quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

MAPUTO: Chuvas deixam 23 feridos e afectam mais de mil famílias em Moçambique

Chuvas deixam 23 feridos e afectam mais de mil famílias em Moçambique

Fonte: VOA
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
24/12/2014
Desabamento de estrada após chuvas da madrugada de 16 de Dezembro em Maputo.
Desabamento de estrada após chuvas da madrugada de 16 de Dezembro em Maputo
Como consequência deste fenómeno, 135 casas ficaram totalmente destruídas e outras 454 foram parcialmente afectadas. As chuvas destruíram ainda 26 salas de aulas, inundaram três unidades sanitárias e sete casas de culto.
  • Chapa submerso após chuvas da madrugada de 16 de Dezembro em Maputo.

RAQQA-SÍRIA: Estado Islâmico derruba avião da coalizão internacional na Síria e captura piloto

Estado Islâmico derruba avião da coalizão internacional na Síria e captura piloto

Fonte: IN SHERE
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
O alegado ataque do EI ocorreu em Raqqa, cidade no Norte da Síria que os radicais proclamaram como sua capitalO alegado ataque do EI ocorreu em Raqqa, cidade no Norte da Síria que os radicais proclamaram como sua capital
Segundo partidários, aeronave era da Jordânia e piloto foi capturado; incidente ocorreu perto da cidade de Raqqa, 'capital' do território controlado pelo grupo.
Militantes do grupo Estado Islâmico abateram um avião de guerra da coalizão liderada pelos Estados Unidos no norte da Síria, disseram ativistas.
O Observatório Sírio para Direitos Humanos, com sede em Londres, disse que a aeronave foi derrubada perto da cidade de Raqqa, considerada a capital do território controlado pelo grupo, que inclui áreas da Síria e do Iraque.
Simpatizantes do grupo Estado Islâmico publicaram fotos no Facebook que, segundo eles, mostram um piloto jordaniano cercado por homens armados.
O homem tem sangue na boca e veste apenas uma camiseta e cueca. A legenda identifica sua nacionalidade e sua posição.
Não foi possível verificar a autenticidade das imagens. A Jordânia não comentou a informação de que uma aeronave sua teria sido abatida.
Coalizão
O país é uma das quatro nações árabes que integram a coalização liderada pelos EUA que tem atacado alvos do Estado Islâmico na Síria desde setembro.
Além da Jordânia, forças dos Emirados Árabes Unidos, da Arábia Saudita e do Barein participam da ofensiva.
Aviões do governo sírio também bombardeiam a região de Raqqa com frequência. Na terça-feira, um ataque aéreo matou mais de 20 pessoas, segundo o Observatório.
Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Holanda e Reino Unido participam da ofensiva dos EUA contra o Estado Islâmico no Iraque.
BB
C

LUANDA: MPLA/JES não teve visão e pensou na eternização do petróleo



“MPLA não teve visão e pensou na eternidade do petróleo”


  

“MPLA não teve visão e pensou na eternidade do petróleo”



