quinta-feira, 26 de junho de 2014

MAPUTO: Renamo ameaça dividir Moçambique

Renamo ameaça dividir Moçambique

Entretanto, António Muchanga confirma a participação de Afonso Dhlakama nas eleições de Outubro.
Fonte: Voanews/Simião Pongoane
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
25.06.2014
TAMANHO DAS LETRAS 

Em Moçambique, o porta-voz do líder da Renamo Antonio Muchanga confirmou que alguns membros do Conselho Nacional do partido defendem e propõem a divisão do país a partir da zona centro.
  • Para os conselheiros, a Renamo ficaria com as zonas Centro e Norte enquanto a Frelimo, partido no poder há 39 anos, governaria a região Sul, com apenas quatro províncias.
Muchanga diz que “houve uma discussão nesse sentido, com a maioria dos conselheiros a entender que se essa for solução para se acabar com o conflito é melhor. O que se quer é que o conflito armado termine".
O porta-voz de Dhlakama disse que “para eles (defensores da divisão de Moçambique), a solução seria que a Frelimo ficasse com o Sul e a Renamo com as zonas Centro e Norte. Mas é apenas uma proposta se as negociações em curso não trouxerem solução, porque não se pode continuar a derramar sangue. Não se pode continuar com dois exércitos no país a combaterem-se mutuamente”. 
Para o analista politico Adelino Buque, a exigência do Conselho Nacional da Renamo é descabida porque a própria Renamo tem estado a mobilizar os seus membros para participarem nas eleições gerais de Outubro, previstas na constituição da Republica que preconiza um Estado único e indivisível.
“ Quando a Renamo diz isso no seu Conselho Nacional é contra-senso, tendo em conta que a própria Renamo, já no quadro das eleições de Outubro, se posicionou como partido de âmbito nacional que vai participar nas eleições, no quadro da constituição da Republica corrente. Eu penso que é preciso que o Governo tenha paciência e continuar o diálogo politico para manter a paz e a unidade nacional” .
Entretanto, António Muchanga confirma a participação de Afonso Dhlakama nas eleições de Outubro em Moçambique unido.
Para alguns analistas, a ideia de dividir Moçambique a partir da região centro é apenas uma moeda de pressão perante o diálogo politico em curso entre o governo e a Renamo.


LUANDA: Quando Angola é da Família Dos Santos

Quando Angola é da Família Dos Santos

Fonte: Maka Angola/Rafael Marques de MoraisDivulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa 25 Junho, 2014
É de tal maneira transparente a forma como o presidente da República, José Eduardo dos Santos, tem vindo a transferir recursos do Estado para a titularidade privada da sua família, que apenas uma conclusão é possível: Angola é propriedade privada da família Dos Santos.
 A 19 de Maio de 2014, o ministro dos Petróleos, José Botelho de Vasconcelos, assinou o Decreto Executivo n.º 159/14, através do qual transfere 10 por cento do interesse participativo da Sonangol Pesquisa & Produção no Bloco 4/05 para a Prodoil, empresa de Marta dos Santos, irmã caçula do presidente.
O ministro fê-lo em conformidade “com os poderes delegados pelo Presidente da República (...)”.
Com a transferência da referida percentagem, o bloco petrolífero passou a ter a seguinte composição: Sonangol P&P (40%), Statoil (20%), Somoil (15%), Acrep (15%) e Prodoil (10%).
A primeira vez que o presidente brindou a sua irmã com uma participação na exploração de petróleo foi a 27 de Outubro de 2006. Através do Decreto n.º 82/06, o governo ordenou à Sonangol, a concessionária nacional, que se associasse, entre outras empresas, à Prodoil, para a realização de operações petrolíferas no Bloco 1/06.
A Prodoil é uma empresa criada a 9 de Novembro de 2001 pela Marsanto – Pesca e sua Industrialização, Importação e Exportação Limitada, e com participação simbólica da Prodiaman, propriedade de Pedro Godinho e de Arlindo Fernando da Costa. A Marsanto é uma empresa criada nominalmente a 17 de Dezembro de 1996 por Edson dos Santos Sousa e Esmeralda dos Santos Sousa, sobrinhos do presidente e filhos da sua irmã Marta dos Santos, assim como do consorte desta, José Pacavira Narciso. Por sua vez, este cunhado de José Eduardo dos Santos é o PCA da Prodoil desde 2001.

Maka Angola relembra que a aprovação final de qualquer contrato petrolífero, seja por concurso público ou não, cabe sempre ao presidente da República.

Em cinco anos de existência, os familiares do presidente, através da Marsanto, pescaram suficiente carapau para se lançarem, com aparente sucesso, no negócio dos petróleos. Depois de Isabel dos Santos ter iniciado carreira empresarial ainda durante a infância e, conforme a própria afirmou publicamente, a vender ovos, vemos agora que a sua tia Marta dos Santos e os filhos desta se destacam na vida empresarial pela multiplicação do milagre dos peixes.
A Cumplicidade dos Governantes
Há quatro questões encadeadas que intrigam muitos cidadãos angolanos.
Como pode o presidente agir de modo tão flagrante e ganancioso na transferência ilícita de património do Estado para a propriedade privada da sua família, sem que os membros do seu regime o aconselhem à prudência ou se lhe oponham?
Com tantos crimes de corrupção e de abuso de poder que lhe podem ser imputados, como pode o presidente dormir sossegado e contemplar a sua reforma sem temer que acabe os seus dias na cadeia?
Não terá já a sua família enriquecido o suficiente para as gerações vindouras?
O que terá acontecido à política de tolerância zero contra a corrupção que este mesmo presidente decretou em 2009?
São questões para as quais os cidadãos conscientes e preocupados com a governação do país, independentemente da sua filiação partidária ou do seu estatuto social, devem procurar respostas.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

CURITIBA: Angola precisa vencer o MPLA e a xorrupção

SEXTA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2012

ANGOLA PRECISA VENCER O MPLA E A CORRUPÇÃO

Fonte: blogdonelo

Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
Não há nada mais estúpido na vida que culpar sempre os outros pelos nossos fracassos e pelas nossas incompetências; nada mais idiota, ridículo e macabro que ver no clamor dos outros o fim, transformado em desgraça, que não evitamos como consequência da nossa inaptidão. Acusar a oposição de invadir um quartel das Forças Armadas Nacional ( Angolana) é desespero de um governo que sempre teve como agraciamento a burrice do próprio povo que governa ou então do humilde cidadão.

É por isso, e outras coisas mais, incluindo a quantidade de substantivos abstratos referenciado no parágrafo anterior, que urge a necessidade de se dar um basta a tudo isso que vemos por aí: difamações e culpas. Em que os acusados estão sempre na mesma direção. A pergunta é a seguinte: se reservistas ou desmobilizados do exército estão há mais de dois anos sem receber seus vencimentos e/ou salários, de quem poderá ser a culpa de tais falhas? Por que é que o MPLA vive de presunção absoluta? Acreditando que tudo que acontece com o mesmo merece absolvição incondicional. Quem é – e onde está escrito- que pelo fato de serem os guerrilheiros do MPLA de libertarem o país, isso dá a eles uma espécie de direitos absolutos sobre tudo que há por de baixo dos céus de Angola? 




