sexta-feira, 15 de setembro de 2017

LUANDA: Fraude Eleitoral: O Acórdão do Tribunal Constitucional

FRAUDE ELEITORAL: O ACÓRDÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL


Quando a UNITA, e aliás os outros partidos da oposição, depois de muito espernearem, anunciaram que a sua reacção à fraude eleitoral, que aliás se recusaram a chamar fraude, era recorrer para o Tribunal Constitucional, percebeu-se que estavam a desistir de lutar pelo povo e pelo progresso de Angola, rendendo-se ao regime. Obviamente, não ignoram que, enquanto o MPLA detiver dois terços dos deputados da Assembleia Nacional, o Tribunal Constitucional não é, nem poderá ser, uma entidade imparcial e independente, e que por isso o seu recurso estava destinado ao caixote do lixo. Tal é a natureza das coisas.
E assim se confirmou, pela prolação do Acórdão n.º 462/2017 do Tribunal Constitucional, que decidiu negativamente acerca do recurso interposto pela UNITA relativamente às irregularidades eleitorais.
O recurso da UNITA assentava em sete aspectos essenciais, que sumariamos de forma simplificada:
1)    Não ter havido apuramento provincial, excepto em Cabinda, Zaire e Uíge;
2)    Não ter existido credenciamento dos delegados dos partidos da oposição para acompanhar as eleições;
3)    Terem existido problemas na atribuição dos subsídios de refeição aos participantes do processo eleitoral;
4)    Não ser conhecida a fonte dos Resultados Provisórios;
5)    Não terem os Resultados Definitivos seguido a lei, designadamente naquilo que diz respeito ao apuramento provincial;
6)    Ter existido um suposto “Grupo Técnico” que percorreu os locais de apuramento dando indicações sobre os resultados a serem declarados, que já vinham previamente definidos de Luanda;
7)    Ter havido, durante todo o processo, má-fé e favorecimento do MPLA por parte da CNE (Comissão Nacional Eleitoral).
A isto respondeu a CNE negando todos os factos.
O Tribunal decidiu pela improcedência das sete alegações da UNITA.
Em relação ao facto de não ter havido apuramento provincial, o Tribunal analisou as várias actas provinciais, nomeadamente do Cuanza-Norte, Bengo, Huíla, Huambo, Lunda-Sul e Malanje e concluiu que em nenhuma delas a UNITA havia reclamado por qualquer irregularidade. A UNITA não podia recorrer para o Tribunal, porque não reclamou previamente junto das CPE (Comissões Provinciais Eleitorais). Foi com este argumento processual que o Tribunal indeferiu as pretensões da UNITA.
Esta decisão do Tribunal tem tanto de formalista, como de oca. Se efectivamente não houve apuramento nas províncias, que valor têm as actas? Por definição, se não há apuramento, não há acta. Se existem actas, ou se estas são falsas, ou se existe uma incongruência lógica qualquer, competiria ao Tribunal proceder às necessárias averiguações, em termos materiais.
Acerca do não credenciamento dos delegados, o Tribunal desvaloriza a questão e afirma que, a ter acontecido, tal não implica qualquer nulidade. Mais uma vez, o Tribunal refugia-se em meros argumentos de forma. Neste caso, como a evidência contrariava a tese do governo, o Tribunal minimiza os factos, decidindo que eles não têm importância. E volta a usar o argumento da inexistência de reclamação prévia.
Sobre os resultados provisórios, o Tribunal considera que fica provado que houve apuramento no Centro de Escrutínio Nacional, pelo que indefere as pretensões da UNITA; em relação aos resultados definitivos, julga que a UNITA não fez prova de qualquer irregularidade. Não se vê, contudo, qualquer fundamento ou apreciação crítica da prova por parte do Tribunal, apenas meras declarações, não especialmente consubstanciadas, para chegar a essas conclusões.
Acerca do Grupo Técnico, o Tribunal limita-se a dizer que esta estrutura está prevista na lei, e com base nesse argumento indefere também a pretensão da UNITA. Contudo, a questão não é obviamente se o Grupo Técnico está ou não previsto na lei, mas sim se o Grupo Técnico interferiu ou não na contagem dos resultados. Sobre isto, o Tribunal passa por cima.
Naturalmente, o Tribunal também não considera que a CNE tenha agido de má-fé.
O único facto que o Tribunal admite, e várias vezes, é que muitas decisões e actos da CNE foram tomados tardiamente, mas desvaloriza sempre esse tardiamente. É aqui que se evidencia a inconsistência lógica do Tribunal: algumas das alegações da UNITA são desconsideradas por serem apresentadas fora de prazo – isto é, tardiamente. No caso da UNITA, a acção tardia tem efeitos jurídicos, retirando-lhe a possibilidade de recurso ao Tribunal. Mas quando se trata da CNE a acção tardia é uma mera maçada, que não tem qualquer efeito jurídico… Está errado. Tem de se responder à seguinte questão: até que ponto as acções tardias da CNE enviesaram o resultado das eleições? Ignorando as suas obrigações, o Tribunal não responde.
No fim, o acórdão termina com uma nota tétrica, ameaçando de prisão os dirigentes da UNITA. Escreve-se no acórdão “A junção aos autos de documentos com fortes indícios de falsificação, bem como outros que não deveria ter na sua posse, com o propósito de obter vantagem injustificada, constitui infracção eleitoral e criminal […] pelo que será lavrada a respectiva certidão, dando-se conhecimento ao Ministério Público, para os devidos efeitos legais.”
Sejamos muito claros: isto é uma ameaça descabida lançada pelo Tribunal Constitucional à UNITA, colocando nas mãos do Ministério Público a possibilidade de proceder criminalmente contra a UNITA.
Face a este remate do acórdão, quem é que acredita na imparcialidade do Tribunal Constitucional?
A verdade é esta: o Tribunal Constitucional é mais um elemento do aparelho repressivo do Governo do MPLA, e nunca permitirá que a UNITA (ou qualquer outra força partidária) vença as eleições.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