O  Ano  de  2014  foi  o  mais  difícil  para a maioria dos angolanos que continuam  excluídos  do  sistema, quer  do  ponto  de  vista  político, como económico e financeiro.
Em  declarações  ao  Novo  Jornal sobre  o  ano  prestes  a  finalizar,  o porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, lamentou  que  “o  sistema  político angolano  tenha  endurecido  posições, assumindo-se como uma verdadeira ditadura africana de Partido/Estado, que procura exercer de forma brutal um poder absoluto”.
“Esta postura tem um alto preço a  pagar,  conforme  as  experiências de muitos países africanos, que se transforma em crise profunda, carregada de grande conflitualidade”, salientou.
Para  o  político,  “neste  endurecimento de posições de dirigentes do  Partido/Estado  verificou-se  a tendência  para  se  criarem  novos conflitos, conforme declarações de alguns  governadores  provinciais, como foi o caso de Boavida Neto, governador do Bié”.
“Continuam a fazer discursos incendiários. Mais recentemente, foi a vez de Bento Bento e do ministro do Interior, que procuram criar um clima  de  medo,  com  a  introdução da ideia da guerra”, lamentou.
Segundo Sakala, “a UNITA, com a  sua  experiência,  inteligência  e sentido de Estado, tem sabido distanciar-se deste discurso belicista, projectando para o futuro as suas ideias de paz, reconciliação, justiça social, transparência e respeito pelos direitos humanos”.
A  UNITA,  adiantou,  lamenta  a consolidação  e  a  institucionalização  da  corrupção  em  Angola, evidenciando aquilo que diz ser o silêncio  do  Ministério  Público  e  a impunidade  de  alguns  dirigentes do partido maioritário.
“Está agora mais do que provado que a economia angolana, ancorada no petróleo, não tinha sustentabilidade,  não  tinha  pernas  para andar,  para  sobreviver  à  descida vertiginosa do preço do petróleo”, observou Alcides Sakala.
De acordo com o político, “o partido no poder não teve visão e pensou na eternidade do petróleo, alimentando o egoísmo dos seus dirigentes”.
“Os países com visão, produtores de petróleo, fizeram melhor em termos sociais, contrariamente a Angola, que está a mergulhar cada vez mais numa crise económica profunda, com consequências previsíveis”, deplorou.
Na  opinião  do  porta-voz  do principal  partido  na  oposição, 2014 foi um ano em que as liberdades fundamentais, consagradas na  Constituição,  continuaram  a  ser negadas aos angolanos, como o direito de manifestação, sempre reprimida com violência.
“A censura passou a ser parte do quotidiano dos angolanos, pratica-da pelos órgãos públicos da comunicação social. Mesmo a cobertura em directo dos debates parlamentares continua a ser negada aos angolanos”, lembrou.
“Angola  continua  a  ser  o  único país dos PALOP que ainda não tem autarquias  e  todos  os  indicadores sociais  e  políticos  apontam  para uma  mudança  breve  no  país,  que terá nos jovens o sustentáculo desse processo”, enfatizou.
“Por  isso”-  continuou  Sakala  - “somos por uma transição de gerações pacífica para que os novos actores políticos trabalhem para a paz social, para a justiça social e para a aceitação do outro, num contexto de separação de poderes”.
NJ

LUANDA: Marcolino Moco Diz nunca ter tido ambição de chegar a presidência. Mas no futuro poderá ter

"Nunca tive ambição de chegar à presidência. Mas, no futuro, posso ter" - Marcolino Moco

Luanda - Marcolino Moco foi primeiro-ministro entre 1992 e 1996, mas depois divergiu do MPLA, partido em que se inscreveu há 38 anos. Em entrevista ao NG, acusa o partido de estar a “atrasar a implementação” da democracia, por estar centralizado na figura do seu presidente. Diz ainda “sentir-se frustrado” por “não estar a ver” os “ideais políticos que aderiu” na adolescência a serem concretizados.


Fui afastado por criticar o meu partido
Fonte: NG
Porque decidiu abandonar a política?
Fui afastado das discussões dos problemas importantes do país e dentro do partido por ser bastante crítico. Quando senti o bloqueio do Comité Central, da Assembleia Nacional e, quando se começou a discutir a actual Constituição, com todas as manipulações, obrigaram-me a deixar de fazer política activa.

O que mais criticava?
O culto de personalidade. Há pessoas que pensam que o Presidente da República é insubstituível e que, no seio do partido, não há ninguém que possa liderar o país. Quando o chefe de Estado diz alguma coisa, todos aceitam e não se pode discutir ou contrariar.

Recebeu ordens para abandonar o MPLA?
Fui professor da Universidade Lusíada e tinha alunos que pertenciam ao Serviço de Inteligência do Estado e foram dizer que, durante as aulas, eu criticava as ideias do camarada Presidente. Esqueceram-se que na universidade não há “camarada presidente”. Fui chamado pelo secretário-geral que me fez ameaças de cariz tribal, dizendo “cuidado não se esqueça doque o que aconteceu a Jonas Savimbi”. As ameaças foram muito baixas.

