domingo, 4 de dezembro de 2016

LUANDA: Nem a Historia o Absolvirá

NEM A HISTÓRIA O ABSOLVERÁ   

Por William Tonet e Orlando Castro
Sem perder, ou aceitar dividir, o poder interno que tem, seja pela preponderância económica do seu clã ou pelas ramificações politico-financeiras que criou ao longo de 37 anos, José Eduardo dos Santos quer juntar à lavagem da sua imagem – na qual tem gasto milhões – o epíteto de alguém que sai voluntariamente. Pretende, aliás, fazer esquecer entre outros qualificativos o de proletário que virou capitalista, o de marxista que abraçou a economia de mercado, o de cúmplice activo num dos maiores massacres da história de Angola independente.
De facto, como a história de Angola nunca será escrita pelos “falsários” do MPLA (muitos dos quais começam já a fazer contas à vida e alinhar teses que os ilibem do canino seguidismo e culto canino do chefe), é certa que não serão por ele absolvidos.
José Eduardo dos Santos foi cúmplice e co-responsável da maior chacina partidária intramuros: 27 de Maio de 1977, onde foram selvaticamente assassinados cerca de 80 mil angolanos do MPLA, sem julgamento, por decisão superior de Agostinho Neto, “não vamos perder tempo com julgamentos”, ganharam com assassinatos horrendos.
Atirando para as latrinas de uma ambição mesquinha e antropófaga a máxima de Agostinho Neto de que o importante era resolver os problemas do Povo, José Eduardo dos Santos empobreceu os angolanos para enriquecer a sua família e uma vasta corte de acólitos, conseguindo assim comprar a lealdade de muitos. Quanto ao Povo, conseguir que cerca de 20 milhões de angolanos sejam pobres, que o país lidere o ranking dos mais corruptos e seja mesmo primeiro do mundo no índice de mortalidade infantil é obra de marca, por muitos considerada macabra.
JES não conseguiu gerar riqueza, mas conseguiu gerar ricos. O seu clã familiar, na versão mais alargada (acólitos e similares), é o que mais ricos tem por metro quadrado. Ao lado, o país é o que mais pobres tem, também por metro quadrado.

Exército de mercenários bajuladores

José Eduardo dos Santos conseguiu, como resultados emblemáticos dos seus 37 anos de poder, colocar Angola como um dos países mais corruptos do mundo. Para além de ser o país do mundo com o maior índice de mortalidade infantil.
José Eduardo dos Santos conseguiu, como resultados emblemáticos dos seus 37 anos de poder, colocar Angola como um dos países mais corruptos do mundo. Para além de ser o país do mundo com o maior índice de mortalidade infantil.
Como qualquer ditador, José Eduardo dos Santos criou, exigiu e comprou um exército de bajuladores e cultores da sua personalidade, assumindo-se como – segundo uns – o “escolhido de Deus” e – segundo outros – o representante de Deus na terra. E para que ninguém disso se esqueça, marca presença emblemática em todos os símbolos nacionais como a moeda e os bilhetes de identidade, uma vergonha, pois, segundo a lei desvaloriza estes últimos enquanto documentos autênticos, vide n.º 2 do art.º 216.º (Falsificação de documentos autênticos ou que fazem prova plena) do Código Penal: “fazendo nos ditos documentos alguma falsa assinatura ou suposição de pessoa”. Ora aqui está, mais uma prova de arrogância, anti democraticidade de um agente público, cuja moldura penal, segundo o artigo citado, “será condenado a prisão maior de dois a oito anos aquele que cometer, por qualquer dos modos abaixo declarados, falsificação que prejudique, ou possa por sua natureza prejudicar terceira pessoa ou o Estado”.
Com base nisso urge questionar, com que direito e mandato as esfinges de José Eduardo dos Santos e Agostinho Neto, foram apostas nos Bilhetes de Identidade de cidadão nacional?
Será ou não cúmplice de um assassino ou ladrão, o cidadão José Eduardo dos Santos, que também figura no seu documento pessoal?
Positiva ou negativa a resposta em tudo incrimina a bajulação e a ditadura.
JES não hesitou, nesta luta demoníaca para dominar um reino que quis, e conseguiu, esclavagista, em fuzilar os adversários/inimigos políticos, optando por outro lado por amordaçar os que se afiguravam apenas adversários internos dentro do partido. Todos aqueles que pensavam pela própria cabeça, bem como os que Eduardo dos Santos apenas suspeitava que pensavam fora das “ordens superiores”, foram afastados, muitas das vezes vítimas de violência requintada e, por isso, mórbida. Entre outros, foram os casos de Alexandre Rodrigues Kito, Lúcio Lara, Marcolino Moco, Lopo do Nascimento, João de Matos, Vietnam, entre outros.
José Eduardo dos Santos nunca olhou a meios para atingir os seus, tantas vezes macabros, fins, como o de combater abertamente, o director do F8, impedindo-o, administrativamente, de exercer a profissão advocatícia, numa tese satânica para o colocar a fome, visando o seu definhamento na sarjeta dos humilhados ou integrar o exército dos bajuladores do reino.
JES transformou traficantes de armas em cidadãos nacionais, com passaporte vermelho e funções de Estado: o francês Pierre Falcone chegou a embaixador da UNICEF e o russo Arkady Gaydamak, entre outros amigos da família.
Arkady Gaydamak que, recorde-se, criou uma empresa com o objectivo de comercializar em exclusividade os diamantes angolanos, oferecendo em troca o apoio técnico-militar israelita para o combate decisivo contra Jonas Savimbi.
E como não bastava Gaydamak fornecer as armas e a ajuda militar ao governo de José Eduardo dos Santos, a família do presidente fazia também parte da equação do negócio. Gaydamak reservara 24,5% (por cento) das acções da empresa de diamantes para Isabel dos Santos…
De facto, em parceria com outro traficante – Pierre Falcone –, Gaydamak foi um dos grandes pilares do poderio bélico do presidente José Eduardo dos Santos nos últimos anos da guerra. Ambos obtiveram a nacionalidade angolana e passaportes diplomáticos pelos seus serviços de fornecimentos de armas e assistência técnico-militar para o aniquilamento dos rebeldes.
Mas a ambição de José Eduardo dos Santos tinha, na sua génese, era mais ampla, facto que o levou a expandir a guerra para fora das fronteiras, derrubando governos legitimamente eleitos como o de Pascal Lissouba, no Congo Brazzaville, para colocar no poder o seu amigo ditador Sassou Nguesso. Participou no derrube do ditador Mobutu Sese Seko, substituindo-o por outro ditador de igual calibre, Joseph Kabila, fazendo o mesmo na Guiné Equatorial, com Teodoro Obiang.

