sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MALANJE: Cala Boca Malavoloneke

CALA BOCA MALAVOLONEKE...

Qualquer observador menos atento ficaria estonteante e/ou até mesmo estarrecido com o malicioso falatório indecoroso trazido a publico contra os lideres da oposição por alguns mangas de alpacas reivindicam inadequados estatutos de jornalistas e/ou de analistas especializados em politica domestica e internacional, mas, que na verdade não passam de meros abjetos que o regime utilizado quando e como entender. Os ditos analistas do nada vomitam a sua bílis esgrimindo violentamente argumentos disformes contra os lideres da oposição Abel Chivukuvuku e Isaías Samakuva com o fim propositado de macular a imagem desses autores oposicionistas.

Fonte: Planalto De Malanje Rio Capôpa
07/11/2014

O SERVILISMO DE CELSO MALAVOLONEKE ULTRAPASSA O RAZOÁVEL.
A principal vitima desses algozes afetos ao regime é principalmente o nacionalista de primeira água Isaías Samakuva. O interessante é que nesse ínterim surgiu do nada o enigmático figurão jornalista agora também construído pelo regime como analista da nossa politica doméstica e/ou até mesmo da politica externa. Trata-se do desprezível jornalista ambulante Malavoloneke em pessoa! O Aprazível amigo da mentira politica regimental, o jornalista ao serviço da sociedade elitista “EDUARDISTA” acusa linearmente Isaías Samakuva de não ser patriota e de não ter sentido de estado! Isso saído de tamanha mente ardilosa, até tem o seu mérito de verdade, e ainda bem que assim é, pois de contrario Isaías Samakuva estaria sendo um apátrida ao serviço da ditadura e do ditador sanguinário.
EM QUE DIREÇÃO MALAVOLONEKE ANDA?
 Segundo o que o jornalista disparou assertivamente contra Isaias Samakuva onde afirma que o líder da UNITA não ser patriota e de não ter sentido de estado não faz sentido. Senão vejamos afinal, o que deveria Samakuva falar no exterior? Que está tudo bem em Angola e recomenda-se? Ou talvez que não existe a corrupção galopante nem o nepotismo e perseguições, prisões e assassinatos políticos na nossa terra mártir? Será que Samakuva deveria afirmar que JES e os filhos não desfraldam o erário publico em beneficio próprio? Ou então deveria mentir com quantos dentes tem na boca, que o regime é bom e saudável, e, que não se trata de um regime totalitarista antirrepublicano e antidemocrático que não surripiou o direito ao povo de livremente se manifestar e nem retirou ao povo o direito de ir e vir.
QUERO ENTENDER O QUE A MENTE DOENTIA DE MALAVOLONEKE QUER DIZER QUANDO ACUSA SAMAKUVA DE NÃO SER PATRIOTA E NÃO POSSUIR SENTIDO DE ESTADO!
Acredito que para o sensitivo jornalista, ser nacionalista, patriota e ter sentido de estado significa mentir aos nossos parceiros internacionais e esconder deles o obvio! Será isso mesmo? Não queria aceitar, apesar de essa visão politica ser surrealista, porém é verdade que não pode obviamente ser ignorada, apesar de possuir uma vertente melancolicamente desprezível temos que concordar que a mente desse insigne jornalista está perigosamente adoentada. Para o analista da politica externa Celso Malavoloneke, Samakuva deveria mentir a aos portugueses aquando da sua visita a Portugal! Mas desde quando é que Portugal é politica e financeiramente exterior de Angola? O regime do ditador JES não anexou há muito Portugal a sua fortuna pessoal e de sua família? Por acaso não é Portugal o maior adversário da saída de JES do poder? Ou será que o escriba do regime esqueceu-se que Angola e Portugal são às duas faces da mesma moeda e andam por isso a reboque um do outro, quando se trata de decapitar as riquezas do povo angolano?  O que gostariam todos os angolanos e não só era ver o Kilombo criticar o tirano angolano com a mesma veemência com que critica o Deputado Isaías Samakuva, e, sobretudo gostariam todos angolanos ouvi-lo tratar o chefe da ditadura com o mesmo empenho como critica Isaías e Abel, sobretudo com a mesma verborreia disformes composta de adjetivos aleivosos, idênticos aos utilizados para xingar e criticar injustamente o líder do maior partido da oposição.
MALAVOLONEKE NÃO PASSA DE UM GATO ESCONDIDO COM O RABO DE FORA. ORQUE MALOVOLONEKE QUER TANTO IGNORAR QUE A DITADURA GASTA MILHÕES DE DÓLARES PARA LIMPAR A SUA INSIPIDA FACE ENEGRECIDA?
O senhor Celso Malavoloneke não é nenhum critico independente que se deva levar a sério, Essa opinião vale para o país e para o exterior, provas da sua falta de independência e de falta de compromisso com a verdade objetiva da vida politica angolana foram-nos vastamente fornecidas através dos seus múltiplos posicionamentos invulgares, e sempre em defesa daquilo que chama convincentemente de um estado de direito defensor da democracia. É raro as vezes que não vemos Malavoloneke esgrimir malfadados escritos em defensa do indefensável ditador, a quem ele aleivosamente chama de pai da democracia. O jornalista alistado na folha de pagamentos do MPLA/JES sabe bem, que não poderia esconder para sempre a sua bunda albina destratada sem que seja desqualificada e denunciada publicamente. 