ALEMANHA: É Impossível Nos Relacionar Com Fantoches e Não Ficarmos Decepcionados

É impossível nos relacionarmos com fantoches e não ficarmos decepcionados

Fonte: Forum Livre de Opinião/Fernando Vumby
Reedição: Planalto de Malanje Rio Capopa
14/09/2017
É impossível nos relacionarmos com fantoches e não ficarmos decepcionados
Quem esperava de uma instituição tão fantoche e reacionária como o Tribunal Constitucional, que favorecesse os justos vencedores das eleições, foi mais uma vez longe demais com o seu pensamento e alimentou perspectivas ilusórias o que prova ignorância ou desprezo do carácter criminoso deste organismo.
Por Fernando Vumby 
Mas em fim, só se decepciona quem se relaciona com este tipo de gente que também existe infelizmente neste mesmo planeta em que vivemos todos nós e quase não há hipótese de evita-los em certas situações os eliminando do nosso caminho.
Eles sempre existiram mesmo nem por isso bem treinados para nos enganar, ainda assim conseguiram sempre e vão continuar manipulando factos criminosos denunciados pela oposição política para lhe negar a razão impondo a sua força.
Mas acho que os 40 e poucos anos de convivência com esta corja, suas vigarice e humilhações é mais do que tempo o suficiente para que a oposição política não reduza a zero este seu relacionamento com esta bandidagem, mas sim já tinha a obrigação de aprender em como se relacionar com esta corja ao serviço claramente do ditador angolano JES e seus interesses pessoais.
Como é que se compreende que nestas dezenas de anos de convivência com um sistema judiciário claramente partidarizado, tão fantoche ao ponto que se constituiu numa das piores farsas existente no país, nunca ter havido se quer uma única manifestação publica de forma enérgica de repúdio contra estes mercenários de quase todas as nacionalidades que vocês mesmos consideram de Tribunal Constitucional?
Fórum Livre Opinião & Justiç
a

LUANDA: E Agora, Senhores da Oposição?


E agora, senhores ‘líderes da oposição’?