Os fantasmas de um ditador

Internamente, sempre aterrorizado pela própria sombra em que via fantasmas de todo o tipo, incluindo o de Jonas Savimbi, Eduardo dos Santos criou e reforçou o seu exército privado e privativo, a UGP e a USP. E mesmo neste quadro temia, teme, que a besta se revolte contra o seu criador e possa, a todo o momento apunhalá-lo pelas costas. As imagens de Nino Vieira ou de Muammar Kadafi parece causarem-lhe insónias e pesadelos. E não é para menos.
De mentira e mentira, José Eduardo dos Santos enganou milhões de angolanos. Será isso mesmo que a história dirá.
De mentira e mentira, José Eduardo dos Santos enganou milhões de angolanos. Será isso mesmo que a história dirá.
Eduardo dos Santos foi implacável para com os seus mais fiéis colaboradores como Fernando Miala, acusado de golpe de Estado, julgado e condenado ficou preso mas a acusação (como é habitual nas ditaduras) nunca provou o que disse serem factos. Numa narrativa actual, dir-se-ia que foi mais uma palhaçada.
Joaquim Ribeiro comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, por ter estado a combater um gang da droga, que inclui alguns barões do poder, está nos calabouços, com a sua equipa de 21 agentes, sem que haja provas do cometimento do crime assassinato de que foram acusados.
Eduardo dos Santos transformou a justiça num apêndice do poder unipessoal, colocando-a ao serviço dos seus interesses autocráticos e não da justiça. As finanças do país foram e são num saco azul da corrupção, estando a economia empresarial concentrada exclusivamente nas mãos de dirigentes do MPLA, cuja lealdade canina comprou a peso de ouro.
Teve o mérito de afundar quatro bancos, naquilo que pode ser considerado um dos maiores crimes económicos praticados no país e que, como consta do seu ADN hitleriano, enriqueceram exclusivamente dirigentes e militantes do MPLA, nomeadamente a CAP (Caixa Agro Pecuária), BESA, estes já falidos e o BPC e BDA.