Ainda é militante do MPLA?
Entrei no MPLA por questões ideológicas. Apesar de não concordar com as ideias da actual direcção do partido, ainda estou ligado ao partido sentimentalmente. O MPLA está num caminho muito errado. Os seus melhores quadros foram afastados. O partido está preso ao camarada Presidente.

É um partido democrático?
O MPLA, pelos estatutos, é um partido democrático. Defende a democracia, mas os actos que pratica não reflectem a democracia. O regime angolano é uma ditadura.

Que legado deixou quando foi primeiro-ministro?
No meu governo, não havia mortes de jovens que se manifestavam. Não havia actos de violência policial contra indefesos. Havia mais democracia. Os jovens que realizam manifestações não são ouvidos pelas autoridades. No meu governo, os filhos do Presidente não controlavam o canal dois da TPA, nem havia tanta corrupção. Os meus filhos não compravam empresas em Portugal. Estou completamente sossegado. Os mais velhos têm de falar sobre o mau rumo do país. Os intelectuais não podem ficar calados.

Foi nomeado por ser sulino?
Sim. Um partido tem de ter as suas estratégias. O MPLA é um partido de gente de Luanda, com pessoas mestiças e maioritariamente quimbundo. Naquela altura, tinha de passar a imagem à UNITA que havia congregação de dirigentes de todo o país. Eu nem queria ser primeiro-ministro. Fui convencido pelo Presidente a aceitar o cargo, em 1992, no ano das primeiras eleições gerais.

Que alternativas existem à liderança do país?
Há pessoas capazes de governar. Existe uma fobia em pensar que o dia em que o MPLA deixar de ser Governo, o país vai desmoronar e que o Presidente só pode ser uma pessoa que nasceu em Luanda e não pode ser do sul, nem pode ser mulato. A minha geração tem de tirar essas ideias da cabeça. Temo que, um dia, o MPLA seja acusado de estar a atrasar a democracia.

Como avalia a liderança do país?
O Presidente podia receber o prémio Nobel da Paz se tivesse deixado o poder depois do fim da guerra, mas agarrou-se ao poder. Devia sair já. Há tanta gente preparada para assumir a presidência. Angola tem o Presidente mais antigo no poder, em África. Não temos pessoas que possam servir de autoridade moral para falar a verdade e aconselhar os governantes.

Em que sentido discorda da Constituição?
Enquanto jurista, não concordo. É uma Constituição que permite o Presidente ser eleito na boleia do seu partido. O que já não existe em nenhum Estado democrático. Encontraram uma forma de eternizar uma pessoa no poder. Atribuíram-lhe vários poderes. O que acontece em Angola é que há uma pessoa que pensa que o erário é seu.

Ainda deseja voltar ao Governo?
Neste Governo, nem pensar. Hoje em dia, as pessoas pensam que quem não tem cargo no Governo vive mal, não consegue abrir negócios. Já me mandaram recados a dizer que podia morrer na miséria e que a minha casa seria recebida pelo dono português. Estou preparado para viver sem grandes recursos.

Há oposição séria?
Não posso fazer essa avaliação porque a oposição está bloqueada. Não tem espaço nos órgãos de imprensa. Critico a UNITA por estar contente com uma rádio que nem cobre Luanda.

Os governantes sentem medo de dizer o que pensam?
Há coisas vergonhosas que se fazem neste país. Há dias, apresentaram, na TPA, o líder da UNITA como um burro.Os ditos analistas políticos pensam da mesma forma, ninguém tem uma ideia oposta.

Porque não pede uma audiência ao Presidente e apresenta as suas críticas?
Não serei recebido e serei humilhado mais uma vez. As pessoas não podem fazer política dentro dos quartos. O que faço agora é uma intervenção cívico-político.

