terça-feira, 1 de abril de 2014

LUANDA: Abel Chivukuvuku equivocou-se - Por Raul Diniz

ABEL CHIVUKUVUKU EQUIVOCOU-SE

Fonte: Planalto De Malanje Rio Capôpa
01.04.2014
Talvez eu tenha nestes últimos tempos pedido demais as oposições com acento parlamentar que temos em angola! Note-se que me refiro às oposições utilizando o verbo “pedir”, deste modo deixo claro a inexistência, portanto do arrogante verbo “exigir”, pois, entendo que nada se deve exigir a quem nada pode dar como experiência governativa, nem mesmo para dar a ele ou eles próprios! Porem não me eximo em assacar responsabilidades acrescidas a quem voluntariamente se candidatou expressamente ao cargo regimental de exímio opositor a um regime que por si só se basta relutantemente para administrar o regime totalitarista nos é imposto há trinta e nove anos!
O EQUIVOCADO ABEL CHIVUKUVUKU!
Tento esforçar-me para tentar perceber objetivamente a razão que levou o Abel Chivukuvuku a atacar a estratégia definida pelo Bloco Democrático! Sinceramente não sei de onde saiu todo esse sincretismo apóstata disseminado pela inteligência descomunal do cidadão politico e líder da CASA-CE! Ter-se-á entusiasmado ao extremo para sequer poder discernir que nenhuma ditadura pode ser reformada? Ou ainda o Chivukuvuku não se deu conta que após o ditador Agostinho Neto ter-nos comido toda carne em apenas três anos de regime ditatorial, o nosso ditador de estimação JES tem calado os nossos sonhos a mais de trinta e quatro (34) anos ininterruptos?
Ou apenas quis o líder da CASA-CE massagear o seu impoluto ego sem se importar contra quem atirava os seus disparatados obuses linguareiros despropositados? Não esqueça o politico Chivukuvuku, que ao deflagraras bojardas improprias para consumo aos microfones das rádios internacionais “Voz da América” e da “DW” Alemã, ele criou automaticamente um contencioso com a sociedade política oposicionista que até tinha particular simpatia pelo claudicante deputado licenciado.
 É BOM NÃO ESQUECER AS MEMÓRIAS DO PASSADO.
Abel Chivukuvuku não se esqueça de que ele mesmo faz parte do jogo politico começado desde já com cartas marcadas, ou o Deputado licenciado é ele mesmo uma carta muito bem marcada do jogo politico conduzido pela casa de segurança militar? Por enquanto prefiro calar-me e não alardear pressupostos injustificáveis no atual momento, porem, peço encarecidamente ao Abel que não estique demais a corda para que ela não se parta no lugar errado, pois eventualmente o companheiro Abel deduza que o lado errado da corda seja de facto o Bloco Democrático, mas não, o Bloco democrático não é aqui nem na China o elo mais fraco da corda caso ela quebre.
O ABEL TEM TODO DIREITO DE CRITICAR E VICE VERSA, MAS VIGIAR A OPOSIÇÃO SEM ACENTO PARLAMENTAR; VALHA-ME DEUS, ISSO É O MESMO QUE PROCURAR CHIFRES EM CABEÇA DE CAVALO!
Porém o meu amigo Abel Chivukuvuku tem todo o direito de criticar a quem ele bem entenda criticar, mas que o faça com lucidez politica. Criticar um politico quando se é politico é legítimo do ponto de vista da verdade politica.  O que não se entende a intenção do Abel tentar fraturar a oposição que luta com extremas dificuldades contra o gigante açambarcador MPLA/Kopelipa-JES!  Como o país politico poderá conviver com políticos comprometidos com a sociedade politica oposicionista se digladiam desnecessariamente com acusações improperas, sobretudo num país onde vigora um regime anormal em toda a sua essência. Torna-se disfuncional um politico comprometido com a oposição criticar infundadamente outro partido da oposição!