A lata de quem se julga acima dos outros

Nos últimos anos, perante o fogo que se avizinhava, José Eduardo dos Santos começou a pôr as barbas de molho. A conselho (bem pago) de mercenários da propaganda e da lixiviação da sua imagem, José Eduardo dos Santos defende que “não pode ser tolerado o ressurgimento dos golpes de estado em África”.
De acordo com o Presidente angolano, o continente necessita de exemplos concretos que confirmem que África pretende “virar firmemente uma página do passado de uma história em comum”, marcado pela existência de “governos autoritários ou autocráticos, para dar lugar a sociedades e instituições democráticas”.
Ver Eduardo dos Santos fazer a apologia da democracia e condenar os governos autoritários é digno de registo… na enciclopédia das melhores anedotas mundiais. É, aliás, uma das suas especialidades. Daria para rir… não fosse o dramatismo da situação.
Em 9 de Maio de 2008 já Eduardo dos Santos lançava um desafio para combater a corrupção e o tráfico de influências, que – dizia com uma descomunal desfaçatez – “atentam contra os interesses nacionais”. E os resultados foram de tal modo eficazes que Angola continua nos primeiros lugares do ranking mundial dos países com mais corruptos.
Afinal, estando Eduardo dos Santos na Presidência da República há 37 anos, estando o MPLA há 41 anos no Governo, o que terão andado a fazer desde 11 de Novembro de 1975? Andaram, diz o Presidente, a criar “condições essenciais para o aprofundamento da democracia”. Será? Ou da “demoditadura”?
Com este enquadramento, não se percebe por que é que os angolanos gostam de atazanar a vida do mais democrático país do mundo e, igualmente, do mais democrático presidente. É claro que, perante tão injusto e irreal motivo, o presidente fica chateado e manda prender uns tantos, dar porrada em mais alguns e fazer desaparecer muitos outros.
Segundo José Eduardo dos Santos, quando ele nasceu já havia muita pobreza na periferia das cidades, nos musseques, e no campo, nas áreas rurais. É verdade. E 41 anos de independência não chagam para resolver esta questão.
De facto, é difícil pôr o país em ordem, e na ordem, quando andam por cá uns tantos oportunistas que só pretendem promover a confusão, provocar a subversão da ordem democrática estabelecida na Constituição do reino, e derrubar governos eleitos, a favor de interesses estrangeiros. É por isso que o Presidente alerta que “devemos estar atentos e desmascarar os oportunistas, os intriguistas e os demagogos que querem enganar aqueles que não têm o conhecimento da verdade”.
Assim, por manifesta falta de tempo, José Eduardo dos Santos esquece-se que para haver alternância democrática é preciso que antes exista democracia. Mas isso até não é importante… Diz desde sempre Eduardo dos Santos, do alto da sua sábia cátedra, que pôr os vivos (e até os mortos) a votar – mesmo que de barriga vazia – é democracia.
“Para essa gente, revolução quer dizer juntar pessoas e fazer manifestações, mesmo as não autorizadas, para insultar, denegrir, provocar distúrbios e confusão, com o propósito de obrigar a polícia a agir e poderem dizer que não há liberdade de expressão e não há respeito pelos direitos” refere com toda a propriedade o Presidente.
José Eduardo dos Santos diz que os opositores querem apenas colocar fantoches no poder, que obedeçam à vontade de potências estrangeiras que querem voltar a pilhar as riquezas e fazer o povo voltar à miséria de que se está a libertar com sacrifício desde 1975.
Segundo Eduardo dos Santos, no quadro do Programa de Luta contra a Pobreza, se continuar com esse ritmo de redução, a pobreza deixará de existir dentro de alguns anos. Aliás, se se excluir dos cálculos da pobreza todos os que são… pobres, pode já anunciar-se o fim da pobreza.
José Eduardo dos Santos afirma também que apesar de não existir país nenhum no mundo sem corrupção, o Governo está a fazer esforços para combater este mal. É verdade. Por isso repomos uma ideia já aqui ventilada: Se a lei não considerar a corrupção como um crime, o país deixa de ser o local do mundo com mais corruptos por metro quadrado.