O jornalista Malavoloneke sabe e sempre soube que o regime gasta milhões para vender gato por lebre ao exterior, desse modo necessário faz-se divulgar a verdade dentro e fora do país. Onde por acaso o senhor jornalista gostaria que Isaias Samakuva divulga-se o seu pensamento politico, e como o daria a conhecer simultaneamente ao povo angolano e a classe politica portuguesa sem que a verdade fosse exposta nas condições que foram colocadas? Sabe-se que na TPA, RNA JA dentre outros meios mais eficazes controlados pela ditadura só apenas pessoas parciais como Malavoloneke podem tecer acesso a elas para falar abusadamente mal para contrapor as opiniões contra todos quantos ousem criticar a ditadura e o ditador! Por acaso existem mecanismos que levem o simples cidadão a veicular a sua opinião acerca do regime e dos políticos da situação, sem que, lhes seja imediatamente colocado o cabresto? Todo povo sabe que os meios de comunicação foram a muito surripiados a revelia do povo para servir apenas uma elite conduzida e alimentada pelo regime ditatorial do MPLA/JES?
MALAOVOLONEKE VÁ PASTAR PARA OUTRO APRISCO SEU VENDILHÃO DO TEMPLO.
Afinal o que de facto já fez Malovoloneke de importância vital para o país e para o povo, que fala-se apena os angolanos orgulharem-se do jornalista promotor da discórdia com o seu parafraseado linguajar idêntico ao de um jornalismo de meia tigela para não lhe chamar de um jornalista desclassificado fala barato. O que esse senhor tem escrito não se pode considerar como noticia nem aqui em Angola nem em parte nenhuma do mundo globalizado. Noticia é tudo aquilo que é divulgado sem que se soubesse antecipadamente. O que Malovoloneke faz é propaganda pura e simples pró-regime, que não deixa de ser e prestação de serviço remunerada simples assim, ele não passa de uma boa de aluguer para o regime e para o ditador, nada mais do que isso.
CELSO MALAVOLONEKE NÃO PODE SER CONSIDERADO UM ANALISTA E MUITO MENOS JORNALISTA, MALAVOLENEKE NÃO PASSA DE UM ELOQUENTE PROPAGANDISTA ENTUSIASTA AO SERVIÇO DA DITADURA.
Os angolanos em maioria sabem bem, que o regime gasta fortunas criando grupos de influencia chamados lobistas residentes no exterior, o povo sabe que o regime gasta enormes quantias em dólares americanos com a promoção de inverdades sobre o país no exterior. Essas interpostas pessoas que nada conhecem de Angola e muito menos sobre os angolanos vendem no exterior uma Angola, que apenas existe na ficção estereotipada da ditadura e em especial na mente doentia do megalômano ditador mentiroso irrequieto. A esse respeito o que escreveu já o albino serviçal do regime? O que Malavoloneke escreveu acerca dos repetidos roubos executados pela filharada do ditador, que no exterior a todos nos envergonham? O que esse peralta escreveu sobre o banco BESA que foi saqueado pelos membros afetos a nomenclatura regimental e do meu sequestrado MPLA?
MALAVOLONEKE NÃO ESTA A ALTURA DE FALAR EM NOME DOS ANGOLANOS POR CONDUTA IMPROPRIA QUE O LIMITAM A DEFENDER TÃO ACERRIMAMENTE A DITADURA!
O senhor Malavoloneke diz que Isaías Samakuva não é solidário nem patriota e muito menos possui sentido de estado! O que esse empregado da ditadura escreveu sobre Samakuva, só o incrimina a ele e não a um opositor nato do regime. Que patriotismo se refere o senhor Malavoloneke? Por acaso ser patriota é mentir no exterior e dizer que tudo está bem com os angolanos e com o país e recomenda-se?  Não se pode enaltecer a mentira politica, falar que tudo está mal e que Angola está a saque pela família do ditador e seus familiares e amigos meliantes significa não ser nacionalista e/ou não ter sentido de estado? Falar sobre os desvios de conduta do presidente da ditadura JES, e dos constantes atropelos a constituição por ele patrocinada é não ser patriota?
CALA A MATRACA MALAVOLONEKE
 Afinal o que o sábio inculto Kilombo (desculpe o paradoxo da expressão sábio/inculto) escreveu acerca dos assassinatos de pacatos cidadãos como, por exemplo, o do jovem engenheiro Ganga, militante da CASA/CE? E sobre o dono do dito fundo soberano Filomeno dos Santos caído de paraquedas no funcionalismo público apenas e só para controlar a bufunfa dos angolanos em nome do pai dos Santos, que está e sempre esteve ao serviço dos estrangeiros? E sobre o nefasto nepotismo que graça no nosso país, e sobre a corrupção generalizada o que escreveu o jornalista infame? Porque não brinda os angolanos com textos denunciando a corrupção e o corrupto mor angolano com os seus adjetivos desqualificadores utilizados contra o legalíssimo opositor Isaías Samakuva!
 Por acaso Malavoloneke não conseguiu ainda discernir que o problema da nossa desgraçada má fama no exterior não passa nem nunca passou pelo Samakuva, e sim, pelo desqualificado bandido ditador JES? Ainda não percebeu que agindo assim o jornalismo transforma-se numa efemeridade precoce? O jornalista que se prese em sê-lo de verdade não pode de jeito nenhum estar mancomunado com a mentira e nem com a desordem politica macabramente direcionada contra a verdade explicita. Termino afirmando que JES nunca trabalha para melhorar o nível de vida do povo, ele tudo tem feito para vender uma Angola no exterior que em tudo se incompatibiliza com a realidade objetiva vivida no país? Isso é caso para gritar aludindo ao jornalista propagandista arregimentado, que aprenda a calar essa malfadada boca de vampiro esfomeado.