A outra face da moeda, é que se torna viável e legítimo criticar qualquer figura publica Off Road do poder politico, criticar não é proibido, aquele que critica deve igualmente sujeitar-se a critica de qualquer cidadão enquanto figura publica que é. Mas o que não pode acontecer nas oposições, é que as lideranças se diminuam umas as outras, essa atitude somente ajuda a adulterar o jogo politico em detrimento do fortalecimento da oposição já de si bastante fragilizada.
O ABEL FOI MAL ACONSELHADO, TRATOU-SE DE UM MERO ATO DE INFANTILIDADE E/OU FOI UMA ATITUDE DESINTELIGENTE?
 A atitude de Abel Chivukuvuku apenas não passou de uma fracassada tentativa de atirar areia para os olhos de toda sociedade civil ativa para junto dela ele crescer, mas o tiro saiu-lhe pela culatra. Todos nós que ficamos aqui em Angola a pelejar sem armas contra o partido hegemônico MPLA/JES conhecemos muito bem a trajetória de vida politica ativa da família Pinto de Andrade em geral e em particular dos meus ousados parentes, Justino Pinto de Andrade e Vicente Pinto de Andrade! Falo assim porque senti-me deveras ofendido com o discurso ofensivamente aflorado pelo politico Chivukuvuku.
TALVEZ O ABEL CHIVUKUVUKU NÃO SE TENHA DADO AINDA CONTA, QUE A LUTA ANTI-REGIME NÃO COMEÇOU NO DIA QUE A UNITA E O ABEL CHEGARAM A CAPITAL DO PAÍS, NÓS JÁ CÁ ESTÁVAMOS A LUTAR A MUITO CONTRA O DITADOR JES NO INTERIOR NO INTERIOR DO MPLA.
Talvez o Abel não nos conheça bem e por isso fala atoa, talvez mesmo o Abel esteja a querer provocar uma sangria e escolheu sangrar onde as veias não têm a muito sangue para tirar, pois foi-nos todo tirado pelos anos a fio passados nas prisões do regime onde permanecemos anos a fio por discordarmos com os adversos posicionamentos do ditador JES dono do regime do qual Abel defende, e com ele criou parcerias de desenvolvimento antissocial, pois não é segredo para minguem que as difusas politicas publicas do MPLA JES são de plena exclusão social.
É bom que o Chivukuvuku saiba inclusive que essas pessoas a muito defenderam a integração social da Unita onde o amigo Abel com mérito defendeu as suas cores a mais de trinta anos, também acredite que essas pessoas a quem desenhou acusando-os de não serem pessoas com condições de governar a nossa terra, não estão minimamente interessados em juntar-se aos bandidos que governam catastroficamente a nossa coisa publica nacional.
 O Abel é o único politico a afirma que a sua organização politica tem capacidade de governar o país, mas, pergunto; qual é a experiência adquirida pela CASA-CE e/ou do seu líder que supera a integridade politica dos nossos kambas Justino Pinto de Andrade, Filomeno Vieira Lopes, Bonavena e o Nascimento, para citar apenas alguns quadros que individualmente a muito deram já provas da sua integridade politica e capacidade técnica de administrar as áreas que dominam. Essas pessoas ora ofendidas ou no mínimo insultadas a muito se batem abertamente contra o regime totalitarista do qual o Abel fez-se parceiro legitimado nas fraudulentas eleições de 31 de Agosto de 2011.