MPLA desde 1975. Dos Santos desde 1979

Os fantasmas de sua majestade o rei do MPLA e de Angola nunca foram derrotados. José Eduardo dos Santos acredita que os derrotará. Está enganado.
Os fantasmas de sua majestade o rei do MPLA e de Angola nunca foram derrotados. José Eduardo dos Santos acredita que os derrotará. Está enganado.
OMPLA está no poder desde 1975 e por lá vai ficar. Com o poder absoluto que tem nas mãos (é também o presidente do MPLA e chefe do Governo), José Eduardo dos Santos é um dos ditadores ou, na melhor das hipóteses, um presidente autocrático, há mais tempo em exercício.
África, em nada abona do ponto de vista democrático e civilizacional a seu favor. Sabe todo o mundo, mas sobretudo e mais uma vez África, que se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente. É o caso em Angola.
Só em ditadura, mesmo que legitimada pelos votos comprados a um povo que quase sempre pensa com a barriga (vazia) e não com a cabeça, é possível estar tantos anos no poder. Em qualquer Estado de Direito Democrático tal não seria possível.
Aliás, e Angola não foge infelizmente à regra, África é um alfobre constante e habitual de conflitos armados porque a falta de democraticidade obriga a que a alternância política seja conquistada pela linguagem das armas. Há obviamente outras razões, mas quando se julga que eleições são só por si sinónimo de democracia está-se a caminhar para a ditadura.
Com Eduardo dos Santos passa-se exactamente isso. A guerra legitimou tudo o que se consegue imaginar de mau. Permitiu ao actual presidente perpetuar-se no poder, tal como como permitiu que a UNITA dissesse que essa era (e pelo que se vai vendo até parece que teve razão) a única via para mudar de dono do país.
É claro que, é sempre assim nas ditaduras, o povo foi sempre e continua a ser (as eleições não alteraram a génese da ditadura, apenas a maquilharam) carne para canhão.
Por outro lado, a típica hipocrisia das grandes potências ocidentais, nomeadamente EUA e União Europeia, ajudou a dotar José Eduardo dos Santos com o rótulo de grande estadista. Rótulo que não corresponde ao produto. Essa opção estratégica de norte-americanos e europeus tem, reconheça-se, razão de ser sobretudo no âmbito económico.
É muito mais fácil negociar com um regime ditatorial do que com um que seja democrático. É muito mais fácil negociar com alguém que, à partida, se sabe que irá estar na cadeira do poder durante toda a vida, do que com alguém que pode ao fim de um par de anos ser substituído pela livre escolha popular.
É, como acontece com José Eduardo dos Santos, muito mais fácil negociar com o líder de um clã que representa quase 100 por cento do Produto Interno Bruto, do que com alguém que não seja dono do país mas apenas, como acontece nas democracias, representante temporário do povo soberano.
Bem visível no caso angolano é o facto de, como em qualquer outra ditadura, quanto mais se tem mais se quer ter, seja no país ou noutro qualquer sítio. Por muito pequeno que seja o ditador, o que não é o caso de José Eduardo dos Santo, a História mostra-nos que tem sempre apreciável fortuna espalhada pelo mundo, seja em bens imobiliários (como era tradição) ou mais modernamente nos paraísos fiscais.
Reconheça-se, entretanto, a estatura política de José Eduardo dos Santos, visível sobretudo a partir do momento em que deixou de poder contar com Jonas Savimbi como o bode expiatório para tudo o que de mal se passava em Angola.
Desde 2002, o presidente tem conseguido fingir que democratiza o país e, mais do que isso, conseguiu (embora não por mérito seu mas, isso sim, por demérito da UNITA) domesticar completamente todos aqueles que lhe poderiam fazer frente.
Não acreditamos que, até pelo facto de o país ter estado em guerra dezenas de anos, José Eduardo dos Santos tenha as mãos limpas de sangue. Aliás, nenhum ditador com 37 anos de permanência seguida no poder, tem as mãos limpas.
Mas essa também não é uma preocupação. Quando se tem milhões, pouco importa como estão as mãos. Aliás, esses milhões servem também para branquear, para limpar, para transplantar, para comprar (quase) tudo e (quase) todos.
Tudo isto é possível com alguma facilidade quando se é dono de um país rico e, dessa forma, se consegue tudo o que se quer. E quando aparecem pessoas que não estão à venda mas incomodam e ameaçam o trono, há sempre forma de as fazer chocar com uma bala.
Acresce, e nisso os angolanos não são diferentes de qualquer outro povo, que continua válida a tese de que “se não consegues vencê-los junta-te a eles”. Não admira por isso que José Eduardo dos Santos tenha cada vez mais fiéis seguidores.
É claro que, enquanto isso, o Povo continua a ser gerado com fome, a nascer com fome, e a morrer pouco depois… com fome. E a fome, a miséria, as doenças, as assimetrias sociais são chagas imputáveis ao Poder. E quem está no poder há 37 anos é sempre o mesmo, José Eduardo dos Santos.

LUANDA: No Fundo... Nada Muda

NO FUNDO… NADA MUDA

lobo

O regabofe vai no adro, com a companhia em enredo novo, mas sem mudar a indumentária, na vã tentativa de hipnotizar a plateia, mostrando um carneiro no lugar de lobo.