Essa presunção -indiscriminada e abusiva- chega a ser uma falta de caráter de quem não sabe fazer política e habituou-se a todo os mimos políticos. É além de tudo prova de que as coisas não andam bem. E, por isso, a culpa é de quem governa, é de quem diz -de maneira cínica, desrespeitosa e não convincente- que tudo faz para melhorar a situação da população.

Um governo que historicamente ao se revelar incompetente tinha e tem como melhor estratégia de governação “ jogar tudo debaixo do tapete”, em que os resultados daquela estratégia sempre tiveram como objetivo único inocentar o chefe de tudo; e culpar ou vitimar até mesmo pessoas inocentes em nome de se salvar uma transparência; a transparência de quem sempre foi inepto e inqualificável para ser líder ou dirigente político; que, na verdade, chegou onde chegou por força do destino e de toda sorte do que por desempenho intelectual e destaque pela sua capacidade de criação política. 




José Eduardo dos Santos, além de uma farsa, retrata o fracasso de um povo, a derrota de uma nação diante do que se propôs e nunca alcançou: saúde, educação, emprego, direito a viver em suas terras sem serem considerados cidadãos de segunda categoria. E enquanto insistirem no sujeito, inútil, não haverá possível vitória. Uma coisa é o MPLA vencer diante de suas incompetências, a outra, é o povo Angolano sair vitorioso diante do que se propôs neste últimos trinta e cinco anos. Sabe-se que o MPLA tem vencido até diante daquela (a incompetência). E o povo? O povo angolano é o único derrotado diante das inépcias dos dirigentes do MPLA ou da direção magnanime e clarividente que esse partido gaba-se de ter.

Todos os momentos são momentos possíveis e adequados para se mudarem os destino desse país e se produzirem transformações necessárias. Até o dia 31 de agosto que aí vem pode ser um deles. É por isso que agora a quadrilha está preocupada. E vive acusando seus opositores e “disparando por todas as direções”. Vivem chamando de traidor quem no passado os apoio e agora não se convencem mais com suas falcatruas. 




Ora vejamos, elementos das Forças Armadas ficam até dois anos sem receberem os seus vencimentos e salários, e ainda fazem acreditar a população que tudo isso é um complot de quem está na oposição. Que o mor chefe, o capitão da nau corrupta e cheio de bandidos, nada tem haver com isso. Só faltou mesmo, entre todos os culpados, culparem a minha avó ou mamãe, que todos os dias de manhã precisava e , talvez, ainda “precise” de se levantar cedo para ir à praça fazer os seus negócios e quitandas. Só vai faltar, incluindo nessas, culpar as kínguilas vítimas indiscutíveis desse sistema corrupto, que dá preferência as namoradas misseis, amantes concubinas na condição de prostitutas protagonizadoras da poligamia. E que finalmente um sistema corrupto que está mais interessado em sobre-viver do que salvar o pais da mesmice do atraso e dos vícios.

Num pais onde todo mundo é responsável pelos seus atos, e até pelos atos imundos de um governo boçal que só sabe procurar culpados além dos seus atos, faz-se tudo para se proteger e inocentar o chefe de uma seita. O pais inteiro, numa posição de inercia e de incapacidade de enxergar aonde está e vem o mal de todas as coisas, prefere sair, como sempre, caçar as “bruxas” como vítimas. Angola é um país de zumbis, uma nação neutralizada pelos vampiros chupa sangue, que têm, agora, e sempre, a capacidade de renascerem dos males que esses mesmos vampiros têm produzido a nação. 




Não adianta mais acreditar num processo eleitoral justo e humano, em que as pessoas não são enganadas, um processo em que as pessoas só precisam votar – de preferência de forma direcionada, bitolada e todas elas enganadas, é uma espécie de estupro mental, em que a vítima não tem condições nunca de se defender- e quando tenta ainda por cima é constrangida. Assim é o MPLA com todo povo –de Cabinda ao Cunene-; assim é o MPLA com os seus “inimigos”; assim é o MPLA com o cidadão comum e o pacato cidadão.

Diante de tudo isso – pelo menos para esse formador de opinião-, precisamos entender que as próximas eleições não serão mais as eleições em que o cidadão precisará se definir ideológica ou mesmo politicamente. O MPLA foi vencido por todas as ideologias, sucumbiu diante delas. A prova é a adesão desse partido aos estilos e vícios burgueses de governança que em nada retratam as necessidades dos angolanos em geral. A prova é a existência de um Estado idealizado pelos corruptos e os criminosos que militam nesse partido – com a fachada de defenderem interesses nacionais- virados a defenderem interesses grupais.




As próximas eleições não podem ser vistas como as eleições do medo e da chantagem; não podem ser as eleições do cidadão revolucionário e do cidadão reacionário; ou, ainda -como sempre nos habituaram-, como quem é do MPLA e quem não é. É preciso deixar todo simbolismo de lado e clamar pela angolanidade.

Angolanidade aqui significa sermos pragmáticos diante dos problemas que atravessam o país. Esta angolanidade consiste na não diabolização do próximo que está vivo e diante de nós lutando pela mesma coisa. E quando digo os vivos, estou querendo ser explícito, dizendo: que Savimbi já morreu, Agostinho Neto já morreu e idem o velho Holdem Roberto. Mas nós, milhões de Angolanos, estamos vivemos e não queremos e nem merecemos viver só de simbolismo. Queremos mais do que isso: educação para os nossos filhos, saúde para as nossas mulheres e crianças e fazer com que os nossos olhos enxerguem as mesmas com alegria em vez de tristeza.




A luta pela mesma coisa não será possível se não tivermos em Angola poderes equilibrados e representativos para todas as forças políticas. A paz e a boa convivência entre os Angolanos passa por esse equilíbrio. Em que o MPLA não precisa mais ser visto como o dono do poder, ser onipresente e onipotente nos poderes que formam e pertencem a República de Angola. Por isso, chegou a hora não só de vencer a corrupção, mas de vencer também o próprio MPLA e todas as suas falcatruas e a direção que esse partido diz ter como exemplo.




O MPLA pode e tem direito de sobreviver, mas para isso precisa reconhecer que está atolado num lamaçal chamado José Eduardo dos Santos. Esse e todos os confrades da seita é e são os que deveram ser as vítimas das próximas eleições. O Povo angolano não tem porque se sentir culpado em penalizar o MPLA. Hoje penalizar esse partido é penalizar os corruptos e salvar os Estado da inercia viciosa em que foi levado pelo Presidente da República. É, sim, salvar a nação das ambições pessoais, das vaidades, do orgulho individual de certos indivíduos.

Quem merece a vitória final é o Povo e não o MPLA. Se o MPLA não se dá o trabalho de rejeitar os corruptos do seu seio, então, o povo tem obrigação moral e política de rejeitar o MPLA.

Nelo de Carvalho

MALANJE: Autoridades de Malanje expulsaram imigrantes em situação ielagal

Autoridades de Malanje expulsam imigrantes em situação ilegal

Foram expulsos 395 cidadãos estrangeiros, dos quais 215 da República Democrática do Congo.
Director Provincial dos Serviços de Migração e Estrangeiros em Malange Henriques IpacaDirector Provincial dos Serviços de Migração e Estrangeiros em Malange Henriques Ipaca
TAMANHO DAS LETRAS 
Os Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) em Malanje repatriaram desde o segundo semestre de 2013 cerca de 400 cidadãos estrangeiros em situação migratória ilegal.
 