Sente-se uma pessoa frustrada?
Há uns que pensam que estou frustrado porque não me deram casa, carro, ou não tenho cargo no Governo. Ando frustrado porque aderi ao MPLA na adolescência e sempre tive a ideia de que estar na política é servir a comunidade, oque não acontece.

Tinha ambição de chegar à presidência?
Nunca tive essa ambição. Mas, no futuro, posso ter. Em Angola, há este medo de pensar que não se pode ambicionar chegar à presidência. Fui aconselhado por muitos militantes do MPLA a criar um partido, mas o país não tem condições para tal.

LUANDA: Ex-Ministro do Interior apresenta-se em tribunal

Ex- Ministro do Interior apresenta-se em tribunal


    Lisboa
     -  O antigo ministro do interior,  Sebastião José António Martins  foi ouvido como declarante nesta Segunda-feira (22), no Tribunal Provincial de Luanda sobre as desaparecimento de  Isaías Cassule e Alves Kamulingue, os dois activistas assassinados em Maio de 2012, pelas autoridades angolanas, por tentarem realizar uma manifestação de antigos combatentes.
Fonte: Club-k.net
Divulgação: Planalto De Malanje Rio capôpa
24/12/2014
Martins que a altura dos factos acumulava com o cargo de Chefe do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) centrou a sua versão separando as responsabilidades das duas instituições que estavam sob sua dependência.  De acordo com as suas  explicações  tanto o SINSE como a Policia Nacional, nenhuma subordina-se a outra deixando claro que a primeira não manda na segunda. Exemplificou que muita das vezes, na qualidade de Ministro do Interior  tinha de escrever para só próprio como chefe do SINSE.
O ex-ministro clarificou ainda que é impossível,  um civil (no caso de um  agente do SINSE) dar ordens a um policial.
A data em que os dois activistas foram assassinados, o ex- ministro do interior encontrava-se fora do país por questões de saúde tendo sido informado mais tarde sobre a situação.  
Na primeira fase da instrução preparatória do processo, as autoridades teria sem sucesso aliciado  aos réus, em troca de liberdade,  para que fizessem declarações acusando Sebastiao Martins como mandante do crime. O ex- delegado do SINSE de Luanda, António Vieira Lopes  seria o primeiro a negar a proposta. Porém, caso aceitasse  retirariam o seu nome do processo como reu tal como se fez com o comissário Dias do Nascimento e o director da DPIC, Amaro Neto que apenas respondem como declarantes.
A operação que levou ao rapto e a morte de Cassule e Kamulingue esteve sob alçada de um comando unificado entre SINSE e Policias. Os primeiros coube identificar Alves Kamulingue enquanto que a policia dedicou-se com a parte final.