Já agora diga-nos, afinal o que de diferente faria o líder da CASA-CE para melhorar o regime imagem do regime fraudador de eleições? Faria o politico uma fraude menos espalhafatosa e mais aceitável? Meu amigo Abel você sabe tão bem quanto eu, que ditadura é ditadura e democracia é democracia; não podemos misturar as duas coisas no mesmo tacho, sob-risco de cozinharmos em Angola uma salada russa a La Vladimir Putin.
QUEM NÃO DIVIDE AJUNTA, NÃO SEPARA JAMAIS COMPANHEIRO ABEL!
O Abel por acaso não conhece aquele ditado sábio de que diz o seguinte; aquele que não é contra nós não separa, mas ajunta? Amigo Abel, não se deve exigir nada a alguém sem primeiro nos organizarmos, no mínimo torna-se ultrajante fazer oposição desregrada e sem princípios no seio da própria oposição, é desonroso e frustrante e antiético esse tipo de comportamento de quem como eu esperava e espero muito mais e melhor do nosso Abel.
 Sinceramente baqueie quando ouvi as palavras desconfortáveis proferidas pelo politico em causa, sobretudo por saber-se que não fica bem nem é de bom tom atacar traiçoeiramente outro partido da oposição que tem estado sempre ao lado do povo, ou será que pretenda alcançar o poder pelo poder?  Ficou muito vincado que o líder da CASA-CE tem vigiado a performance do Bloco democrático, e isso é outra falta de ética vigiar as atividades do partido dirigido pelo professor Justino Pinto de Andrade; é claro que o Bloco Democrático não precisa nem tem qualquer interesse que eu esteja aqui a tomar as dores de um partido do qual não faço parte.
Porém, como cidadão tenho esse direito de colocar-me do lado da razão. Estranhei saber que o Abel e a sua CASA-CE afinal anda a vigiar os partidos da oposição ao invés de vigiar a desgoverno protagonizado pelo partido da situação. Meu amigo Abel não foi o Bloco Democrático quem legítima a ditadura no parlamento como uma oposição sitiada, mas confortada por não fazer oposição nenhuma, pois discursos feitos apropriadamente para consumo de surdos não é fazer oposição nenhuma meu amigo! Não me diga que foi para isso que aceitou participar voluntariamente no jogo politico viciado e conquistado a preceito pelo meu partido o MPLA com a descomunal fraude eleitoral construída pela casa de segurança militar?
OPOSIÇÃO ANGOLA NÃO É A RESPONSÁVEL PELO DESCAMINHA QUE O PAÍS LEVA Há 39 ANOS.
Com segurança posso afirmar que não foi nem é a UNITA a responsável pelo estado miséria degradante que Angola se encontra. Mesmo que se coloque na balança a participação da UNITA nos muitos governos de reconciliação nacional, ainda assim a Unita não passou de uma vitima potencial por excelência no emaranhado de teias criadas pelo regime para que esta o ajuda-se a permanecer no poder.  Por outro lado nem por isso o partido de Samakuva pode dar-se ao luxo de sentir-se capacitado e com moral de se fazer governo sem olhar a quantidade de quadros que estão no quintal chamado Angola pertença de José Eduardo dos Santos! Agora sabemos que já temos o substituto de JES para governar Angola de forma diferente, pois segundo o presidente da CASA-CE, somente a sua organização tem vocação para ser governo em Angola! Bem haja amigo Abel.
Raul Diniz