Onda imigrantes ilegais em Malanje - 2:15

O director provincial daquele órgão do Ministério do Interior Henriques Ipaca disse numa mesa redonda organizada pela Delegação do Ministério do Interior que entre 10 e 15 cidadãos estrangeiros ilegais são detidos semanalmente no território daquela província.

“Só neste período que vai de Junho do ano passado até a presente data nós conseguimos expulsar da província 395 cidadãos estrangeiros, com destaque para cidadãos da República Democrática do Congo(RDC) com 215, tanto outros oeste-africanos, guineenses, ivoirienses, malianos, chineses, etc.”, confirmou.

A província de Malanje, com uma fronteira fluvial de 147 quilómetros com a RDC é utilizada como corredor pelos imigrantes ilegais para chegarem à capital angolana e provinciais limítrofes.

O director dos Serviços Penitenciários, subcomissário Chinhama Samuel Jamba, precisou que actualmente estão nas unidades prisionais três cidadãos da RDC condenados e 20 recolhidos pelos SME que aguardam pelo repatriamento.

A presença dos mesmos acarreta despesas para aquele órgão do Ministério do Interior que assinalou esta semana 35 anos de existência.

A presença de estrangeiros ilegais em Angola está substancialmente a alterar os hábitos, usos e costumes dos cidadãos nacionais, referiu o Monsenhor Inácio Gonçalves.

“Fere a nossa personalidade cultural e é necessário que se tomem medidas neste sentido, guardados e respeitados os direitos humanos para se pôr cobro  a esta avalanche”, referiu, acrescentando “com essas mentalidades que não são nossas criar-se-ão muitas contradições, muitas lutas, muitos desentendimentos e a família angolana sofrerá muito”.

De acordo com aquele religioso,  "os ilegais entram no país a coberto de igrejas, mas na realidade o mercantilismo domina a sua presença, para além de interesses obscuros como os registados na Nigéria, onde seitas religiosas tornam-se em grupos de guerrilheiros armados contra os cristãos".

segunda-feira, 23 de junho de 2014

OS BONS OS MAUS E OS PIORES DO MPLA/JES - MAKA ANGOLA

Os Bons, os Maus e os Piores do MPLA

Fonte: Maka Angola/Rafael Marques de MoraisDivulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa 20 Junho, 2014
Em Dezembro próximo, o MPLA realizará o seu V Congresso Extraordinário. O presidente do partido no poder, José Eduardo dos Santos, deixou claro que não haverá “renovação de mandatos dos órgãos de direcção”.

Na II Sessão Extraordinária do Comité Central do MPLA, José Eduardo dos Santos garantiu que “essa renovação só acontecerá no Congresso Ordinário, previsto para o ano 2016, sob o signo da estabilidade, coesão e afirmação da liderança do MPLA na sociedade”.

Com estas afirmações, dos Santos protela, mais uma vez, qualquer discussão sobre a sua sucessão na presidência da República, cargo que ocupa há quase 35 anos.
Maka Angola tem conhecimento dos planos do presidente para alterar a composição do Bureau Político quando proceder à renovação de mandatos, de modo a garantir uma maioria de apoio a Manuel Vicente, a sua escolha pessoal para a presidência.
A esta estratégia não é alheia a nomeação recente do antigo secretário-geral do MPLA, general João Lourenço, para o cargo de ministro da Defesa. No obscuro jogo da sucessão presidencial, João Lourenço deverá ser promovido ao posto de vice-presidente de Manuel Vicente. João Lourenço tem vindo a familiarizar-se com os dossiês de defesa e segurança, de modo a garantir o apoio e controlo deste sector, assim como dos contrariados do MPLA, ou seja, aqueles que Manuel Vicente não tem poder de influenciar. Em resumo, o presidente impõe o seu sucessor e, como concessão, entrega a vice-presidência ao MPLA.
Nos últimos anos, o culto de personalidade à figura de José Eduardo dos Santos tem eclipsado qualquer análise séria sobre quem é quem no MPLA e a influência que estas figuras têm sobre a governação, sobre a sociedade e sobre o futuro do país. Apesar de o presidente do MPLA ser também o presidente da República, vezes sem conta, os poderes concentrados na presidência da República têm-se manifestado paralelos aos do MPLA. O partido tornou-se assim num mero acessório político de legitimidade para Dos Santos. O líder tem sido o principal obstáculo tanto para a democratização interna do seu partido como para o país, para além da fachada eleitoral.
Dos Santos tem assumido, com inqualificável cinismo, a função de padrinho da corrupção em Angola. Por essa via, tem sido também o principal agente da destruição dos valores morais e cívicos que devem nortear uma sociedade, tais como a integridade e a dignidade humanas.
Mas quem são os dirigentes do MPLA, o partido no poder há 39 anos ininterruptos? O que fazem e podem fazer pela sociedade, para além da manutenção do poder e dos seus interesses privados? Como podem moralizar o próprio MPLA, para que este partido reencontre a sua visão inicial de servir o povo e a nação?
Maka Angola inicia uma série sobre os bons, os maus e os piores da política e da sociedade angolana, ao nível do partido no poder, dos órgãos de soberania, da oposição, da sociedade civil, entre outros sectores e categorias.
A discriminação entre bons, maus e piores não procura atestar o carácter individual de cada cidadão seleccionado, mas sim classificar o impacto das suas acções ao nível da política, da sociedade e mesmo junto dos seus pares.
Por razões óbvias e acima explicitadas, o MPLA é a primeira instituição a passar pelo crivo do Maka Angola.
A corrupção configura hoje a matriz política do MPLA. A promiscuidade entre o público e o privado, a falta de ética, a corrupção e a incompetência transformaram-se hoje nos pilares do poder. O encobrimento e a defesa mútua dos crimes praticados passaram a ser os símbolos de camaradagem e solidariedade entre dirigentes e militantes. A corrupção passou a ser o elo de ligação mais forte entre todos, o modelo de ascensão e sucesso no seio do regime e da sociedade.
Contudo, os nossos critérios de selecção são mais modestos, e baseiam-se na capacidade de liderança, influência, defesa de interesses e sensibilidade para com o resto da sociedade.
As listas cingem-se a 10 elementos cada, e a escolha é da inteira responsabilidade do autor. De todo o modo, o que se pretende é um debate sobre as figuras que pesam na vida quotidiana política e civil.