LUANDA: Agentes da DNIC acusados de fuzilar oito jovens em Luanda

Agentes da DNIC acusados de fuzilar oito jovens em Luanda

    Luanda - Elementos afectos a Direcção Nacional de Investigação Criminal(DNIC), dispararam, bárbara e mortalmente, em quatros jovens, no pretérito dia 12, no Bairro Augusto Ngangula, na comuna do Kikolo, município do Cacuaco.
Fonte: O Crime
Divulgação: Planalto De malanje Rio Capôpa
24/12/2014
Efectivos da Polícia  semeiam luto no cacuaco
As vítimas, identificados pela nossa equipa de reportagem por, Amaral Deca, Mateus Vicente, Pai King, de 19, 22 e 23 anos respectivamente, tiveram mortes imediatas, tudo porque foram atingidas mortalmente na região do tórax e na cabeça, com vários tiros cada.
O acto bárbaro, foi perpetuado, por volta das 15hs, na passada sexta‐feira, 12, dois dias depois de se assinalar o dia dos Direitos Humanos em todo o mundo, explicou Salvador Tchizuza, pai do malogrado, Amaral Deca.
Quando vários elementos não identificados, surpreenderam, quatro jovens que se encontravam em convívio no quintal de uma residência, de venda de bebidas.
Os jovens, foram surpreendidos pelos supostos agentes da DNIC, com uma palmada nas costas e disseram: O que vocês fazem por aqui? Um dos jovens virou e disse não te conheço e me bates nas costa! Quem é o Sr?
O agente disse, sabes com quem estas a falar? E logo ordenou que bebessem rápido as cervejas e os mesmos rejeitaram.
Dada a frágil resistências dos jovens, os supostos agentes sacaram as armas, mandaram os moradores se afastarem e fecharem as portas das suas casas.
Obrigando os jovens a se despirem e a deitarem‐se ao chão de costa para cima. De seguida dispararam cruelmente aos jovens, deixando eles aí estendidos como se de cães se tratasse, lamentou.
Os agentes retiraram‐se, minutos depois surge o patrulheiro de polícia e o carro de recolha de cadáver afecto a DNIC.
Quando a informação nos chegou, contactamos várias unidades de polícia do município e nada, posteriormente, ainda na mesma noite, contactamos por via telefone o Chefe do Departamento das Operações do Comando Municipal de Cacuaco e não tivemos sucessos, só mais tarde tivemos informações de um policial afecto a esquadra do cemitério do catorze, que nos disse que os corpos se encontravam na morgue do Maria Pia. Este disse também que estava no patrulheiro aquando da remoção dos cadáveres, afirmou Tchizuza.
João Kumunanga e demais familiares, do malogrado Mateus Vicente, diz: “lamentamos com profunda dor e tristeza o desaparecimento físico do nosso filho, e pela forma cruel como foi morto.”
Eles não foram gatunos, não roubaram, não foram encontrados com armas nem meios alheios. Por isso queremos que se faça justiça e que os executantes dos nossos filhos apareçam, realçou.
Já Salvador Tchizuza, abatido coma perda do filho, considera esta cruel atitude como sendo um acto de assassinato.
Não há lei neste país que permite executar pessoas apenas porque se desconfia que são supostos marginais, se existe outra lei na polícia que manda executar pessoas, que nos mostrem, os rapazes até estavam indefesos, afirmou.
As nossas fontes, desconhecem, até ao momento da nossa reportagem o nome e o paradeiro de uma das vítimas, tudo porque o mesmo não era residente daquele bairro, apenas visitante e amigo dos seus filhos.
Polícia “Malucos”.
Salvador Tchizuza, apela ao governo(Ministério do Interior), para que os agentes da polícia devem ser pessoas formadas, no sentido de saberem se dirigir e informarem quando estiverem a actuar.
Numa situação dessas, os rapazes deviam ser levados, ouvidos em tribunal e se possível condenados, nem que for a pena máxima, Isso sim seria justiça não a execução como foi feita, realçou.
Tchizuza, disse também que há comandantes que dão ordens “empíricas” e sem fundamentos legais. Por isso apela que se deve colocar comandantes com formação de polícias e não “malucos” que também foram marginais. Há muitos marginais na polícia, o que eles fazem?
Nós nunca fizemos isto nas FAA, somos pessoas educadas moralmente, temos educação patriótica e militar. É preciso que a polícia faça trabalho correcto, para não provocar a “ira” do povo. Não acha que apenas eles têm armas! Somos a maioria, afirmou agastado com a situação.
O país tem homens bons mas também os maus estão aí, desde os políticos e polícias, esses têm de sair para não prejudicar nós os pobres, se assim queremos construir um país próspero, “NEM TODO JOVEM É DELINQUENTE”.
Tchizuza e Lúcio Lara.
Sou antigo combatente e guerrilheiro de guerra, desde 1963, ao lado do MPLA, na altura como movimento de libertação.
Eu e vários nacionalistas, dentre os quais Lúcio Lara, lutamos contra os portugueses até conquistarmos a Independência deste país, assinamos os Acordos de Lunhamês no leste de Angola, naquela época, na Base de Muxixi, sem nada para comer sem qualquer tipo de assistência tínhamos apenas ligação com a República da Zâmbia, recordou. 
O que nos motivou a lutar e a combater por esse país, foi para estarmos cada um no seu ligar, livres e independentes, não para assistirmos uma série de mortes “encomendadas e selectivas”, não podemos “atrofiar ” os ideais de Neto, lamentou.
Sou antigo combatente e deficiente físico de guerra, não tenho pensão, estou a formar o meu filho para que seja o futuro deste país e vocês me tiram ele, sem mais nem menos!
A nossa constituição, diz que todo cidadão, tem o direito a vida, protecção e segurança, E foi a pouco tempo que o nosso país foi aceite como membro não permanente da ONU, tudo isso para enganar a comunidade estrangeira, “Esses cruéis e cobardes assassinos”, me trouxeram lágrimas e dor que jamais se apagará, afirmou.
Salvador Tchizuza, aproveitou, a ocasião para deixar uma frase para pensar: Saul, personagem bíblica, era ungido e eleito por Deus para guiar o povo de Israel, mas de tanto poder começou abusar dele, Deus tirou‐lhe rapidamente a unção que tinha e nomeou, um indivíduo do campo que não vestia melhor. Quando Saul se apercebeu já era tarde, Deus lhe tinha tirado a unção e a entregou a Davi, homem pobre que herdou o poder e comandou Israel conforme Deus planeou.
Ganhou‐se a luta contra os portugueses, foi uma batalha com a unção de Deus, agora se começam a estragar tudo, há um dia que Deus vai resolver da sua maneira. Os que fazem isso um dia serão castigados.
*Costa Kilunda
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LUANDA: General Kopelipa procura fotografo que o flagrou trajando a MPLA/JES