Raul Diniz

LUANDA: Bispos católicos criticam postura partidária do padre Apolónio

Bispos católicos criticam postura partidária do padre Apolónio

Fonte: VOA
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
07/11/2014
Luanda - Os bispos católicos criticaram o Governo angolano por investirem em obras não duradouras. A crítica foi feita no final da segunda plenária da Conferência Episcopal de África e São Tomé que terminou no passado dia, 29 de Outubro.
Na conferência de imprensa, os bispos começaram por aplaudir a realização do Censo Geral da população e, a propósito, sublinharam a assimetria que se regista entre ricos e pobres.
Na ocasião os líderes católicos criticaram o Governo angolano por aplicar recursos financeiros em obras de qualidade duvidosa e muitas vezes não concluídas, segundo o porta-voz da conferência, Dom Manuel Imbamba.
A conferência “contudo, lamenta os recursos financeiros que vão se aplicando em obras de qualidade duvidosa, muitas vezes nem concluídas”, disse Imbamba.
Os bispos angolanos também criticaram o cónego Apolónio Graciano pela sua postura de participar constantemente em actividades do MPLA, contrariando os postulados do Vaticano que desaconselham os padres a se envolverem directamente na política activa.
Apolónio Graciano foi recentemente integrado na caravana do chamado movimento nacional espontâneo, que tem desenvolvido inúmeras actividades de promoção da imagem do presidente angolano. Graciano chegou a ser um dos oradores numa cerimónia de exaltação e divulgação dos feitos de José Eduardo dos Santos em Benguela.
“A participação de um dos nossos sacerdotes de Luanda na campanha do movimento espontâneo criou algum embaraço, recebemos muitas cartas e muitos telefonemas por isso fizemos essa nota para esclarecer a opinião publica que não é essa a missão do sacerdote”, disse Dom José Manuel Imbamba porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST.
A segunda plenária anual dos bispos reconduziu o padre Quintino Candanji como director da Emissora Católica de Angola, a rádio Ecclésia.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