Os Bons
 
1. Maria Ângela Bragança – Membro do Comité Central,  secretária de Estado para a Cooperação
É uma referência no MPLA, uma grande senhora, pela sua conduta discreta, positiva e, sobretudo, digna. É uma patriota que, para além do essencial, nunca foi propensa a discursos a favor do culto de personalidade. Tem sido muito penalizada pela sua resistência aos caprichos pessoais do presidente do partido.
2. Carlos Alberto Ferreira Pinto – Secretário para a Organização e Mobilização do BP, deputado à Assembleia Nacional
Mandatário do MPLA para as eleições de 2008 e 2012, revela grande capacidade intelectual e uma personalidade moderada no seio do Bureau Político. Sabe-se muito pouco sobre ele. É a figura mais discreta da direcção do partido.
3. Norberto dos Santos “Kwata Kanawa” – Membro do BP, primeiro secretário provincial do MPLA e governador de Malanje
Em 2009, deu o rosto à contestação interna, no seio do MPLA, contra as alterações ao seu projecto pela turma presidencial, cujo resultado foi a Constituição atípica. Sempre teve um espírito aberto. Em Malanje, é dialogante com todos os sectores, incluindo a sociedade civil. Não é dotado de criatividade política, mas é bom camarada e um digno cidadão.
4. António Pitra da Costa Neto – Membro do BP, ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
Preferiu renunciar à vice-presidência do MPLA em 2007, assim renunciando a ser somente a sombra do chefe. É ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social há 22 anos. É o único dirigente que se mantém no mesmo cargo ministerial há mais de 20 anos, por sinal, o que gera mais rendimentos logo a seguir às finanças. Mantém-se afastado das manifestações de demagogia populista do seu partido e do culto de personalidade ao chefe. Prefere cuidar dos seus amores, acima de tudo, o que é bom para a sociedade. No entanto, enquanto governante, não revela preocupação com os mais desfavorecidos, recusando a estipulação de um salário mínimo que permita uma cesta básica mensal e a cobertura do custo de transporte entre a casa e o trabalho. É ainda o promotor do anteprojecto de lei laboral extremamente prejudicial aos interesses dos trabalhadores.
5. Rui Falcão Pinto de Andrade – Membro do BP, governador do Namibe
Quando ascendeu ao Bureau Político e assumiu as funções de secretário do Departamento de Informação e Propaganda, partilhou com os seus funcionários os US $700,000 que recebeu como subsídio partidário de instalação. Apesar do seu radicalismo ideológico, compreendeu a política de desarticulação do Estado através das práticas de rapina da mais alta magistratura. Foi o único membro do BP a pronunciar-se em termos mais duros contra a corrupção que governa o partido. Fê-lo nas vestes de governador, cargo que assumiu contrafeito. Falou de coração e de acordo com as suas acções práticas. Espera-se mais deste antigo chefe dos escuteiros de Angola e co-fundador da defunta Associação Cívica de Angola (ACA). É de registar a sua defesa do grave espancamento que elementos do regime desferiram contra o opositor Filomeno Vieira Lopes, como um acto entre lúmpenes aos quais supostamente FVL estava associado. Na realidade, quem dirigiu o comando de operações de violência contra manifestantes e opositores que culminaram na agressão a Filomeno Vieira Lopes foi o general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”.
6. João Baptista Kussumua – Membro do BP, ministro da Reinserção Social
Bastante polido, é a mais eficiente antena de JES junto dos Ovimbundo, grupo etnolinguístico do qual faz parte. À época de Nandó, como primeiro-ministro, e Aguinaldo Jaime, como adjunto do primeiro-ministro, Dos Santos confiava-lhe a chefia interina do governo. É competente a estabelecer pontes com outros sectores. Muito discreto, chega ao ponto de se manter afastado da má fama do MPLA e do seu líder, de cujas acções é um dos principais beneficiários. No entanto, pelo seu ministério passam avultadas verbas destinadas ao sector social, mas que acabam por ser usadas noutras operações do regime.
7.Virgílio Fontes Pereira – Membro do BP, chefe da bancada parlamentar do MPLA
Um dos elementos mais bem formados da cúpula do MPLA. É demasiado ambicioso e muito organizado. Internamente, é acusado de arrogância por fazer valer-se dos seus conhecimentos. Defende muitas ideias próprias, contrariamente às beatas políticas que simplesmente se dedicam ao culto de personalidade do chefe. Tem capacidade e articulação política para dar o seu melhor num quadro de transição. Depois da sua grande golpada no Ministério da Administração do Território, JES distanciou-se dele. Uma vez que a corrupção e o saque são encorajados pelo próprio chefe, JES reabilitou-o e VFP regressou à ribalta política como chefe da bancada parlamentar. O seu pecado terá sido o de ter comido sozinho, sem partilhar com a família presidencial ou com o séquito restrito do líder.
8. Marcolino Moco – Militante do MPLA
É o mais conhecido dos militantes de base do MPLA, depois de ter sido membro do Bureau Político, secretário-geral desse partido, deputado e primeiro-ministro. Tem demonstrado de que forma um militante do MPLA pode colocar os interesses da sociedade acima dos do seu partido. Marcolino Maco cansou-se do pretenso papel de “bailundo” submisso que terceiros lhe atribuíam. Afirmou-se como o mais corajoso dos políticos. Em 1996, Dos Santos patrocinou a criação do Movimento Nacional Espontâneo, cuja primeira actividade foi celebrar a demissão de Moco do cargo de primeiro-ministro: “carreatas” (passeatas de carro) e megafones insultaram-no publicamente como “bailundo”. Em 2002, alguns deputados do MPLA, seus colegas, visitaram-no de surpresa apenas para o “informarem” de que o chefe dos “bailundos”, e portanto do próprio Marcolino, tinha sido morto em combate. Moco é de uma humildade e integridade invulgares: preferiu fazer a travessia no deserto, o que o tem levado ao empobrecimento gradual. Abomina manter-se calado e ver o país saqueado pelos detentores do poder e seus cúmplices nacionais e estrangeiros, enquanto espezinham os direitos humanos e empobrecem cada vez mais a alma angolana. Moco pode vir a dar o passo que dele mais se espera: abandonar a militância partidária. A sociedade civil precisa dele.
9.Manuel Domingos Vicente – Membro do BP, vice-presidente da República
Actualmente, não há figura mais afortunada no MPLA do que Manuel Vicente. Sem ter feito carreira política ou partidária, tornou-se o herdeiro putativo da presidência da República. Tem como mérito uma ligação familiar ao presidente e o facto de ter servido de tesoureiro zeloso da família presidencial durante muitos anos, enquanto gestor da Sonangol. De certo modo, a sua acção partidária é positiva, porquanto demonstra quão desnecessário é o culto de personalidade a José Eduardo dos Santos de modo a merecer a sua confiança. A sua discrição partidária ridiculariza o servilismo de Roberto de Almeida, Dino Matross, Nandó, entre outros. Enquanto vice-presidente, Manuel Vicente não adula o presidente em público, o que garante dignidade ao cargo que ocupa. O congresso extraordinário do MPLA, a realizar em Dezembro, servirá para reforçar o seu poder enquanto candidato à sucessão presidencial e garantir uma composição favorável no BP, o órgão de decisão do MPLA, por forma a alcançar o apoio incondicional do partido. Todavia, sem José Eduardo dos Santos, Manuel Vicente não tem influência política. É pouco provável que se mantenha no topo da política angolana após a partida do chefe.
10. Higino Carneiro – Membro do BP, governador do Kuando-Kubango
É o mais coerente dos dirigentes do MPLA. Professa abertamente o culto à ideologia do dinheiro, que comanda a mentalidade dos dirigentes do MPLA. Não encobre os seus actos com discursos inflamados de legitimidade política, patriotismo, autoritarismo e outros ismos falaciosos. Como partidário, destaca-se pelas suas qualidades humanas. Não é adepto das práticas de intolerância política e repressão que enformam os instintos de sobrevivência política dos líderes do seu partido. Também consta que é dos que mais contribui para os cofres do partido com proventos originários, obviamente, dos cofres do Estado. O general Higino Carneiro é outro exemplo de como a lealdade para com o chefe, de quem é um dos mais fiéis operacionais, como “homem do saco”, dispensa o culto de personalidade. Este fenómeno já se tornou numa endemia no seio do MPLA e da comunicação social do Estado, capitaneada pelo extremista José Ribeiro. Com alguma regularidade, serve de bombeiro do MPLA. Sossega figuras da oposição com a sua célebre “generosidade” e propensão para distribuir parte do que vai ganhando sem humilhar os beneficiários. No entanto, é demasiado influenciável ao “diz-que-disse”. Continua como general no activo enquanto exerce política partidária, o que constitui uma flagrante violação constitucional relativamente ao apartidarismo das Forças Armadas Angolanas (FAA). Já tem dinheiro e estatuto para contribuir efectivamente para a despartidarização das FAA, requerendo a sua reforma do exército. Brada aos céus essa duplicidade de funções, incompatíveis do ponto de vista constitucional.