LUANDA: Lopo do Nascimento diz que o país não tem sector privado como se diz

Lopo do Nascimento diz que o país não tem “sector privado como se diz”

Fonte: O País
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
01.04.2014
    Lopo do Nascimento diz que o país não tem “sector privado como se diz”
O ex-primeiro-ministro da I República e ex-deputado do MPLA, Lopo do Nascimento, considerou em Luanda que o país não conta com um sector privado como se diz. Lopo do Nascimento fez esta afirmação quando intervinha no workshop ’Agenda de Desenvolvimento de Infra-estruturas de Angola: como o Banco Africano de Desenvolvimento pode ser determinante na transformação de Angola’, evento co-organizado pelo BAD com o apoio do Ministério das Finanças.
Lopo do Nascimento, que falava na qualidade de empresário convidado, confrontou o representante deste banco africano, Sptime Martin, com o desafio do investimento no capital humano a par da boa execução dos programas.
‘Seria fundamental que este aumento da taxa de execução, e da boa execução, fosse feito e que também fosse introduzida a necessidade de investimento no capital humano’, disse, adiantando que ‘o BAD deve participar no investimento do capital humano porque sem capital humano a gente pode fazer tudo mas as coisas não ficam nas nossas mãos, ficam nas mãos dos outros e o BAD, como é um banco africano, deve fazer com que em África fique alguma coisa’.
O empresário chamou ainda a atenção para a entrada do capital privado, embora entenda que ‘é preciso ter um pouco mais de comedimento nesta questão da entrada dos privados, porque é evidente que o BAD, como um banco continental, tem as suas regras que são gerais para todos, mas é preciso olhar para o pais onde se está’. ‘Aqui fala-se muito em privado, privado, mas o privado em Angola começou a ser falado em 1990, e começou a ser executado praticamente depois de 2002. Então, se vocês como BAD pedem a participação dos privados, eu tenho uma empresa, criei há pouco tempo, evidentemente não posso ser pré-seleccionado. Por quê? Porque antes não era possível criar essa empresa’, referiu. Lopo do Nascimento citou como exemplo o facto de a sua família ter criado uma empresa, em 1919, a qual com o Estado Novo foi encerrada, contribuindo para que hoje não tenha uma família de empresários. ‘Vou lhes dar um exemplo: a minha família criou uma empresa em 1919, no tempo colonial, que produzia e exportava café. Quando veio o Estado Novo, em 1920, a empresa foi encerrada porque os negros não podiam ter empresas. Se aquela empresa não tivesse sido encerrada, hoje nós eramos uma família de empresários. Mas não foi assim. A história do país não é esta’, referiu.
Nascimento criticou os critérios do BAD relativos aos anos que os empresários têm de ter para conseguir acesso aos financiamentos, o que, na sua óptica, não contribui para que os angolanos tenham alguma coisa. ‘Estão a vir com critérios de que o empresário tem que ter tantos anos, se o senhor pedir a um empresário angolano que participe, que tenha uma empresa com mais de 10 anos de trabalho, não vai encontrar empresas nessas condições. O Estado vai pagar, vai ter a obra, mas os angolanos não vão beneficiar de nada’, disse.
Estabilidade dos países
Para Lopo do Nascimento, a estabilidade dos países resulta da situação dos seus habitantes e não de critérios como o PIB. ‘A estabilidade dos países resulta da situação dos seus habitantes. Não é de critérios de PIB. É a situação dos habitantes que torna os Estados estáveis ou não estáveis, porque se as pessoas não tiverem nada a perder ou a ganhar o país não é estável’, adiantou. Precisou que um país só é estável quando as pessoas têm algo a perder, ‘quando dizem eu vou perder e o meu filho não vai à escola, eu não vou ter o meu emprego. Agora, se o meu filho não vai à escola, não vou ter emprego, não tenho rendimento para ele, não há estabilidaede. Pode haver o PIB que se quiser e eu acho que é preciso que nós, os paises africanos, comecemos a ter uma nova visão das coisas e é preciso que o BAD veja bem esta questão dos privados em Angola, porque não há. Vamos ser excluídos. E quando as pessoas se sentem excluídas não estão para garantir estabilidade nenhuma’.
Lopo do Nascimento colocou estas e outras questões à mesa, numa sessão em que estiveram presentes os ministros das Finanças, Armando Manuel, e João Baptista Borges, da Energia e Águas.
IMPRENSA RETIRADA DA SALA
Diante da evidência e frontalidade de alguns recados de Lopo do Nascimento, um caso insólito e até mesmo incompreensível, foi notado com a atitude do assessor de imprensa do Ministério das Finanças, o também jornalista da Radio Nacional de Angola (RNA), Amílcar Xavier, que num tom menos cortes impediu os jornalistas presentes na sala de continuarem a realizar o seu trabalho, principalmente o repórter do semanário OPAIS, quando o ex-deputado do MPLA intervinha.
Amílcar Xavier alegou que, por orientação do ministro das Finanças, os jornalistas não deviam permanecer na sala. “ O ministro disse que nesta parte a imprensa não podia estar. Compreenda o meu trabalho, estou como assessor”, indicou, atitude esta que indignou alguns presentes que presenciaram a cena e principal- mente o jornalista visado.
O PAIS

LUANDA: Sonangol- Faltam encontrar 1.5 mil milhões de USD para acertar contas segundo FMI

Sonangol: Faltam encontrar 1,5 mil milhões USD para acertar contas segundo FMI

Fonte: Expansão
Divulgação: Planalto De malanje Rio Capôpa
01.04.2014
    Sonangol: Faltam encontrar 1,5 mil milhões USD para acertar contas segundo FMI