    Fonte: AO24/Nuno Dala
      Reedição: Planalto de Malanje Rio Capopa
        14/09/2017

E agora, senhores ‘líderes da oposição’?
É oficial: o Tribunal Constitucional (TC), nas vestes de Tribunal Eleitoral, confirmou hoje, 13 de setembro, os resultados das eleições de 23 de agosto. Basicamente, segundo o acórdão do tribunal, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) não violou a Lei Eleitoral nem a Constituição da República. O desempenho da CNE foi uma maravilha! Logo, são improcedentes todas as acções de impugnação levadas a cabo pelos partidos concorrentes. UNITA, PRS, FNLA e CASA-CE não têm razão!
Por Nuno Álvaro Dala
O acórdão do Tribunal Constitucional não constitui surpresa para ninguém, e em dois sentidos: por um lado, os indivíduos que controlam o Estado-negócio (Angola) dormiram à sombra da confiança de que o referido tribunal nada mais faria do que confirmar a vontade dessa gente. E assim aconteceu. Por outro lado, os Angolanos que conhecem a realidade de um sistema judicial atrelado ao grupo partidocrático jamais acreditaram que o TC tomaria uma posição a favor da verdade eleitoral. Sejamos honestos: só as pessoas desonestas e corrompidas até ao tutano é que acreditam na imparcialidade e isenção dos juízes deste tribunal. Estes não passam de javalis que, como sempre, deram razão aos porcos. Sim, o Tribunal Constitucional caucionou a fraude. E assim aconteceu.
Esgotados os mecanismos judiciais (que de qualquer maneira tinham mesmo de ser accionados, mesmo que fosse só para cumprir mera formalidade, como se tornou evidente), surge a seguinte questão: que posição os líderes da oposição vão tomar?
O momento actual é singularmente complexo, em que, diante do golpe realizado e caucionado pelo tribunal (in) competente, a oposição está numa encruzilhada. Agora, as medidas a tomar são políticas: ou os partidos, juntos, numa tenaz resistência contra a fraude institucionalizada em defesa do Interesse Nacional, não tomam os assentos “ganhos”, deixando o regime sem legitimidade, satisfazendo a expectativa da vasta maioria dos Angolanos que esperam coerência e consequência, e avançam com outras medidas políticas (manifestações, por exemplo) que levem o regime à inviabilização, ou faz o contrário, tomando posse dos seus assentos, deixando claro aos Angolanos que são cúmplices da ditadura e, assim, provocando uma desilusão nacional com consequências imprevisíveis. Não existe meio termo: ou a oposição vai até às últimas consequências em defesa dos interesses do Povo em nome do qual fala e age, ou a legitima da ditadura.
Os Angolanos estão à espera que Isaías Samakuva, Benedito Daniel, Lucas Ngonda e Abel Chivukuvuku estejam à altura do desafio. Esta é a curva apertada que está a ser feita na estrada do tempo e da História.
Os Angolanos estão à espera que os líderes da UNITA, do PRS, da FNLA e da CASA-CE provem que a confiança neles depositada não é em vão
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LUANDA: Ministro da Propaganda João Melo Goebbls