Por William Tonet
No fundo nada muda, quando a mudança atrapalha a mente de quem devia fazer mais pelo cidadão mas, antipatrioticamente, concentra a geografia no seu umbigo, roubando os milhões de dólares dos milhões de pobres, que sobrevivem com menos de 2 dólares/dia.
É uma porra, quando, uma elite corrupta, insensível, no comando do país, goza permanentemente com os 20 milhões de pobres, não se coibindo de desembolsar 2 milhões de Kwanzas, para ver um cu “bernicalmente”, americano.
Haja paciência meus senhores, haja ética, pois no país, que vocês dirigem mal, durante tanto tempo (só possível pela força das armas, cujo orçamento é reforçado anualmente), morrem todos os dias, mais de 300 crianças, por falta de assistência médica hospitalar e alimentar, enquanto a elite para orgias, não se coíbe de gastar cerca de 16 mil dólares, em menos de duas horas.
É vergonhoso. É criminoso e todos quantos desembolsaram essa verba astronómica de 2 milhões de kwanzas, mas a agência promotora deveria estar a contas com a justiça, para se aferir quanto pagam de impostos ao Estado e de onde provem os seus rendimentos. O empresário Mi Mosquito, num país sério seria alvo de uma investigação apurada.
O MPLA mostra, mais uma vez, que apunhalar os ideais, falsear a história, governar sem vergonha, nada o comove e envergonha, desde que tenha exércitos fortemente armados e cada vez mais pobres, para submeter e explorar, quando antes intoxicava a mente de milhões sobre a tese dos malefícios do imperialismo americano.
Afinal, o que esta clique endinheirada pelo MPLA, dizia e diz em público é contrário à prática, não se escreve, nem se deve levar a sério, pois, para eles, todo o produto americano é bom, mesmo tratando-se de bunda, como é o caso, da Bernice, não importando o cheiro, tóxico que seja, sendo americano é bom…
Patrioticamente, quem no seu juízo perfeito, como cidadão, com tanta afronta, provocação, inflação e desemprego, pode garantir a maioria qualificada ou absoluta, nas eleições de 2017?
O voto livre do cidadão, não! Mas o voto da fraude, sim! Ficou claro, que só a fraude, colocará o MPLA como vencedor, depois da orientação às tropas, dadas pelo presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, no dia 2 de Dezembro de 2016.
É possível que com o cu da Berenice, a sua barriga de fora numa escola, dando lições de nudismo com aplausos da OMA e JMPLA, o MPLA consiga ganhar, com estas fraudes e o comodismo da oposição as eleições de 2017, que já têm faixas encomendadas.
Outra borrada foi, na minha opinião, a designação da via Expresso de Fidel de Castro, ex-líder cubano. Não está em causa o que representa e representou este homem para uma parte do povo cubano e do MPLA.
Fidel, em Angola esteve de um dos lados da história, colocou-se como mercenário e as suas tropas, alimentando e fomentando a guerra, matando milhares de angolanos. Com esta demonstração fica provado a discriminação deste regime, pois bem poderia dar o nome da via expresso a Holden Roberto. Infelizmente não têm latitude angolana.
Fidel até poderia merecer uma citação pelo seu passamento, mas daí, também, a ser decretado tolerância de ponto, no dia 5.12 é que não lembra ao diabo, pois ele era amigo do MPLA, não de todos os angolanos.
Definitivo: a diversificação da economia, afinal passa não por ter carrinhas, adubos, tractores, enxadas, sementes nos campos, mas por um cu americano, que se encontram aos milhões e sem tantos vícios, nas nossas sanzalas e bualas, por esta Angola afora.
PORRA quantos antigos combatentes, deste partido, imaginaram que o MPLA que se dizia socialista, chegaria a este ponto de adoração de cus, antes acusados de imperialismo execrável. Afinal estão identificados os execráveis.

sábado, 3 de dezembro de 2016

LISBOA: Banco Barclays Recusa Fortunas dos Governantes e Altas Patentes do Regime Angolano

Banco Barclays recusa fortunas dos governantes e altas patentes do regime angolano

Fonte: Expresso
Banco Barclays recusa fortunas dos governantes e altas patentes do regime angolano
O Barclays está a fechar as portas às fortunas dos angolanos. Depois do fim do vínculo de dois bancos alemães, o Deutsche Bank e o Commerzbank, que asseguravam a importação de moeda estrangeira para Angola, este é o terceiro grande banco internacional a virar as costas a este país num curto espaço de tempo, devido às dúvidas quanto à proveniência do dinheiro.
Como se isso não bastasse, a sangria de divisas foi agora agravada com a perda, em novembro, de mais de mil milhões de dólares do stock das reservas internacionais líquidas de Angola.
Agora, o Barclays decidiu convidar alguns membros da elite local, com contas domiciliadas naquele banco, a retirar o seu dinheiro. Contactado pelo Expresso, o banco britânico não fez comentários.
A situação está a criar sérios embaraços entre alguns governantes e altas patentes do regime, que, perante o aperto das instituições financeiras internacionais, recusam trazer o dinheiro para Angola e estudam agora alternativas aos bancos ocidentais e ponderam drenar o dinheiro para alguns países do Leste europeu e para bancos turcos.
O Expresso sabe que, por exemplo, no Dubai, um ex-ministro das Finanças de Angola, que hoje se dedica à vida empresarial, mesmo com estatuto de residente, viu ser-lhe negada a possibilidade de abrir uma conta nos bancos locais.
Depois de ter soado o alarme nos Estados Unidos e de a banca europeia ter também exibido o cartão vermelho às instituições financeiras angolanas, o governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe, esteve na semana passada em Roma e em Londres para tentar obter apoio de bancos no acesso a moeda estrangeira. Já o novo ministro das Finanças, Archer Mangueira, esteve nos últimos dias em Pequim para tentar obter um financiamento de 7,8 mil milhões de dólares, de modo a suportar vários projetos de obras públicas.
Esta viagem ocorre num momento em que se avolumam as dívidas contraídas pela Sonangol junto das principais petrolíferas que operam em Angola.
Express
o

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

LUANDA: Eduardo dos Santos Internado de Urgência em Barcelona/Espanha

EDUARDO DOS SANTOS INTERNADO DE URGÊNCIA

zedu-barcelonaJosé Eduardo dos Santos foi internado, de urgência, numa clínica em Barcelona. O Presidente de Angola, depois de já este mês ter sido consultado no mesmo estabelecimento de saúde, regressou ao país para assistir ao funeral do irmão, teve agora de regressar de urgência a Espanha, segundo apurou o Folha 8.