O FMI diz que o grupo de trabalho encarregado de encontrar 3,14 biliões Kz nas contas orçamentais entre 2007 e 2010 já apurou 95% do montante, ou seja, faltam 150 mil milhões Kz ou 1,5 mil milhões USD.
O grupo de trabalho técnico encarregado de estudar o "mistério" dos 31,4 mil milhões USD (cerca de 3,14 biliões Kz) "desaparecidos" das contas orçamentais no período 2007-2010 já identificou mais de 95% dos valores em causa, o que significa que falta apurar o "paradeiro" de apenas 1,5 mil milhões USD, revela o relatório do FMI referente à segunda monitorização pós-programa.
Os 31,4 mil milhões USD representam, basicamente, uma discrepância entre a receita, a despesa e o financiamento externo registados pelo Ministério das Finanças e o financiamento interno ao Governo, com base em dados do banco central.
Perante a situação, no final de 2011, as autoridades iniciaram um processo para identificar as "grandes discrepâncias", sendo que os seus "esforços resultaram em revisões das contas que poderiam explicar a maior parte (mais de 95%) das discrepâncias" de 31,4 mil milhões USD, encontradas na quinta avaliação ao acordo Stand By no âmbito do qual o FMI concedeu um empréstimo de 1,4 mil milhões USD para ajuda à balança de pagamentos angolana.
O FMI explica que um relatório da reconciliação entre a Sonangol e o Estado, elaborado em Junho de 2012, indicava que a discrepância principalmente pelas operações parafiscais da Sonangol eram as receitas do petróleo transferidas para linhas de crédito externas, as despesas de capital por vários ministérios, subsídios à refinaria e até prestação de serviços para a frota aérea do Governo.
Neste momento, refere o documento, o processo de reconciliação para o período 2007-2010 está em curso, sendo que o grupo de trabalho liderado pelo Ministério das Finanças "está a verificar cada operação parafiscal da Sonangol" e que este processo "envolve uma longa verificação de facturas e contratos individuais, principalmente relacionados com a habitação (centralidades) e sector industrial.
O FMI adianta que a análise foi concluída pelo grupo de trabalho em 2013 e que "as autoridades se comprometeram a enviar um rascunho do relatório de reconciliação, quando concluído".
Para evitar novas discrepâncias, o FMI aconselha as autoridades angolanas a fazer as transferências das receitas de petróleo da Sonangol para o Estado de uma forma célere e completa. Uma necessidade que se torna cada vez mais urgente face à "acentuada deterioração do saldo orçamental e riscos para a receita não petrolífera" nos próximos anos.
O FMI diz mesmo que as transferências atempadas e completas das receitas petrolíferas da Sonangol para o Estado "são fundamentais" e aconselha a implementação de uma contabilidade e relatórios separados relativos às receitas e balanços para a concessionária "por forma a promover a transparência e a responsabilidade pela prestação de contas".
Este método poderia passar, segundo o relatório, por um sistema de reembolso das despesas da concessionária baseado nos custo incorridos, de forma a reduzir a perda de recursos orçamentais. A organização internacional congratula-se por as autoridades angolanas terem dado "um passo na direcção certa em 2013 por terem reduzido o reembolso automático das concessionárias à Sonangol para 7% das receitas de cada concessionária quando em 2012 eram de 10%".
Em Março de 2011 foi criado um grupo de trabalho de alto nível, através do Decreto Presidencial 58/11, para conciliar, numa base mensal, as transferências de receitas do petróleo para o Tesouro. O grupo - formado pelo Ministério das Finanças, Ministério do Petróleo, Banco Nacional de Angola e Sonangol - refere uma diferença nos relatórios de 2011, 2012 e de Janeiro a Junho do ano passado entre a receita de petróleo a que o Estado tem direito e o valor efectivamente depositado.
António José Gouveia
Expansao

segunda-feira, 31 de março de 2014

PARIS: Pela primeira vez paris será presidida por uma mulher, a socialista Anne Hidalgo

Paris presidida pela primeira mulher: Anne Hidalgo

A capital francesa elegeu a sua primeira presidente municipal, a socialista Anne Hidalgo, apesar dos socialistas do presidente François Hollande terem sido vitimados nas urnas na segunda volta das eleições municipais deste fim-de-semana.