NOVA IORQUE: Discurso surrealista sobre direitos humanos em Angola

Discurso surrealista" sobre Direitos Humanos em Angola

"Discurso surrealista" sobre Direitos Humanos em Angola
Fonte: DM/Africa
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa

Na semana passada, os representantes angolanos foram confrontados por vários países sobre temas sensíveis como a liberdade de expressão, de manifestação e restrições a ativistas.
"Em Angola são realizadas várias reuniões e manifestações, onde são assegurados e garantidos os direitos dos manifestantes", respondeu o ministro da Justiça e Direitos Humanos, Rui Mangueira.
"Nos casos em que há interrupção da manifestação, o que sucede é que, por vezes, os manifestantes e contra-manifestantes desencadeiam agressões mútuas que levam à perturbação da ordem pública e agressões aos agentes da Polícia Nacional que se encontram no perímetro para garantir a segurança dos manifestantes, a normal circulação e a tranquilidade”, acrescentou.
O ministro afirmou ainda que Angola respeita a liberdade de expressão e que tem feito cumprir as leis que garantem a liberdade de reunião e de imprensa. E também disse que o Governo não encerrou nenhum meio de comunicação social.
Rui Mangueira admitiu, por outro lado, que apesar dos progressos alcançados, Angola ainda tem "um longo e árduo caminho pela frente."
"Discurso surrealista" sobre Angola
O discurso causou indignação entre ativistas e organizações da sociedade civil. Para o padre Raúl Tati, tratou-se de “um relatório para fazer o marketing do regime”, num país onde “a repressão é brutal”.
"Eu diria que é um discurso surrealista. Não é aquela Angola que conhecemos que foi apresentada. Gostaria que isso fosse exatamente a realidade de Angola sobretudo em alguns capítulos, como a liberdade de manifestação, de reunião e de associação", disse à DW África o ativista dos direitos humanos.
Raúl Tati lembra ainda que o Supremo Tribunal ainda não se pronunciou sobre o recurso que foi interposto quando a Mpalabanda - Associação Cívica de Cabinda foi banida.
"Já passaram quase oito anos e até hoje nao houve nenhuma resposta. Em Cabinda, praticamente ninguém pode sair à rua para se manifestar."
Violações permanentes nas Lundas
Tal como Raúl Tati, muitas organizações de defesa dos direitos humanos em Angola aguardam com expectativa o cumprimento das recomendações saídas do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.
Sobretudo porque o relatório sobre a situação em Angola apresentado pelo Governo "não é real" e tem "muitas lacunas", critica também Júnior Betinho Cassoca, secretário-geral do Movimento do Protectorado da Lunda Norte.
"A cada dia que passa, matam-se pessoas nas Lundas", onde os abusos e as violações dos direitos humanoa são constantes, lembra o jurista e ativista dos direitos humanos.
"Nas Lundas nunca existiu liberdade de expressão, o povo está a ser asfixiado, há um genocídio silencioso por parte do Governo de José Eduardo dos Santos que podemos chamar de ditador. Nas Lundas não há guerra, mas o aparato militar ali existente é enorme. Os militares fazem e desfazem e ninguém diz nada."
DW Africa