Kopelipa procura fotografo

    Lisboa -   O aparelho  de Segurança do regime angolano  interrogou, a algumas semanas atrás, um grupo de fotógrafo,  a fim de identificar quem  foi o  profissional que terá vazado uma fotografia do  general Hélder Manuel Vieira Dias “Kopelipa”  trajado de cores partidárias,  no congresso do MPLA, realizado no inicio do mês em Luanda.
 Fonte: Club-k.net
Divulgação: Planalto De Malanje Rio capôpa
24/12/2014
Que lhe  fotografou de cores partidárias 
Apesar de não terem  conseguido identificar o autor das imagens, as  autoridades encararam com estranheza o facto de  que  logo a seguir a abertura oficial  do congresso,  a fotografia do general “Kopelipa” foi, imediatamente   exposta nas redes sociais levantando suspeitas de  que fosse trabalho de um infiltrado com o intuito de expor o  Chefe da Casa de Segurança da presidência.
De acordo com constatações, não era suposto o general  “Kopelipa” ser fotografo uma vez que os militares activos estão impedidos pela constituição de participar  em actividades ou comícios de partidos políticos.  Para além de “Kopelipa” estiveram também no primeiro dia do congresso,  os generais Geraldo Sachipengo Nunda (trajado a civil),  Egídio de Sousa Santos “Disciplina”, o comissário-geral da Policia Nacional, Ambrósio de Lemos  e outros que apesar de terem estado trajados  a civil não se deixaram fotografar.
Para evitar que o erro voltasse a acontecesse, as autoridades alteraram a sua modalidade  de acesso aos fotógrafos credenciando apenas aqueles ligados aos órgãos de Estado. Os fotógrafos independentes sobretudo ligados a imprensa desvinculada ao regime apenas foram  permitidos fotografar o momento de encerramento do discurso do Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos.
A  Presidente da República acolhe um Departamento de Fotografias e Vídeo do Cerimonial  da Casa Civil cujo chefe é Carlos Alberto Campos, um fotografo de profissão.  Cabe a este departamento fazer a gestão das imagens e vídeos dos eventos em que o Chefe de Estado participa ou toma parte.
Muitos dos quadros deste departamento são oriundos do Departamento de Informação e Propaganda do MPLA, ao tempo do partido como é o caso de Bernardo António de Sousa Sobrinho recentemente aposentado. 
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