OPresidente da República está gravemente doente, admitindo-se nos círculos que lhe são próximos que possa não resistir ao evoluir da doença, do foro oncológico. “Na prática, José Eduardo dos Santos já não governa o país”, admitiu ao Folha 8 uma fonte próxima, acrescentando que “mesmo que consiga ultrapassar esta penosa fase da doença, dificilmente terá condições físicas e psicológicas para desempenhar o cargo”.
Certo é que a reunião do Comité Central do MPLA, convocada para sexta-feira mas que poderá ser adiada, não contará com a presença de Eduardo dos Santos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

LUANDA: Isabel Dos Santos: Influência de Higino Carneiro Faz Unita e CASA-CE recuar da Manifestação Contra a Nomeação da Filha de José Eduardo dos Santos como PCA da Sonangol

ISABEL DOS SANTOS: INFLUÊNCIA DE HIGINO CARNEIRO FIZERAM UNITA E CASA-CE SABOTAR MANIFESTAÇÃO CONTRA FILHA DE JES
A mentira e a imbecilidade é maior multinacional ao serviço do regime sustentado pelo MPLA partido amordaçado.
Fonte: Planalto de Malanje Rio Capopa/Raul Diniz
 28/11.2016
Porém os partidos ditos da oposição de hoje, em nada diferem do modus operandi do partido da situação. Hoje estamos de luto, a UNITA e a CASA-CE mutilaram a força do povo em luta, com o conluio De Higino Carneiro, capataz de Isabel dos Santos.
Sinceramente o Higino carneiro desperta em mim os instintos animalescos mais primitivos.  Por que tentam calar-nos, se sabem ser extremamente impossível nessa altura isso acontecer?
Sou defensor das liberdades democráticas, não acredito que a mordaça ajude alguma sociedade a sair do primitivismo politico alienante. Desse modo não aceito e muito menos concordo que alguém passe pelo julgamento da opinião da informação publica viciada da republica de Angola.
Mas a maior mentira já proferida pelo MPLA partido estado foi impingir aos angolanos o estatuto de politico ao Higino carneiro.
Já afirmei no blog Planalto de Malanje Rio Capopa, que o Higino Carneiro não consegue conviver com as diferenças.  Conheço e sei as enormes limitações acadêmicas do general Higino, porém, entendo não ser necessário possuir formação superior para administrar politicamente com isenção politica uma província como Luanda.
Sabemos todos que o MPLA está preparado para todas as eventualidades cíclicas que possam surgir no cenário politico nacional antes e após eleições, menos numa.
O MPLA não está nunca esteve e jamais estará preparado para aceitar manifestações públicas contra ele.
O MPLA é demasiado sensível a criticas, não aceita criticas porque foi habituado a obedecer. A direção foi estilizada a atacar com dureza todos aqueles que pensam e agem de forma diferente da deles. Porém o MPLA acrescentou mais um item que até o momento ignorávamos. Sabe-se agora que estamos impedidos de criticar as filhas e filhos do ditador infame. E tudo isso com o apoio explícito da UNITA e CASA-CE.
 Que me odeiem os meus, estou a chorar de raiva, precisamos de gente séria para lutar contra o império do mal.
Não podemos depender de gente estupida e cobarde como são as lideranças da monótona oposição político-partidário da UNITA e CASA-CE. Não da mais para aguentar, que me odeiem os meus, mas calar-me já é tarde demais para parar, não é mais possível, vou continuar a lutar arduamente como sempre fiz pela libertação do meu povo.
Os angolanos sabem de ginjeira que os partidos da oposição infringiram feio contra aqueles que ainda acreditavam neles.
Agora nada mais justifica á permanência do meu amigo Wiliam Tonet na CASA-CE, ali não é de modo nenhum o lugar para um combatente pela causa do povo sério. Conheço e sou amigo do Wiliam Tonet há mais de 40 anos. Conheço-o minimamente bem, para afirmar que a CASA-CE deixou de ter qualquer valor acrescido para a vida politica ativa desse nacionalista de gema.
Qualquer partido que se prese sê-lo, não pode ter como capital politico o somatória inoportuno da resignação, medo e cobardia.
Que motivação de altruísmo e/ou de humildade comporta o paradoxal separatismo exercitado pela UNITA e CASA-CE contra a sociedade civil? Quem em sã saúde mental aceita como sendo sérias as desculpas esfarrapadas, esgrimidas pelas direções dessas duas organizações politicas?
Não existe nenhuma explicação plausivelmente aceitável, que justifique a oposição para escapulirem cobardemente da viabilíssima manifestação pacifica contra a famigerada Belita dos Ovos Santos, nomeada PCA da Sonangol pelo pai ditador?
Por outro lado, a UNITA e a CASA-CE de partidos apenas têm o nome, pois em país nenhum, nem mesmo no Zimbabué a oposição obedece à agenda politica do partido da situação.
 Não existe duvida alguma de que os partidos com acento parlamentar vivem como zumbis humilhados. Na verdade existe uma conjugação simbiótica que justifica esses partidos estarem num estado inanimado de adestramento e de cumplicidade na legalidade que a ditadura desfruta juridicamente. Em suma essas organizações não passam de verdadeiros verbos encher.
Para perceber essa invulgar cumplicidade entre a situação e as oposições basta olhar o comportamento pomposo das suas lideranças.
Essas lideranças politicas tudo fazem para se insinuarem cada um a sua maneira, tentando afirmar a sua pretensa importância e/ou a sua falibilidade indispensável na prestação dos seus serviços dúbios, no intuito de justificarem ser a garantia da coexistência do regime intolerante, a muito falido.
 O edílico comportamento desses iluminados líderes das oposições assinalam inadmissíveis comportamentos existenciais degenerativos complexos de difícil compreensão para o simples mortal.
Porem, esses sinais não deixa de ser curiosos por retratar a verdadeira face sinistra e a finalidade de pessoalizarem a administração nesses partidos que nada contribuem para as mudanças requeridas no país.
Infelizmente os partidos UNITA e CASA-CE foram vitalmente infecionados pelos tentáculos viciantes do anacrônico arco da governação a que pertencem de facto e de direito estatutário, disso ninguém tem duvidas.
Senão vejamos, qual é a valia desses partidos na dinâmica de mudanças necessárias que o povo necessita para se libertar de 40 anos de partido estado?
Não existe taxativamente resposta nenhuma aceitável. A UNITA e a CASA-CE estão do lado de fora da realidade político-social que o país vive. Só assim se pode entender que enquanto pessoas que sempre estiveram do lado da tirania se oponham diretamente contra a ditadura, as oposições vêm com discursos distorcidos e cobardes colocando-se fora da luta de todos.
 É inaceitável que os partidos que deveriam apoiar os ensejos libertários requeridos pelo povo, eles façam precisamente o contrario dando cobertura a ditadura.
Sabe-se o quanto é pressagiosa a tristemente promiscua comunicação social do estado, referente à sua independência.
Na verdade a comunicação que deveria servir a angolana pautada na verdade e com total independência da qual não se lhe reconhece tais virtudes.