Os Maus



1. Bornito de Sousa – Membro do BP, ministro da Administração do Território
Nos últimos tempos, tem-se destacado como o principal comunicador do regime através do Facebook, engajando-se, de forma interessante, em debates até com críticos, particularmente jovens. É culto e de boas relações. Tem ambições presidenciais. Politicamente, é uma decepção. Enquanto chefe da bancada parlamentar, teve em suas mãos o poder de prevenir a Constituição atípica imposta pelo círculo presidencial. O anteprojecto do MPLA propunha a eleição directa do presidente por sufrágio universal. Sousa fez o jogo da avestruz e preferiu a rota mais fácil: colocou-se à disposição do círculo presidencial e abandonou os camaradas que divergiam. A posição de Bornito de Sousa sobre a Constituição reforçou a ideia interna da sua falta de solidariedade para com os próprios camaradas na hora do aperto.
2. João Lourenço – Membro do BP e vice-presidente da Assembleia Nacional
Finalmente, as suas preces foram ouvidas: depois de 11 anos “arquivado” nas prateleiras da Assembleia Nacional, Lourenço volta a ter grande protagonismo político, ao ser chamado pelo chefe para assumir o cargo de ministro da Defesa. É novamente um peão do líder. Como ministro da Defesa, deve familiarizar-se com os dossiês de defesa e segurança, de modo a preparar-se como o segundo homem na lista de candidatos do MPLA às próximas eleições, em 2017. Segundo o modelo atípico angolano, o primeiro e o segundo nomes da lista do partido vencedor das legislativas assumem automaticamente as funções de presidente e vice-presidente da República, sem serem eleitos directamente pelos eleitores ou pelo parlamento. Após as monumentais asneiras cometidas pelo anterior ministro da Defesa, Cândido Van-Dúnem, do círculo familiar da sua mão direita, o general Kopelipa, Dos Santos vê-se obrigado a entregar esse sector ao MPLA. Há um grande ascendente, capacidade de organização e de trabalho dos generais oriundos da UNITA que servem plenamente o presidente, mas que podem manifestar-se contra a partidarização das FAA pelo MPLA, no período pós-Dos Santos. Há vários generais nas estruturas de direcção do MPLA que continuam no activo, incluindo João Lourenço, em flagrante violação da Constituição e demais legislação sobre o carácter apartidário das FAA. Em 2003, Dos Santos anunciara a sua retirada da presidência. O então secretário-geral do MPLA, João Lourenço, encabeçou um segmento do partido que se propunha a insistir publicamente na retirada voluntária do presidente. João Lourenço, homem de algumas convicções, teve a coragem de reiterar aos órgãos de comunicação social que o presidente do seu partido era um homem de palavra e de honra, e que o anúncio da sua decisão era para ser cumprido. Como consequência, para além de outros conflitos de natureza íntima, Dos Santos afastou-o do cargo de secretário-geral. Com esta queda, experimentou do seu próprio veneno, usado com grande empenho no célebre “congresso da batota”. Durante o IV Congresso do MPLA, em 1998, serviu JES na sua estratégia de afastamento das estruturas do MPLA, de três ex-primeiro-ministros e incómodos políticos: Lopo do Nascimento, Marcolino Moço e França Van-Dúnem. Lopo do Nascimento passou de secretário-geral do MPLA a militante de base nesse congresso. Para seu crédito, João Lourenço é, a seguir a Bornito de Sousa, dos membros do BP que se opuseram abertamente, no conclave partidário, à indicação de Manuel Vicente para vice-presidente, feita pelo próprio Dos Santos. Este seu acto demonstra que sucumbiu à estratégia de continuidade do Eduardismo. Todavia, JL pode ter aprendido a maior lição que Dos Santos lhe deu: não honrar a sua palavra.
3. Julião Mateus Paulo “Dino Matross” – Secretário-geral, deputado à Assembleia Nacional
É das figuras mais afáveis do regime. No entanto, epitomiza a velha guarda arreigada à mentalidade e ao comportamento securitários. Dá a impressão de que não viveria sem o presidente do partido, tal é a sua dedicação ao culto de personalidade. Pretende ser o patriarca da família Dias dos Santos e rivalizar com os Van-Dúnem. Para além desse projecto, não tem ideias próprias sobre o rumo do partido. Para Matross, o país resume-se ao partido.
4.Carlos Feijó – Membro BP
Quando o chefe lhe dá luz verde, é o cérebro do regime. Infelizmente, nunca soube explorar de forma positiva a relação especial que cultiva com o Presidente. Desperdiçou a melhor oportunidade de fazer história quando teve nas suas mãos a responsabilidade de modernizar a constituição de Angola. Trabalhou de forma incansável para a “perpetuação” do JES no poder. Ficará conhecido como o pai da Constituição atípica, com os poderes absolutos legais que JES sempre almejou desde 1979. É o alfaiate dos legalismos do presidente para manter e consolidar o seu poder com aparente legitimidade jurídico-constitucional. Deu o seu melhor para conferir alguma respeitabilidade e comunicabilidade ao regime, com tentativas de reforma da administração do Estado e conferências de imprensa regulares. No entanto, mais uma vez subestimou a mestria do seu