MINISTRO DA PROPAGANDA JOÃO MELO (GOEBBELS) 
Propaganda nociva esta no auge na era João Lourenço!
João Melo decidiu classificar como independentes com aspas, aqueles que têm opinião politica oposta a defendida pelos empoderados do MPLA partido no poder há 42 anos. Porém, aqueles que são favoráveis ao silenciamento da verdade eleitoral, mentem, aprisionam os sentimentos de liberdade, sobretudo aqueles que simplesmente se anulam sem emitir nenhuma opinião e bloqueiam pensamento silenciando a voz, esses sim são os verdadeiros independentes segundo o evangelho de são João “Goebbls” Melo.
Fonte: Planalto de Malanje Rio Capopa/Raul Diniz
13/09/2017
João Melo teve o descaramento de apelidar insultuosamente de goebellianos todos quantos discordem da tese defendida pelo MPLA, principalmente os cidadãos que se identificam com a posição defendida pelos partidos da oposição, esses são considerados independentes fanáticos, só por terem ideias próprias.
João Melo deveria em primeiro lugar ater-se a verdade dos factos evidenciados da fraude, depois respeitar a visão dos outros e ter a decência de deixar o nome do dr Jonas Savimbi em paz e sossego. O profeta da maldição João Melo, o outro João que não é Melo, mas, que a fraude eleitoral o transformará presidente da republica do pai banana, e também o ditador Dos Santos, não têm a estatura do homem livre, nem a estatura politica e muito menos estão à altura da grandeza do dr Jonas malheiro Savimbi.
Afinal quem são os fanáticos arruaceiros incomportáveis, que emprestaram a voz ao MPLA na cobertura da campanha eleitoral? Quem ajudou MPLA a falsificar o resultado das eleições? Não foram por acaso os meios de comunicação do estado, a TPA, Radio Nacional, Jornal de Angola dentre outros, que se predispuseram colocar-se a disposição do MPLA de uma forma desleal?
 A imprensa do estado comportou-se com extremosa parcialidade em apoio ao MPLA, eles estavam de tal maneira afinados com o partido-estado numa propaganda sinuosa, que pareciam até como autênticos correlegionários do então ministro da propaganda do terceiro reich alemão, Paul Joseph Goebbels.
O MPLA tem consciência que milhões de angolanos não se reveem nele, e a maioria dos angolanos não aceitam João Lourenço como presidente da república. Na verdade, são milhões os que não aceitamos uma presidência, advinda de uma estrondosa e vergonhosa fraude eleitoral.
Por outro lado, existem milhares de camaradas que ajudaram num passado recente a edificar o país que hoje os "Joãos Melos" dessa terra consomem sofregamente as riquezas nelas produzidas. Muitos deles morreram em combate, porém os que sobraram continuam a lutar para honra-los.
Não pretendo demonizar o regime mais do que já é nem aos seus acólitos, porém, que fique bem claro que nem todos precisam do MPLA para vencer na vida pessoal. Assim sendo, respeitem-nos se quiserem o nosso respeito, mas, admiração desse povo majestosamente bondoso por natureza nunca terão.
Estamos aqui na nossa terra resistindo a todas intempéries impostas pelo regime ditatorial por mérito próprio. Lutamos, e lutamos muito, primeiro contra os colonos portugueses, e depois seguindo o expediente politico das múltiplas mentiras do MPLA, atiraram-nos numa luta desleal entre irmãos, vencemos e aqui estamos graças ao bom Deus vivo e verdadeiro.
Agora duas perguntas que valem um milhão de dólares cada; (COM QUEM E PARA QUEM) João Lourenço vai governar? Qual é de verdade a pretensão do MPLA nessa legislatura? Segundo o propagandista João Melo Goebbls, O MPLA quer uniformizar-nos a todos com as cores do MPLA. Só que o MPLA não possui nada que desejemos, nem João Lourenço tem alguma coisa que queremos. O futuro não pertence ao MPLA, O MPLA não representa o futuro que pretendemos. Assim sendo, o MPLA pôde contar com muita resistência, contem com muita luta em todos os níveis e em todas as esferas da vida nacional do país.
A repetição de uma mentira milhares de vezes pôde resultar em verdade temporariamente. Mas fica difícil ao MPLA hoje converter uma mentira em verdade. Não adianta apagar realidades e/ou limpar a imagem do MPLA partido gatuno de eleições propalando inverdades a torto e a direito. Sabemos todos que o MPLA é um partido com uma direcção de gente perigosa derivada de gente que ostenta vergonhosamente riquezas roubadas.
 João Melo alude com fingida leveza que as eleições foram livres, justas e transparentes, isso é uma mentira vergonhosa. Elas foram sim livres, mas apenas no acto cívico de votar. Afinal, porque razão haveriam os angolanos engolir frequentemente os sapos e desta vez o sapão da fraude sem lutar? Por outro lado, qual seria o caminho que as oposições deveriam seguir senão reclamar contra o vicioso ciclo da fraude eleitoral acontecida e vista por todos, e a olhos nus?
Porém, não se pôde afirmar de maneira alguma que as eleições foram justas e transparentes, afirmar isso seria uma tremenda leviandade inglória sem tamanho. O escritor JM tem que explicar-se melhor quando fala da comunidade internacional que declara as eleições como justas e transparentes. De qual comunidade internacional se trata afinal? Aquela que veio as expensas do MPLA com o exclusivo propósito de confirma como licitas a ilicitude das eleições?
Ninguém mais em Angola apoia os métodos goebellianos nem compactuaremos com escrupuloso praticas exclusivistas da lavra do regime esclavagista. O povo está cansado de tanta mentira e do sistema autoritário excessivamente abusivo.
 A direcção do MPLA e seus satélites auto elevaram-se ao status de divindades ungidos e santificadas, pela mão de uma figura qualquer de duvidosa dimensão celestial. Deduzem eles, que foram escolhidos a dedo para manterem-se no pedestal, como se de deuses e/ou anjos se tratassem. Debalde. A verdade é que essa gente não passa de vulgares bandidos criminosos capazes de tudo, até mesmo assassinar cidadãos pacíficos, com o exclusivo propósito de se manterem incólumes no poder.
O comportamento desses iluminados é de todo antissocial e não se coaduna do normal comportamento de simples servidores voluntariosos descomprometidos com a corrupção e roubalheira. 
É de difícil entendimento e impossível de ser consumida a acusação folclórica apresentada João Melo, onde afirma que os militantes dos partidos políticos são fanáticos por defenderem os argumentos validos das eleições ter sido roubada pelo MPLA através da sua sucursal a CNE. Se a ficha ainda não vos caiu, é melhor o João Melo sair para os bairros pobretanas da nossa Angola e saberá o quanto o MPLA e seus odiosos gladiadores são odiosamente desprezados.
Se o MPLA realmente ganhou as eleições que razões estão por baixo da necessidade de cercar militar e policial em torno dos bairros pobres, se afinal e segundo o MPLA foi esse mesmo povo que o coloca de novo no poder! Afinal quem está a provocar os angolanos, a UNITA ou o MPLA? Porque haveriam os angolanos de acreditar na versão de bandidos, que afirmam ser as eleições livres justas e transparentes?
Quem não acompanhou os 42 anos de (des) governo, onde a corrupção se generalizou em todas as frentes, o peculato e lavagem de dinheiro cresceram tanto, chegando a níveis incomportáveis, e o nepotismo descaradamente mostrou o rosto e a mentira e o roubo fizeram-se presentes na vida dos governantes, O regime achatou o país, tornou-o mais pequeno com dirigentes de estatura e credibilidade pequena. Enfim, fomos assassinados e morremos todos em vida.