LUANDA: Fuga de capitais de Angola ascende a dois mil milhões por ano

Fuga de capitais de Angola pode chegar aos dois mil milhões por ano

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Fuga de capitais de Angola pode chegar aos dois mil milhões por ano
Fonte: LUSA
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
A fuga de capitais de Angola poderá ter representado, anualmente, cerca de sete por cento do Produto Interno Bruto (PIB), perto dos dois mil milhões de euros, segundo estimativa apresentada hoje em Luanda e baseada em estatísticas internacionais.
Os dados foram divulgados pelo diretor do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola, Alves da Rocha, durante a apresentação do livro "Fuga de Capitais e a política de desenvolvimento a favor dos mais pobres em Angola".
A análise contida nesta publicação, não oficial, baseia-se em estatísticas e estudos internacionais, apontando para uma fuga ilícita de capitais que em Angola poderá ter variado entre os 384 milhões de euros e os dois mil milhões de euros, anualmente, entre 2001 e 2010.
"Isto tem reflexos. Se é capital que sai, vai alimentar outras economias, vai gerar empregos noutros países. Quando nós também precisamos de investimento, de gerar emprego e distribuir melhor e mais rendimento a quem de facto está em níveis de sobrevivência", afirmou Alves da Rocha.
O livro agora editado, que conta com contributos do português Paulo Morais sobre a situação em Portugal, resultou de uma conferência internacional realizada em junho de 2013, em Luanda, tendo então o ministério das Finanças estimado em apenas 17,5 milhões de dólares (14 milhões de euros) a fuga de capitais em Angola.
Números muito distantes dos que constam da publicação hoje apresentada pela Universidade Católica de Angola, sessão em que não marcou presença qualquer representante do Executivo angolano.
Para Alves da Rocha, a "fraqueza dos bancos" e "algum laxismo" na aplicação da lei, como na fiscalização da saída de passageiros - e dinheiro - pelo aeroporto internacional de Luanda, mas também uma retribuição de juros superior em depósitos em dólares feitos nos paraísos fiscais, ajudam a explicar a situação.
No caso de Angola, se a fuga de capitais fosse travada, permitiria uma redução direta anual de 2,11% na taxa de pobreza, recorda o docente.
"Só por esta razão e não por outras, como a criação de emprego ou o crescimento do PIB", sublinhou o diretor do CEIC.
A publicação agora lançada reúne artigos de investigação de nove académicos, entre angolanos, africanos, europeus e sul-americanos, e discute temas como a fuga de capitais e a redução da pobreza, o papel e a participação dos bancos na fuga de capitais, a corrupção, além do regime jurídico angolano em matéria de fuga de capitais.
Nos últimos 25 anos, estes investigadores estimam que África perdeu anualmente 22,5 mil milhões de dólares (18 mil milhões de euros) em fuga ilícita de capitais, superior ao PIB de 60% das economias subsaarianas.
LUSA

LUANDA: UNITA critica silêncio das Nações Unidas face aos assassinatos políticos em Angola

UNITA critica silêncio das Nações Unidas face aos assassinatos políticos em Angola

    Luanda - O Secretário-geral da UNITA, Victorino Nhany insurgiu-se, domingo último contra o silêncio das Nações Unidas perante violação dos direitos humanos em Angola. O número três na hierarquia política da UNITA discursava perante jovens da UNITA que realizaram o 1º acampamento nacional da JURA em Malanje.
Fonte: UNITA
“Onde estão as Nações Unidas perante tanta matança em Angola, há falta de água e de tudo no país. Os direitos humanos em Angola não interessam à ONU, só interessa o dinheiro do petróleo de Angola e do diamante”, questionou o dirigente partidário, sustentando a sua posição com a recente tentativa de assassinato de que foi alvo o Deputado à Assembleia Nacional, Liberty Tchiyaka, em Luanda.

Victorino Nhany precisou que o seu partido está a conquistar cada vez mais corações dos angolanos, estando todos os dias a registar o crescimento das fileiras, o que em seu entender está na origem do nervosismo manifestado pelo partido no poder.
“Estão a perder terreno em todo o espaço nacional, daí que passaram para a táctica de eliminação física do companheiro Liberty Tchiyaka, porque no campo de competição política já estão derrotado”, disse.
O dirigente partidário apelou aos jovens da JURA a se empenharem na mobilização de angolanos para delegados de lista no sentido de se garantir maior fiscalização nas eleições de 2017.
“A JURA deve tomar a dianteira começando a mobilizar angolanos para delegados de lista no sentido de fiscalizarmos o voto nas próximas eleições. É um desafio lançado à juventude”, afirmou Victorino Nhany.
Entretanto, as ruas de Angola poderão ser palcos de manifestações de massas caso se volte a verificar cenas de fraude eleitoral em 2017.
“Já fomos roubados em 1992, em 2008 e em 2012. O dono do poder político é o povo. Em 2017 se houver mais fraude o povo vai para as manifestações de rua”, adiantou o secretário-geral da UNITA, ao discursar no acto de encerramento do 1º acampamento nacional da JURA que decorreu de 31 de Outubro a 2 de Novembro de 2014.

LISBOA: De um Outubro eleitoral para um Novembro celebrante

De um Outubro eleitoral para um Novembro celebrante! - Eugénio Costa Almeida

Lisboa - As duas últimas semanas de Outubro foram prenhes em eleições gerais em vários países, três dos quais e pelas variadíssimas razões, poderá ter uma maior ou menos impacto nas nossas relações diplomáticas.