próprio chefe no jogo de intrigas palacianas. Mas também se lhe deve reconhecer que deu o seu melhor com a Lei da Probidade. Mais do que isso, empreendeu esforços na organização da administração do Estado. A sua autonomia intelectual, mais uma vez, e a capacidade de ofuscar os seus pares custaram-lhe o lugar de ministro de Estado e chefe da Casa Civil, que faziam dele o “vice-presidente” executivo. A sua influência acabou neutralizada. É o homem das grandes estratégias não-violentas e repressivas do regime. É a antítese de Kopelipa, Jú Martins e outros. Apreciador nato das intrigas palacianas, amante ávido das “discussões de infantário”, Toninho Van-Dúnem que o diga. Desperdiçou a melhor oportunidade de fazer história quanto teve nas suas mãos a responsabilidade de modernizar a Constituição de Angola.
5. Gonçalves Muandumba – Membro do BP, ministro da Juventude e Desportos
É o impensável do MPLA. O seu papel de louvaminhas do presidente raia o ridículo e dá azo a inúmeras anedotas sobre a sua incapacidade de dizer algo publicamente sem mencionar a “clarividência” do presidente. Trata-se de um indivíduo que nunca teve uma ideia própria. Para seu benefício, o seu infantilismo político tem o condão de prejudicar ainda mais a imagem do presidente, que procura endeusar. A sua influência resume-se apenas ao serviço que presta enquanto dirigente do pelouro da juventude: abafar a autoestima e a capacidade criativa dos jovens. Muandumba é uma peça importante na alienação da juventude e sua precipitação no vazio moral, intelectual e político.
6. Joana Lina – Secretária para a Administração e Finanças do BP, vice-presidente da Assembleia Nacional
É a tarefeira do radicalismo político no feminino, na defesa exclusiva dos interesses de grupo. Não tem ideias próprias.
7. Jesuíno Silva – Segundo secretário do Comité Provincial de Luanda , deputado à Assembleia Nacional
Este jovem turco é um fiel seguidor de Bento Bento e seu ideólogo. Trata-se de um intriguista de créditos firmados. Para esta nova vaga de líderes do MPLA, o culto de personalidade ao chefe está acima de tudo, é o centro de gravitação do mundo. Com este tipo de ideólogos, a nação angolana e os interesses do povo angolano resumem-se única e exclusivamente à vontade emanada pela direcção do MPLA. Jesuíno Silva tem sido um grande combatente contra as manifestações, apoiando-se na palavra de ordem de Bento Bento: “Defender com bloco e atacar com bloco!”. Foi entusiasta directo na agressão contra Filomeno Vieira Lopes, tendo merecido louvores no seio do comité provincial do MPLA por esse mesmo feito.
8. Manuel Nunes Júnior – Secretário para a Política Económica e Social do BP, deputado à Assembleia Nacional
Tem boas qualidades humanas e boa formação académica, com doutoramento em Economia na Universidade de York, em Inglaterra. O seu “crime” é a indecisão crónica e a falta de coragem para, de vez em quando, mostrar o que vale. A esse nível, é pior do que a velha guarda. Bem poderia usar o seu tempo e conhecimentos para dar aulas e renunciar à liderança de um pelouro para o qual não é tido nem achado.
9. Roberto de Almeida – Vice-presidente, deputado à Assembleia Nacional
Esperava-se mais deste veterano, até pelo seu nível intelectual. Apesar do seu difícil relacionamento pessoal, é dos poucos políticos que tinha peso, no seio do partido, para criar uma corrente reformista e a favor dos interesses supremos da nação. Esquivou-se sempre a assumir riscos. Preferiu render-se a José Eduardo dos Santos, que o domesticou, integrando-o no esquema de privilégios ilícitos. Hoje é apenas um corista. Tem no entanto um trunfo na manga, que lhe garante estar entre os bons: pode sempre jogar uma cartada de alcance político, ao anunciar a retirada voluntária da vida política activa e escrevendo a sua autobiografia. De resto, já não aquece nem arrefece.
10. Mário António – Secretário para a Informação do BP, gestor principal dos negócios do MPLA através da GEFI, um conglomerado de mais de 60 empresas
A recente nomeação do general Mário António para porta-voz do MPLA revela o quadro psicológico que comanda a liderança do partido. Mário António é um militarista pouco dado a entreter-se em diálogos. Mesmo ao tempo de comissário político das então FAPLA, era de poucas falas. A sua nomeação coincidiu com a implementação das Brigadas Comunitárias de Vigilância, que constituem a formalização da política presidencial de reabilitação das forças paramilitares e da bufaria entre vizinhos, desta vez sob o controlo directo do MPLA. Também está alinhada à ascensão do seu mentor, João Lourenço, ao cargo de ministro da Defesa. Como era de esperar, Mário António falou publicamente, pela primeira vez depois de ter assumido o cargo, sobre a intolerância política no país. Disse que “são rixas entre cidadãos”. Com a sua nomeação, está consagrada a defesa nua e crua da política de intolerância no país, desencadeada pelo próprio MPLA. Desse modo, Dos Santos mostra que o campo de João Lourenço não tem intenções reformistas, mas sim repressivas. E o jogo de baralhar para confundir continua.