A comunicação social foi sequestrada e silenciada, obedecendo apenas a manifesta vontade do regime, por encontrar-se docilmente domesticada pela instituição da presidência da republica que em quase 38 anos conhece apenas um presidente da republica.

domingo, 27 de novembro de 2016

LUANDA: Estou Envergonhado e Indignado Por Wiliam Tonet

ESTOU ENVERGONHADO E INDIGNADO

medrososEstou indignado e envergonhado. A indignação e a vergonha aumentam todos os dias. Nem o facto de todos os dias existirem motivos para estar indignado e envergonhado ajuda a diminuir o volume da minha indignação e vergonha. Pelo contrário. O nosso Povo merece que esteja indignado e envergonhado e que, com todas as letras, o assuma. E que, com todas as forças, lute para que o país mude.
Por William Tonet
Envergonhado, como estes senhores que juraram, formalmente, respeitar e fazer respeitar a Constituição e a lei mas que, objectivamente, se gerem por uma outra “Constituição” – esta parida na maternidade das piores ditaduras do mundo.
A Constituição legal (mas só para estar na prateleira) é um documento evoluído e digno de algo que Angola, esta Angola, não é: um Estado de Direito Democrático. A outra “Constituição”, a que prevalece, a que é praticada, a que é a Bíblia do regime, tem um só artigo. E esse artigo diz: “O Presidente da República quer, pode e manda”.
Os angolanos de bem, que são a esmagadora maioria dos nossos 20 milhões de pobres, interrogam-se baixinho (não vá o regime descobrir o que pensam): Quem pensam que são alguns dos dirigentes deste MPLA, que se tornou perverso e não se coíbe de assassinar até muitos dos seus mais fiéis militantes?
Este MPLA tornou-se numa central de emprego bajulador e acéfalo, perdendo a vertente ideológica. Perdeu, aliás, tudo. De partido marxista passou, do dia para a noite, para partido capitalista selvagem. Mas como se isso não fosse suficiente, o Presidente transformou Angola numa monarquia esclavagista, onde as riquezas nacionais foram privatizadas e estão na mão do seu clã.
O bons patriotas, muitos dos quais pertencem ao MPLA, têm medo de falar e de perder os empregos, apenas o fazem dentro de quatro paredes. É natural. Pensam, e bem, que a única diferença entre Adolf Hitler e José Eduardo dos Santos está na cor da pele.
Como foi, é, possível ter este regime – unipessoal, monárquico, ditatorial, esclavagista – chegado tão baixo, arrastando consigo a esmagadora maioria dos autóctones angolanos que, depois da guerra colonial e da guerra civil apenas querem ser felizes, apenas querem paz, pão e liberdade?
Angola, esta Angola do MPLA, volta a estar – como em 1977 – na fase de “não vamos perder tempo com julgamentos”. Para isso chamam à colação o tal artigo único da sua “Constituição” particular.
Hoje, 41 anos depois da independência do MPLA, que não dos angolanos, o quadro esclavagista do reino (país é outra coisa) continua a desenvolver o roubo desenfreado dos cofres do erário público, peculato e corrupção institucional, por parte da mesma elite governativa, mostrando – perante a apatia internacional – a natureza perversa do regime unipessoal de José Eduardo dos Santos, hoje apenas comparável aos da Coreia do Norte e da Guiné Equatorial.
O MPLA está no poder desde 1975 e José Eduardo dos Santos desde 1979. E onde está o país? Está no lamaçal putrefacto da corrupção e de todas as epidemias fatais que lhe estão associadas. A fome está por todo o lado. A saúde é uma miragem (somos o país do mundo com o maior índice de mortalidade infantil). A liberdade zarpou para parte incerta. A legalidade está no bolso dos dirigentes do regime. Os direitos e a cidadania estão nas catacumbas do poder arbitrário do monarca.