Fonte: NJ
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
06/11/2014
Houve eleições no Uruguai, na Tunísia, em Moçambique, na Ucrânia e no Brasil. Estes três últimos, por razões diversas podem servir de espelho futuro para as nossas próximas eleições gerais onde se espera, apesar de tudo, sejam incluídas as eleições autárquicas (mesmo que localizadas e de modo experimental).
No Uruguai o presidente “pé-descalço” Pepe (Jose Mujica, de nome próprio, cujo mandato termina em Março de 2015) deverá ser substituído por um destes dois mais projectados candidatos: Tabaré Vázquez (já foi presidente entre 2005 e 2010, que concorre pela coligação de Mujica, a Frente Amplia); e Luis Lacalle Pou (candidato pelo Partido Nacional (PN), também conhecido como partido Blanco). Na prática Vázquez quer imitar o PT e a “coligação” Lula/Dilma. Há ainda a hipóteses, ainda que remota – quando lerem este texto já se saberá em definitivo quem foi o mais votado – de haver um possível terceiro potencial candidato, o Pedro Bordaberry, do Partido Colorado, que governou o país durante a maior parte da sua moderna história política; está prevista uma segunda volta que, a acontecer, será a 30 de Novembro.
Na Tunísia, as eleições do passado dia 26 de Outubro (excepto as de Moçambique foram todas nesta data) trouxeram uma alteração política interessante. Os islamitas do partido Ennahada (até agora o partido maioritário) foram derrotados pelos moderados e laicos do partido Nidaa Toune que terá conquistado a maioria (mas não absoluta, pelo que terá de fazer coligações) do Parlamento. O Ennahada não só já reconheceu a derrota como admitiu – pouco normal no nosso continente – a perda substancial dos anteriores 68 deputados que detinha. Uma boa lição de democracia que se saúda…
Na Ucrânia as eleições legislativas trouxeram uma enorme dor de cabeça aos europeus e aos russos. Estes dizem que aceitam o escrutínio apurado. Aqueles, porque a maioria dos ucranianos dispersaram-se pelos três maiores partidos, todos pró-europeus e pró-união europeia. Mada de mais se este próximo fim-de-semana, primeiros dias de Novembro, não fossem ocorrer eleições nas partes auto-separadas do Leste e eleições antecipadamente reconhecidas pelos russos, o que “minar”, como acusam as autoridades de Kiev, as expectativas de uma bonança abertas pelo cessar-fogo acordado em Setembro.
Ora sabendo-se que nós ganhámos um assento, ainda que não-permanente, no Conselho de Segurança das Nações Unidas – o que se saúda – e que vamos entrar neste grande areópago internacional em Janeiro próximo, teremos uma palavra a dizer no “conflito” que naturalmente, irá emergir destas eleições não aprovadas nem sancionadas pela comunidade internacional. Teremos de dirimir os interesses das nossas ancestrais relações com os russos e os interesses da comunidade internacional, nomeadamente, os interesses euro-ocidentais muito particulares…
Finalmente duas eleições importantes por razões diversas.
As eleições moçambicanas, ocorridas já há mais de duas semanas (a15 de Outubro), e que só agora – no momento em que estou a escrever – estão a oficializar os respectivos editais eleitorais.