Os Piores




1. Bento dos Santos “Kangamba” – Membro do Comité Central, secretário para a Mobilização Periférica e Rural do Comité Provincial de Luanda
É o símbolo maior da lúmpen burguesia que tomou conta do MPLA. Já havia sido expulso do MPLA, em 2004, após condenação por crimes de fraude, burla e falsificação de documentos. Regressou em grande à cúpula do MPLA, pela mão do presidente, desposando a sua sobrinha Avelina dos Santos. Passou a ser membro do círculo familiar íntimo do presidente, que tem mais poderes que o BP do MPLA ou outra estrutura de poder. Com tal poder, internacionalizou a lumpenagem angolana, tornando-se a figura nacional mais mediática no Brasil, por tráfico internacional de mulheres para exploração sexual. É procurado pela Interpol. Trata-se do rosto do gangsterismo político doméstico, em nome do regime. Serviu de padrinho das “milícias” conhecidas como kaenches, muitos dos quais de nacionalidade congolesa, destinadas a aterrorizar os manifestantes anti-regime.
2. Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” – ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do PR
Participa regularmente das reuniões do Comité Central e do BP, supostamente para garantir a segurança do presidente. Na realidade, a sua presença é sempre no sentido da coacção psicológica dos eventuais críticos do presidente. Apesar de ser general no activo, viola o apartidarismo das Forças Armadas Angolanas ao envergar abertamente camisolas do MPLA durante a campanha eleitoral. De forma prática, Kopelipa intromete-se na vida interna do MPLA para afirmar-se também como um líder-sombra desta organização política. Com as marionetas que vegetam pelos corredores da direcção do MPLA e a sua insaciável capacidade para a intriga, Kopelipa pode e manda. É a figura mais destrutiva do país, do ponto de vista político e económico, sendo o principal responsável pela “venda” de Angola à China.
3. Bento Bento – Membro do BP, governador de Luanda
Não soube influenciar positivamente o MPLA, com o poder de mobilização de massas de que dispunha. O seu populismo é despido de quaisquer princípios doutrinários ou outros que possam contribuir positivamente por uma Angola melhor. Exemplo disso é o recente encontro que teve com as quinguilas. Primeiro, patrocinou a detenção arbitrária das vendedoras ambulantes por três dias. A seguir, “por ordens do presidente”, providenciou para que as centenas de mulheres presentes no encontro consigo recebessem cada uma 5000 kwanzas. Debalde, não havia dinheiro para o efeito. É irresponsável. O presidente da Comissão Administrativa de Luanda, José Tavares, revogou publicamente a cessação de hostilidades do governo contra as quinguilas, desautorizando Bento Bento e fazendo supor que este apenas usou o nome do presidente para sua autopromoção. Tem contribuído om a sua incompetência e falta de visão para encaminhar o MPLA para o precipício. A forma como apareceu vinculado ao desaparecimento e assassinatos de Cassule e Kamulingue é um indicador dos caminhos obscuros por onde circula em busca de mais poder. Trata-se de outra figura destacada da lúmpen-burguesia.
4. João “Jú” Martins – Secretário para a Política de Quadros do BP, deputado à Assembleia Nacional
É o ideólogo do MPLA. Está intrinsecamente ligado às boas e às más estratégias do MPLA. Depois de Lúcio Lara, é a figura que acumulou mais poderes como ideólogo do partido no poder.
5. Fernando da Piedade Dias dos Santos – Membro do BP, presidente da Assembleia Nacional
Tem o sorriso mais cínico do regime. É um dos presidenciáveis do MPLA, por mérito do seu historial de repressão. É conhecido como extremamente vingativo e, por isso, o presidente e o seu círculo restrito não podem perdê-lo de vista. Têm-no feito circular entre os postos de primeiro-ministro, de presidente da Assembleia Nacional, de vice-presidente e, outra vez, de presidente da Assembleia Nacional. Quando Dos Santos decidiu apartar-se de Carlos Feijó, teve a “crueldade” de o colocar sob a chefia de Nandó, mesmo sendo o primeiro ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República. Dificilmente se livrará da fama de ser o protector de negócios obscuros e altamente perigosos, mesmo num país onde ser corrupto é uma honra. O seu nome apareceu também associado a negócios com os irmãos libaneses Kassim Tajideen, acusados pelos Estados Unidos da América como financiadores de um grupo terrorista, tal como é qualificado o Hezbollah.
6. José Tavares* – Membro do comité provincial de Luanda do MPLA, presidente da Comissão Administrativa de Luanda
Pai e padrinho da Constituição atípica, Carlos Feijó e Bornito de Sousa também imprimiram os seus nomes nos anais da história como os criadores da Comissão Administrativa de Luanda. Os atípicos ancoraram na Constituição a criação de “instituições e entidades administrativas independentes”, bem como a sua organização e o seu funcionamento (Art.º 199.º, n.º 3 e 4). Combinaram esse articulado com o referente à administração local do Estado (Art.º 201.º, n.º1) para o ensaio da CAL, como forma de controlo de Luanda pelo presidente, independentemente do resultado das autarquias. Para o efeito, Dos Santos usou mais esta atipicidade made in Angola para conceder poderes ao seu amigo José Tavares, que também promoveu a general. Essa indicação respondeu à necessidade de a família Dos Santos ter em Luanda um demolidor sem quaisquer encargos de consciência. José Tavares é assim o protagonista das demolições regulares de vastas áreas residenciais, em zonas valorizadas para a especulação imobiliária, remetendo dezenas de milhares de cidadãos a uma vida primitiva fora da cidade, para onde são desterrados depois de despojados. Os respectivos terrenos servem para os interesses da primeira família e dos favoritos do círculo presidencial. De administrador do Sambizanga, bairro onde o presidente passou parte da infância e adolescência, o general José Tavares foi investido da função de presidente da Comissão Administrativa de Luanda, para ser supervisor dos administradores municipais. Debalde. Com o poder do MPLA na província e a amizade do pai grande, José Tavares assumiu-se como o presidente da República de Luanda. É outra figura cimeira da lúmpen-burguesia.
7. João Ernesto dos Santos “Liberdade” – Membro do BP, primeiro secretário provincial do MPLA e governador do Moxico
Ocupa o mesmo cargo há mais de 30 anos. É e sempre foi um deserto de ideias, para além do uso da violência. O Moxico, a maior província de Angola, mantém-se imobilizado no tempo por obra desse senhor. Nunca mostrou trabalho, para além da violência. É uma grande arma na estratégia de quem não tem nem vontade nem capacidade para governar todo o país, mas precisa de o manter sob estrito controlo.
8. António dos Santos França “N’dalu” – Membro do BP, deputado à Assembleia Nacional
É a eminência parda do regime, conhecido como o general dos generais. Teve uma carreira militar extraordinária, que lhe granjeou grande prestígio. Também é um diplomata bem ao estilo do seu nome de guerra, “Puma”. O general é sempre solícito a defender interesses de certos grupos minoritários, em termos de poder e vantagens económicas. Com todo o seu prestígio e reputação, não se lhe conhecem iniciativas destinadas a honrar os antigos combatentes e veteranos de guerra, milhares dos quais serviram sob seu comando. Também não se faz ouvir sobre a necessidade de reformas nas FAA que façam chegar aos soldados, em várias zonas do país, o mínimo: uniformes, botas, capas de chuva e, acima de tudo, alimentação regular. Com tudo o que tem na vida, não se compreende a sua persistência em manter-se como general no activo. Poderia dar o exemplo, pedindo a oficialização da sua reforma como militar por respeito à exigência constitucional de apartidarismo das FAA, de que foi o primeiro chefe de Estado-Maior General. O seu poder de influência não serve a sociedade como um todo. Por isso, é um afável sectário.
9. Ernesto Muangala – Membro do Comité Central, primeiro secretário provincial e governador da Lunda-Norte
Em parte alguma de Angola os níveis de violência institucional e por parte de forças privadas de segurança contra as populações se assemelha ao terror em que vive a província da Lunda-Norte, por causa dos diamantes. Muangala é o secretário do MPLA e governador, perdendo-se sempre em justificações a favor da mortandade dos seus conterrâneos, cujo direito à vida é suposto defender. Sente-se confortável no papel de carrasco dos seus próprios irmãos. No Cuango, as camponesas continuam a ser mortas de forma macabra, e o homem assobia para o lado.
10. Kundi Paihama – Membro do BP, governador do Huambo
Orgulha-se do papel de sipaio do regime. Depois de vários anos sufocado nos ministérios da Defesa e dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, eis que o presidente o convoca para mais uma tarefa de mostrar a sua classe como velho amante da repressão. Essa é a sua missão no Huambo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

LUANDA: Desmistificando os ataques de Raul Diniz á Chivukuvuku líder da CASA-CE

Desmitificando os ataques de Raul Diniz à Chivukuvuku - Por Antunes Zongo

Fonte: Club-k.net
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
18.06.2014antunes zongo.jpg - 13.48 KBConfesso que comungo com muitas das “suas” ideias, mas nalgumas vezes não, devido a certos radicalismos com que as palavras, e que, nos fazem recordar as velhas e recentes histórias de massacres e assassinatos, desde o Zenza à Kamulingue, Hilbert Ganga ou do famoso 27 de Maio de 1977. 

Portanto, não é meu apanágio insultar, vilipendiar ou usar verbos pejorativos contra outrem, sobretudo a pessoas adultas. No entanto, ao desmitificar os ataques de Raul Diniz contra o Sr. Abel Chivukuvuku, Presidente da CASA-CE, fá-lo-ei da forma que meu guerreiro e dedicado pai ensinou-me, com humildade, respeito, honestidade e amor.