Mas desta vez será diferente, a razão está com o povo, e a razão dá a força necessária para empenho profundo na luta pela busca da essência da verdade republicana.

LUANDA: O Presidente e a Legitimidade Popular

O PRESIDENTE E A LEGITIMIDADE POPULAR


A 21 de Setembro teremos um novo presidente, depois de 38 anos de José Eduardo dos Santos. A Comissão Nacional Eleitoral, sem o apuramento legal dos votos em 15 das 18 províncias, já certificou João Lourenço como presidente-eleito. O MPLA vai continuar a governar, mantendo-se 47 anos no poder. Quem acha que a lei tem algum valor quando estão em jogo os interesses dos mandantes do MPLA, desengane-se.
Interessa, no entanto, revisitar a história do poder presidencial em Angola e a sua legitimidade popular.
Em 1975, Agostinho Neto ascendeu à presidência por via da declaração unilateral da independência, após ter expulsado de Luanda os movimentos de libertação FNLA e UNITA. Os três movimentos chegaram a formar um governo de transição, e o processo de declaração de independência deveria ter ocorrido após a realização de eleições. Ganhou o mais esperto e estratégico dos líderes, e consagrou-se, assim, a ditadura de Agostinho Neto.
O povo nada teve a ver com essa escolha.
José Eduardo dos Santos ascendeu ao poder com a morte de Agostinho Neto, em 1979, não pela vontade popular mas pela escolha dos seus pares no Bureau Político do MPLA.
Em 1992, a única vez em que o povo foi chamado a escolher directamente o seu presidente, José Eduardo dos Santos e o então líder rebelde Jonas Savimbi deveriam ter disputado uma segunda volta. Essa segunda volta nunca aconteceu e Dos Santos lá ficou, mesmo sem o mandato do povo. Savimbi aceitou formalmente os resultados eleitorais e aguardava pela segunda volta. A guerra é outra história que temos de contar com verdade e imparcialidade.
O próprio José Eduardo dos Santos fez questão de encomendar, em 2005, um acórdão ao Tribunal Supremo que declarou a nulidade dos seus mandatos presidenciais por falta de legitimidade popular, democrática. O seu objectivo era óbvio. Manter-se na presidência, ignorando o limite de dois mandatos da Lei Constitucional de 1992.
Tivemos, então, as eleições legislativas de 2008. Muitos angolanos já esqueceram que, nessa altura, a fobia da liderança do MPLA sobre eleições presidenciais directas tinha-se agravado. José Eduardo dos Santos justificou que as eleições presidenciais deveriam ter lugar em 2009, um ano depois das legislativas. Em 2009 não houve eleições presidenciais.
Lá veio a Constituição de 2010, que resolveu a fobia da liderança do MPLA. Consagrou o impedimento do povo para escolher livre e directamente o seu presidente.
Só assim José Eduardo dos Santos aceitou concorrer, em 2012, como deputado e para ser automaticamente presidente, como o primeiro nome da lista do partido vencedor das eleições legislativas. Livrou-se do julgamento do povo. Passou essa lição a João Lourenço, que escolheu como seu sucessor.
Nada previa, em 2017, que João Lourenço fosse roubar as eleições por junto e atacado. Aguardava-se a sua eleição com a batota habitual do MPLA, exercida através do controlo absoluto do processo eleitoral.
E assim temos o terceiro presidente da história de Angola, desta vez sem qualquer disfarce de legitimidade.
Este percurso demonstra a profunda divisão e resistência passiva dos angolanos perante o poder do MPLA.
Abençoado seja o povo, malditos os seus líderes impostos.