O partido do poder, Frelimo e o seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, conquistaram cerca de 57% dos votos válidos nas eleições gerais, muito menos do que seriam expectável mas ainda assim, neles incluídos alguns valores que se vieram a verificar fraudulentos (conforme fotograficamente provados pelo portal “Macua de Moçambique” (macua.org) em momento próprio). A fraude apresentada neste portal foi igualmente reportada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) que terá demitido e expulsa uma delegada principal da Frelimo por manipulação de dados eleitorais numa secção de voto. No caso apresentado pelo “Macua” vê-se na foto que Nyusi teria conseguido mais votos que os eleitores inscritos além de haver – enão poucos – nos outros dois candidatos.
Os dois candidatos em questão foram Afonso Dhlakama, da Renamo, obteve 36% e Daviz Simango, do MDM, que não foi além dos 7%.
Já os respectivos partidos, na sua corrida para o parlamento moçambicano, tiveram variações substanciais face ao escrutínio anterior. A Frelimo perdeu cerca de 49 assentos (fica com 142 deputados correspondendo a 57,06%, menos que o seu candidato presidencial), enquanto a Renamo (com 89 assentos e 33,84%) e o MDM (conquistou 19 deputados correspondentes a 9,1%) ganham respetivamente 38 e 11 deputados.
Sabendo-se que houve, uma vez mais, alguns constrangimentos nas eleições de Moçambique – denunciadas, em alguns casos até pela própria CNE –, não deixa de ser surpreendente que, também uma vez mais, os observadores digam que tudo decorreu lindamente e sobre carris. Isto só descredibiliza o sistema eleitoral africano. Há a velha tendência de olhar para uma árvore como se da floresta se tratasse; e nós temos o velho hábito de dizer sempre “sim a tudo” aos nossos amigos…
Já o Brasil a reeleição de Dilma Rousseff apesar de renhida com Aécio Neves, do PSDB, era previsível e esperada.
É certo que havia a vontade de “Mudança” como ficou provado nas variações das sondagens e nos distúrbios do pré-Mundial (e durante este). Também é verdade que Dilma na sua primeira declaração disse que o país e o sistema político brasileiro careciam de uma mudança e substancial.
Ora a senhora “presidenta” Dilma, ao contrário do seu concorrente não é tão próxima de África como foi o seu predecessor, Lula da Silva – que se prevê possa vir, de novo, e por vontade de muitos, a ser o novo próximo inquilino do Palácio do Planalto, dentro de 5 anos –, conforme se viu neste seu primeiro consulado. Só a vimos próxima de áfrica quando dos BRICS. Como descendente búlgara, Dilma é, apesar da sua reconhecida militância contra a ditadura conservadora – chegou a ser presa e torturada – uma dirigente mais europeizada e mais próxima dos governos latino-americanos.
Se olharmos bem as relações com os africanos estão na dependência de terceiros. Talvez neste turno alguma coisa mude.
E aqui Angola poderá ter uma voz mais activa e importante nas relações entre Brasil e África. O Brasil – e Dilma – querem ver colocado o país no Conselho de Segurança como membro-permanente. E sem África nunca o conseguirá!
Acaba o mês de Outubro e entra o mês de Novembro.
O mês de muitos factos que se saúdam: o mês da cidade de Maputo (a 10); o mês dos 25 anos da queda do “Muro de Berlim” (a 9 de Novembro era derrubada a última pedra num enlaço que teve o seu início um mês antes – era o fim da chamada “guerra-fria”); é o mês da nossa Dipanda e, finalmente, para mim, há 58 anos, no mesmo dia que as forças soviéticas entravam em Budapeste (Hungria) para iniciar o abafamento da revolta húngara anti-soviética (terminaria a 11 de Novembro de 1956, ou seja, uma semana depois), surgia este vosso amigo – espero – na belíssima cidade do Lobito onde os flamingos voltaram a dizer: presente!
Para Angola o meu obrigado por tudo o que já me deste e que ainda me dás.

