar a opinião pública de que o Presidente da CASA atacara o Bloco Democrático e que terá ofendido a família “Andrade”, o “kota” Raúl está a acusar o BD de ter uma estratégia de silêncio e a reduzir o “grande” Bloco Democrático a uma família que vós (Raul Diniz) diz fazer parte. 

Portanto com um vocabulário duro e bruto, próprio de um “mais velho” enfurecido e descontrolado, Raul Diniz disparou: “Todos nós que ficamos aqui em Angola a pelejar sem armas contra o partido hegemônico MPLA/JES conhecemos muito bem a trajetória de vida política ativa da família Pinto de Andrade em geral e em particular dos meus ousados parentes, Justino Pinto de Andrade e Vicente Pinto de Andrade! Falo assim porque senti-me deveras ofendido com o discurso ofensivamente aflorado pelo político Chivukuvuku. Talvez o Abel Chivukuvuku não se tenha dado ainda conta, que a luta anti-regime não começou no dia que a UNITA e o Abel chegaram a capital do país, nós já cá estávamos a lutar a muito contra o ditador JES no interior do MPLA. Talvez o Abel não nos conheça bem e por isso fala a toa (...)”.

Ora... Isso dá para risos, a luta contra o Comunismo Vs Monopartidarismo foi protagonizada pela UNITA, este facto histórico é indiscutível. E mesmo a luta desencadeada pelo saudoso, respeitado e amado guerreiro angolano, Nito Alves e pares, não era para a democratização do país, foi um gesto nobre e responsável na defesa da igualdade social preconizada pelo “Socialismo puro”, de que, Agostinho Neto se desviara, causando estragos irreparáveis aos cofres do Estado, onde fabricas reduziram suas produções e outras foram fechando, barcos afundados e etc. Portanto, o texto redigido pelo mais velho Raúl Diniz está empanturrado de fúria e desonestidade.

*Jornalista do Folha 8

NOVA IORQUE: Forbes considera José Eduardo Dos Santos o segundo pior presidente em África

Forbes considera chefe de Estado de Angola o segundo pior Presidente em África

Fonte: RFI
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
Forbes considera chefe de Estado de Angola o segundo pior Presidente em Áfricas
A Revista norte-americana Forbes considerou José Eduardo dos Santos como o segundo pior presidente em África, logo a seguir ao seu homólogo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema.
A revista Forbes lembra que o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, chegou ao poder 1979, depois da morte natural do seu antecessor Agostinho Neto, e para seu descrédito tem conduzido o país como se gerisse a sua própria empresa. No artigo assinado por Mfonobong Nsehe, pode ler-se que a governação do Presidente se tem pautado por casos de nepotismo, onde o primo ocupa o cargo de vice-presidente e a sua filha é a mulher mais poderosa em Angola.
A Forbes destaca ainda que, segundo a Agência Internacional para o Desenvolvimento, o país é extremamente rico em recursos naturais, sendo o segundo maior produtor de petróleo na África Subsariana e ocupa o quarto lugar no ranking mundial na produção de diamante bruto.
Todavia e apesar dos recursos existentes no país, 68% da população vive no limiar da pobreza, a educação é gratuita, mas sem qualidade, 30% das crianças estão subnutridas, a esperança média de vida é de 41 anos e o desemprego elevado.
O artigo avança que em vez de partilhar o crescimento económico de Angola com a população, José Eduardo dos Santos conduz uma política de intimidação, sobretudo nos meios de comunicação social e canaliza os fundos do Estado para contas pessoais ou de familiares. A Forbes dá ainda o exemplo de que a família do chefe de Estado controla o sector económico no país, e que a sua filha serve-se do poder do pai para comprar activos em empresas portuguesas, como é o caso da ZON Multimédia, Banco Espírito Santo e Banco Português de Investimento, entre outros.
De referir que o relatório publicado na revista norte americana classifica o presidente Robert Mugabe do Zimbabué, o rei Mswati II da Suazilândia e o presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, na terceira, quarta e quinta posição respectivamente.
RFI