Em face disso, desde já, realço a forma humilde com que iniciou a redigir o seu texto que o preferiu intitular, “Abel Chivukuvuku equivocou-se”. Tal como o realço, também o contesto, quando diz que “não pode exigir nada aos partidos da Oposição porque nada podem dar como experiência governativa, nem mesmo para dar a ele ou eles próprios”. Ao meu ver está errado. 

Os Partidos na Oposição na República de Angola têm experiências e competências para governar o país, por isso criticam certas iniciativas do Executivo/Governo e elaboram propostas para elevar a vida dos cidadãos. 

Estou lembrado que a União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) já ocupara, nos anos 80, cerca de 75% do território angolano, dos quais, os administrou com excelência e mestria, não é em vão que o saudoso  Sebastião Veloso, antigo membro do Comité Permanente da UNITA, seja conhecido como o melhor ministro da Saúde que Angola gerou. 

No caso vertente, não me deixo esquecer-se dos “táxis marítimos”, propostos pela UNITA em 2010/11 (devido aos congestionamentos nas estradas), e, em face disso, o 1º terminal marítimo de passageiros já foi inaugurado pelo estadista José Eduardo dos Santos.  

Recordo-o também da proposta da CASA-CE para o aumento da idade de ingresso à Função Pública, que dos 35 anos evoluiu para os 50 anos de idade. Portanto, as lições de experiências e competências são várias, por exemplo, há diversos dirigentes na oposição que fizeram parte do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN). 

Ao desmitificar os ataques do “kota” Raul à Chivukuvuku, percebe-se que, vencido pela fúria das afirmações do Presidente da CASA-CE, o “mais velho” Diniz se esqueceu destes pequenos detalhes, se calhar devido os anos que fez na diáspora, de onde foi várias vezes acusado de crimes que não vale apenas chama-los aqui. 

As páginas tantas do seu longo texto onde visivelmente esforçou-se de forma irresponsável (por desconhecer o papel do Abel Chivukuvuku para com Angola) reduzir a sua performance e popularidade, Raúl Diniz disse ter se “esforçado para tentar perceber objectivamente a razão que levou o Presidente da CASA, Abel Chivukuvuku a atacar a estratégia definida pelo Bloco Democrático (BD)”. 

Aqui o respeitado coroa e um dos mais refinados colunistas do portal Club-K, demonstrou ignorância pura sobre o que é um ataque a uma estratégia política ou propositadamente deseja causar incêndio na água, porque a relação da UNITA, CASA-CE e BD (não diria o PRS) é muito forte, sincera e pura como a água. Portanto, não é possível incendia-la.  

No discurso sobre o tema “Papel da Oposição no actual contexto angolano”, a convite da OMUNGA, na província de Benguela, Abel Chivukuvuku não atacou a estratégia do BD, nem tão pouco abordou sobre a família Pinto de Andrade. Primeiro porque não é ético fazê-lo, e, segundo porque a família Pinto de Andrade não é do BD. 

Convém o lembrar que apenas um membro daquela família que é igual a todas as famílias angolanas, é Presidente do Partido supra, no entanto, no decurso da sua palestra, o ex-chefe dos Serviços de Inteligência e Segurança da UNITA fez uma abordagem meramente acadêmica, e, em momento algum resvalou o discurso para as questões políticas partidárias. 

Perceba-se que, ao insinuar a opinião pública de que o Presidente da CASA atacara o Bloco Democrático e que terá ofendido a família “Andrade”, o “kota” Raúl está a acusar o BD de ter uma estratégia de silêncio e a reduzir o “grande” Bloco Democrático a uma família que vós (Raul Diniz) diz fazer parte. 

Portanto com um vocabulário duro e bruto, próprio de um “mais velho” enfurecido e descontrolado, Raul Diniz disparou: “Todos nós que ficamos aqui em Angola a pelejar sem armas contra o partido hegemônico MPLA/JES conhecemos muito bem a trajetória de vida política ativa da família Pinto de Andrade em geral e em particular dos meus ousados parentes, Justino Pinto de Andrade e Vicente Pinto de Andrade! Falo assim porque senti-me deveras ofendido com o discurso ofensivamente aflorado pelo político Chivukuvuku. Talvez o Abel Chivukuvuku não se tenha dado ainda conta, que a luta anti-regime não começou no dia que a UNITA e o Abel chegaram a capital do país, nós já cá estávamos a lutar a muito contra o ditador JES no interior do MPLA. Talvez o Abel não nos conheça bem e por isso fala a toa (...)”.

Ora... Isso dá para risos, a luta contra o Comunismo Vs Monopartidarismo foi protagonizada pela UNITA, este facto histórico é indiscutível. E mesmo a luta desencadeada pelo saudoso, respeitado e amado guerreiro angolano, Nito Alves e pares, não era para a democratização do país, foi um gesto nobre e responsável na defesa da igualdade social preconizada pelo “Socialismo puro”, de que, Agostinho Neto se desviara, causando estragos irreparáveis aos cofres do Estado, onde fabricas reduziram suas produções e outras foram fechando, barcos afundados e etc. Portanto, o texto redigido pelo mais velho Raúl Diniz está empanturrado de fúria e desonestidade.

*Jornalista do Folha 8

NOVA IORQUE: Forbes considera José Eduardo Dos Santos o segundo pior presidente em África

Forbes considera chefe de Estado de Angola o segundo pior Presidente em África

Fonte: RFI
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
Forbes considera chefe de Estado de Angola o segundo pior Presidente em Áfricas
A Revista norte-americana Forbes considerou José Eduardo dos Santos como o segundo pior presidente em África, logo a seguir ao seu homólogo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema.
A revista Forbes lembra que o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, chegou ao poder 1979, depois da morte natural do seu antecessor Agostinho Neto, e para seu descrédito tem conduzido o país como se gerisse a sua própria empresa. No artigo assinado por Mfonobong Nsehe, pode ler-se que a governação do Presidente se tem pautado por casos de nepotismo, onde o primo ocupa o cargo de vice-presidente e a sua filha é a mulher mais poderosa em Angola.
A Forbes destaca ainda que, segundo a Agência Internacional para o Desenvolvimento, o país é extremamente rico em recursos naturais, sendo o segundo maior produtor de petróleo na África Subsariana e ocupa o quarto lugar no ranking mundial na produção de diamante bruto.
Todavia e apesar dos recursos existentes no país, 68% da população vive no limiar da pobreza, a educação é gratuita, mas sem qualidade, 30% das crianças estão subnutridas, a esperança média de vida é de 41 anos e o desemprego elevado.
O artigo avança que em vez de partilhar o crescimento económico de Angola com a população, José Eduardo dos Santos conduz uma política de intimidação, sobretudo nos meios de comunicação social e canaliza os fundos do Estado para contas pessoais ou de familiares. A Forbes dá ainda o exemplo de que a família do chefe de Estado controla o sector económico no país, e que a sua filha serve-se do poder do pai para comprar activos em empresas portuguesas, como é o caso da ZON Multimédia, Banco Espírito Santo e Banco Português de Investimento, entre outros.
De referir que o relatório publicado na revista norte americana classifica o presidente Robert Mugabe do Zimbabué, o rei Mswati II da Suazilândia e o presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, na terceira, quarta e quinta posição respectivamente.
RFI