Alguém, no seu juízo perfeito, nesta situação de crise para a maioria e faustosidade para o clã presidencial e seus acólitos, acreditaria ser possível ao Presidente da República nomear a sua filha para Presidente do Conselho de Administração da Sonangol? Se não acreditava passou a acreditar. A monarquia, esta monarquia, funciona mesmo assim. E quem ousar contestar… deve encomendar já o seu funeral.
Mesmo sabendo que andam por aí balas perdidas à minha procura, mesmo sabendo que consto da ementa dos jacarés do Bengo, continua a dizer que estou indignado e envergonhado. Sei, contudo, que não estou sozinho. Há muitos angolanos que estão como eu: envergonhados e indignados.
Tenho vergonha. Estou indignado. Um Povo mudo não muda. É por isso que eu, como outros – felizmente, não me calo. Um dia, como na Alemanha de Hitler, como na Coreia do Norte de Kim Jong-un ou na Guiné Equatorial de Teodoro Obiang, o nosso Povo vai sair à rua para festejar, finalmente, a liberdade, a independência.

LUANDA: Fiasco Total da Manifestação Improvisada do MPLA Para Barrar a Manifestação Promovida por Menbros da Sociedade Civil

FIASCO TOTAL DA MANIF DO MPLA    

fiasco

VEJA O VÍDEO EXCLUSIVO DO FOLHA 8. Manifestação “popular”, supostamente religiosa, convocada pelo regime do MPLA, hoje, 26/11/2016, no Largo de Independência em Luanda, capital de Angola.


Aideia do regime de José Eduardo dos Santos era juntar milhares e milhares de integrantes do Conselho de Igrejas Cristãs (CICA), liderado por Simão Kimbangu, em Angola. Como o Folha 8 documentou, no local, foram apenas algumas, poucas, dezenas que marcaram presença, sendo mais os polícias e outros agentes de segurança presentes.
Nem mesmo o local engalanado, festivo e abençoado pelo “escolhido de Deus” (José Eduardo dos Santos), posto à disposição do CICA, serviu para que estes mercenários da fé, que o regime converte em dólares de sangue, conseguissem dar um ar de manifestação ao ajuntamento de meia dúzia de sipaios.
Não perdendo a oportunidade, o MPLA montou no local uma tenda para angariar filiados, esperando que alguns dos 20 milhões de pobres do país que por ali passavam caíssem na ratoeira. Também não funcionou.
Foi um fiasco total.
Segundo José Sita, comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional (do regime), as autoridades esperavam milhares de participantes, razão pela qual até desviaram o trânsito do Largo de Independência.
Esta foi a elucidativa e paradigmática resposta do MPLA e dos seus acólitos, a começar pelo governador provincial de Luanda, general Higino Carneiro, com respaldado nas directrizes supremas do dono do país, para impedir, à revelia da lei e da Constituição, uma manifestação cívica contra a nomeação de Isabel dos Santos pelo seu pai, presidente de Angola há 37 anos sem nunca ter sido nominalmente eleito, para a direcção da petrolífera estatal Sonangol, e que hoje deveria realizar-se no mesmo local.
Simão Kimbangu integra o comité de especialidade dos padres, pastores e bispos do MPLA, que se prestam a todo o trabalho sujo, como este de serem utilizados a troco de uns tostões dado pelo regime aos seus pastores e bispos.
Caricatamente, vimos num dos lado da manifestação, uma tenda do MPLA, onde ao mesmo tempo se procedia à recolha de assinaturas para novos membros, sob protecção policial, num acto inédito. Aqui se demonstra que a encenação estava previamente montada, pois outro partido seria corrido à bastonada e mordedela dos cães polícias.
Esta é a natureza perversa do regime.