ALEMANHA: Queda de Blaise Capaoré é uma lição para o ditador Angolano

Queda de Blaise Compaoré é uma lição para Eduardo dos Santos

Alemanha - Depois da queda de Blaise Compaoré, receia-se um efeito de contágio em países africanos com presidentes quase vitalícios e regimes autocráticos, como Angola. Para manifestantes angolanos, o caso é uma lição a ser tomada.

Fonte: DW
Da lista de presidentes que estão há mais tempo no poder em África, e no mundo, pelo menos um já foi pressionado a sair: Blaise Compaoré, que há 27 anos conduzia os destinos do Burkina Faso.

Restam agora os Presidentes José Eduardo dos Santos, de Angola, Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, Robert Mugabe, do Zimbabué e Paul Biya, dos Camarões, todos eles há mais de 30 anos na liderança.
A queda de Blaise Compaoré é vista com uma atenção especial pelos países onde a população contesta também longas permanências no poder.
Insurreição popular em Angola?
Em Angola, os jovens do chamado Movimento Revolucionário, que exigem já há alguns anos a saída de José Eduardo dos Santos, acreditam na possibilidade de acontecer uma insurreição popular como a que aconteceu no Burkina Faso, uma vez que “o povo está saturado”, lembra Adolfo Campos.
“O povo angolano está cansado da política de José Eduardo dos Santos”, sublinha o jovem ativista angolano, lembrando que o chefe de Estado angolano se encontra “há mais de 35 anos no poder”.
Segundo Adolfo campos, o Movimento Revolucionário está já a analisar a possibilidade de organizar “uma manifestação que possa impugnar o poder de José Eduardo dos Santos”.
O ativista está certo de que o Presidente angolano receia uma ação para o depor e, por isso, na sua opinião, implementou uma situação de terror no país ao criar uma guarda pessoal militar muito bem preparada, a Unidade de Guarda Presidencial (UGP).
Apesar disso, Adolfo Campos considera que os descontentes não receiam esta força e a queda do Presidente burquinabê é certamente “uma lição muito grande” para o Movimento Revolucionário. “Afinal de contas aqui também existe a possibilidade de tirar um ditador [do poder], uma vez que as Forças Armadas angolanas se encontram vulneráveis”, afirma o ativista.
Consequências para o continente
Que consequências poderá ter a queda de Blaise Compaoré para o continente africano? A possibilidade de um efeito de contágio, à semelhança do que aconteceu com a chamada “Primavera Árabe”, seria um exagero ou algo bem mais perto da realidade? “Poderá ser as duas coisas”, explica Eugénio Costa Almeida.

O investigador do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) lembra que se falava que as chamadas primaveras árabes podiam refletir-se no resto do continente africano, em situações onde a autocracia existe. No entanto, esse reflexo não chegou a observar-se noutros países africanos. Por isso, falar num efeito de contágio seria “um exagero” para o analista.
“Todavia, considerando que existem alguns casos de poderes quase absolutos, nalguns casos autoritários na região, penso que o que aconteceu no Burkina Faso pode ter alguma infl uência e algum espelho noutros países”, argumenta.
No que se refere à situação angolana, Eugénio Costa Almeida não acredita muito que os jovens que se opõem ao regime consigam o mesmo que os burquinabes. José Eduardo dos Santos foi eleito democraticamente e tem direito a candidatar-se ainda a um segundo mandato, lembra o analista. Por outro lado, acrescenta, o ex-Presidente Campaoré já alterou algumas vezes a Constituição para se manter no poder.
Ainda assim, o analista luso-angolano está certo de que o caso do Burkina Faso vai ajudar a alicerçar mais os objetivos do Movimento Revolucionário. “Acredito que haverá jovens, nomeadamente do chamado Movimento Revolucionário, que vão aproveitar o que aconteceu no Burkina Faso para alicerçar as suas manifestações e os seus poderes reivindicativos”.
Analistas dizem que o que aconteceu no Burquina Faso pode repetir-se em Angola
Os últimos acontecimentos que se registaram no Burquina Faso e que culminaram com a deposição do presidente Blaise Kampaore depois de 27 anos no poder podem ter lugar em Angola, caso o MPLA não alterar a sua forma de agir, defendem os analistas políticos da rádio Despertar. Os analistas consideram que a realidade dos factos no Burquina Faso não se diferem muito da angolana.

O analista da Despertar e secretário para Informação do PRS Joaquim Nafoia pediu ao Presidente da República a ficar atento ao que se passa no Burquina Faso: "O nosso presidente deve tirar algumas lições porque todos os ditadores terminam desta forma, como aconteceu a Hosni Mubarak, Mobutu, Ben Aly, Khadafi, se o MPLA não se prevenir isso pode acontecer em Angola", disse.
O dirigente do PRS sustenta a sua afirmação nos seguintes argumentos. "Nós estamos numa ditadura efectiva, os activistas cívicos são assassinados, não se permitem manifestações, os jovens são torturados e presos, os debates parlamentares não são transmitidos, enfim, o presidente já fez o que o outro tentou fazer no Burquina Faso, alterou a Constituição com o acórdão de 2005 do Tribunal Supremo que dizia que José Eduardo dos Santos ainda não tinha cumprido nenhum mandato no poder quer dizer que o seu mandato só começou em 2005"
No mesmo debate, esses argumentos foram reiterados pelo politólogo Antonio Saúde Cabina, para quem “também em Angola temos problemas de longevidade do Presidente da República com manobras constitucionais para se manter no poder, também o nosso presidente esta está rebocado nas legislativas talvez temendo que em eleições separadas perderia; no Burquina Faso o outro tentou fazer a mesma coisa só que o povo lá não deixou".
Para o jornalista e analista Alexandre Solombe, é preferível que ocorra o mesmo em Angola para acabar com as humilhações sofridas.