Fonte: VOA
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
01.04.2014
Anne Hidalgo,sorri ao ser anunciado que ganhara no domingo a Camara de Paris
Anne Hidalgo,sorri ao ser anunciado que ganhara no domingo a Camara de Paris
TAMANHO DAS LETRAS 

Sempre se esperou uma campanha renhida entre as duas rivais à presidência de Paris - Anne Hidalgo, socialista nascida em Espanha, e a sua opositora, Nathalie Kosciusko-Morizet, de centro-direita.

Apesar dos seus pergaminhos terem sido questionados, por não ter raízes parisienses e ser de origem humilde, no final os eleitores da capital francesa colocaram de lado o snobismo e elegeram Anne Hidalgo, uma socialista de 54 anos, para a Câmara de Paris, isto num dia em que os socialistas sofreram pesadas  baixas nas urnas devido a fraca popularidade do presidente François Hollande.

Hidalgo é descrita como uma socialista feminista da velha escola e passou 13 anos como vice-presidente camarária do actual presidente da edilidade.

A sua imagem de aparatchick parecia ser uma desvantagem para ela, mas a sua atitude séria e as promessas de impulsionar a habitação social e assistência infantil no centro da cidade podem ter decidido a balança a seu favor em tempos de dificuldades económicas.

Nascida perto de Cadiz, no sudoeste espanhol, em 1959, Hidalgo foi para franca em pequena e cresceu num subúrbio operário de Lyon.

Em casa falava em espanhol com os pais, e em francês com a irmã. Aos 14 anos tornou-se cidadã francesa e adoptou um Ana à francesa, Anne.

Trabalhou como inspectora e tornou-se depois conselheira do antigo Ministro do Trabalho Martine Aubry, o homem que arquitectou a semana laboral de 35 horas.
Entra no partido Socialista já na casa dos 30, quando Lionel Jospin dirigia o partido.
Com a eleição de Hollande, o nome de Hidalgo chegou a ser mencionado para um cargo ministerial, mas ela optou por permanecer na câmara municipal de Paris e esperar a sua oportunidade.

A sua rival relacionou-a com os imigrantes da península Ibérica, que se tornavam porteiros em edifícios da capital. Hidalgo contra-atacou e descreveu Kosciusko-Morizet como parte da casta privilegiada sem ligação ao mundo real.

A candidata de centro-direita favorecia a eliminação de postos de trabalho municipais e usar o dinheiro em investimentos turísticos no centro de Paris.

Hidalgo por seu lado foi eleita com a promessa de maior investimento na habitação, transporte e espaços verdes, para inverter a tendência da classe media e operária de viver nos subúrbios de Paris.

sábado, 29 de março de 2014

LUANDA: Angola poderá intervir no Congo, diz George Chicoty

Angola pode intervir no Congo, diz George Chikoty

Intervenção só se forças da ONU e congolesas forem incapazes de lidar com os rebelde
George Chikoty, Ministro das Relações Exteriores de Angola
George Chikoty, Ministro das Relações Exteriores de Angola

TAMANHO DAS LETRAS 
Fonte: VOA/Arão Ndipa
Divulgação: Planalto De Malanje Rio capôpa
O ministro angolano das Relações Exteriores, George Chikoty, admitiu esta semana a possibilidade das forças armadas angolanas intervirem no conflito vigente na região dos Grandes Lagos, caso os grupos rebeldes não cessem as hostilidades contra as populações.

Chikoty manifestou-se contudo convencido que as actuais forças internacionais ali estacionadas serão capazes de lidar com a situação notando que há já no Congo a força da MONUSCO e ainda uma brigada de intervenção com um mandato de combater activamente os rebeldes.

 “Se não for suficiente vai-se mobilizar mais tropas e se o compromisso implica todos os países que participam e se Angola participar então também terá que o fazer embora de momento isso não esteja implícito,” disse o ministro.

O chefe da diplomacia angolana falava á margem da cimeira dos Grandes Lagos realizada esta semana em Luanda e durante a qual o Presidente Eduardo dos Santos disse que se necessário força terá que ser usada para desmantelar os grupos rebeldes que actuam na Republica Democrática do Congo e que o presidente angolano disse serem uma força de desestabilização da região”.

Dos Santos que  falava em Luanda, na qualidade de presidente interino da Conferência Internacional para os Grandes Lagos, exortou os rebeldes congoleses a abraçarem a via pacífica para a solução das diferenças políticas que os opõe ao Governo legítimo da RDC.

José  Eduardo dos Santos admitiu, no entanto, uso da força militar contra os rebeldes, “se necessário”, sob o argumento de que a situação actual está a ameaçar a estabilidade da região.

“Não podemos permitir que grupos rebeldes ponham em causa a estabilidade dos governos legítimos”, disse.

Para nos falar sobre o assunto, ouvimos não só George Chicoty, ministro das relações exteriores, como também Emílio Guerra, embaixador de Angola na RDC e Victor Aleixo, analista político.

MAPUTO: Simango cr´tica poderes da presidência

Maputo: Simango critica poderes da presidência

Líder do Movimento Democrático de Moçambique deverá ser nomeado candidato à presidencia pelo seu partido
Fonte VOA
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
30.03.2014
Davis Simango,  líder do MDM
Davis Simango, líder do MDM

TAMANHO DAS LETRAS
 

 O Presidente da Câmara da Beira e do Movimento Democrático de Moçambique  e provável candidato à presidência, Daviz Simango  condenou a concentração de poderes na presidência da republica afirmando que isso contribui para a corrupção e miséria.

Simango falava no Conselho Nacional do seu partido em Chimoio na província central da Manica que deverá escolher o seu candidato às eleições presidenciais deste ano.

Simango, é para já o único pré-candidato às eleições presidenciais de 15 de outubro pelo partido, disse hoje fonte da terceira força parlamentar.

O MDM, reunido hoje e domingo no II Conselho Nacional na cidade de Chimoio, Manica, centro de Moçambique, deverá nomear o seu candidato até Domingo, para disputar as eleições presidenciais de 15 de Outubro com Filipe Nyusi, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), e provavelmente, Afonso Dlhakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

Daviz Simango, 50 anos é filho de um fundador da Frelimo, Uria Simango (executado num campo de reeducação, após a independência).

Além da eleição do candidato às presidenciais de 15 de Outubro, o II Conselho Nacional do MDM vai discutir os relatórios do gabinete de eleições, sobre as autárquicas passadas, e da sua bancada na Assembleia da República, e também preparar as candidaturas aos 11 círculos eleitorais do país.

Simango, disse ao Conselho Nacional  que os entraves da administração do país para um desenvolvimento socioeconómico e político saudáveis, se devem à estrutura constitucional vigente, do regime presidencialista, que atribui amplos poderes ao Presidente da Republica (PR), deixando a massa "refém de um núcleo governativo".

O responsável disse que a governação em Moçambique tornou-se na "arte de engordar" poucos com a miséria de muitos, sustentando que a redução de poderes, que o MDM defende, pretende virar a "inoperância da política" que está a levar a população ao desespero, miséria, fome e morte.

Segundo Daviz Simango, o MDM preconiza a redução do poder do PR, implementando o princípio de limitação de mandatos dos poderes executivos, legislativos e judiciários, que inclui libertar os juízes e procuradores da interferência do poder político, além do ajustamento de algumas instituições.

O II Conselho Nacional do MDM deverá analisar e deliberar sobre importantes matérias, que incluem a nomeação do seu candidato presidencial, que serão a base de preparação plena, organizada, programada e prevenida nas próximas eleições gerais (presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais).

 Recorde-se que nas municipais de 2013, o MDM aumentou de dois para quatro o número de autarquias sob sua gestão, incluindo três das principais cidades pais - Beira (Sofala), Quelimane (Zambézia) e Nampula.

CABUL: Uma historia de amor geradora de morte no Afaganistão

Uma história de amor e morte no Afeganistão
Fonte: MSN/Informação
Divulgação: Planalto De Malanje Rio capôpa
29.03.2014
Uma história de amor e morte no Afeganistão - 1 (© Mauricio Lima/The New York Times)
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Mauricio Lima/The New York TimesMOSTRAR MINIATURAS
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Mohammad Zaman, cuja filha declarou publicamente seu amor a um homem de outra seita e agora está vivendo em um abrigo para mulheres por medo de que a família a mate, na sala de casa com os filhos, em Bamian, Afeganistão