LUANDA: A Narrativa é Dizer Não ao Medo

A NARRATIVA É DIZER NÃO AO MEDO
Pateticamente João Melo veio agora a tentar atirar areia para os olhos dos angolanos menos atentos, afirmando, que a narrativa da fraude eleitoral começou a ser ventilada a 1 ano. Ainda bem que assim foi, porém, o articulista e fiel escudeiro da verdade insípida no regime, não conseguirá por mais tempo ludibriar o povo sofrido. O povo está atento e não mais partilha da ideia que somente o MPLA nasceu com sabedoria para governar.
Fonte: Planalto de Malanje Rio Capopa/Raul Diniz
13/09/2017
Senhores do MPLA, utilizem a vossa vontade a policia criada a imagem do pai banana, cerquem a vossa vontade o país. A nossa resposta firme é dizer não ao medo.
Esta claro que o medo do MPLA é desesperante e grande, O MPLA está assustado, assim ele reza para que as oposições e o povo em geral, lhes concedam o tão desejado pretexto para utilizar a força policial bélica, contra as lideranças da sociedade civil e dos partidos políticos das oposições hoje graças a Deus (UNIDAS) bem unidas.
João Melo terá de entender que o tempo do preto matumbo já passou, esse tempo do medo já era meu kamba. Ninguém mais aqui na banda engole a verborreia discursiva habitual de arquitecto da paz, sobretudo, quando esses discursos são idênticos aos que marcaram o país nas sucessivas fraudes eleitorais desde 1992 até o presente momento.
Mas, nos dias de hoje, não existe nenhum angolano, nem mesmo aqueles que de uma maneira ou de outra concordaram em utilizar a inútil fraude como elemento surpresa para justificar a ignomínia megalómana intolerável como trampolim para manterem-se no poder, pode-se afirmar com toda certeza, que essa gente não estarão interessados em assassinar friamente mais angolanos para simplesmente manter no poder o tirano JES corrupto, nem mesmo para justificar a permanência do seu auxiliar João Lourenço no poder.
 A gatunagem tem que parar senhores, o que vocês têm a fazer é tirar as devidas ilações sobre o critico momento que atiraram o país. A cidadania angolana foi colocada em causa, e encontra-se em risco de uma total desintegração eminente. De igual modo, não se pôde esquecer os angolanos inocentes que verteram o seu sangue inocente na terra avermelhada e no asfalto envelhecido, nessas datas por motivos fúteis, desta vez podem ter a certeza que não será o povo a morrer assassinado como das outras vezes, por causa ambição desmedida de um homem que deseja ver o seu nome perpetuar-se eternamente no poder.
Se a narrativa da fraude começou a 1 ano como disse o peregrino da verdade do omnisciente dom João Melo, essa informação apesar de inoportuna, não entra em contradição com os parâmetros que envergaram a estrondosa fraude eleitoral detectada, por todos quantos querem olhar com olhos de ver. Além do mais, foi com tristeza verificar consumação da fraude em directo com elevado nível de desilusão da maioria qualificável dos cidadãos atentos.
A pergunta que não quer calar é, onde está afinal o erro da analise objectiva da narrativa da fraude eleitoral acontecida? Compreenda de uma vez por todas João Melo, o sol não nasceu apenas para alguns assoberbados oportunistas, sitiados no interior do MPLA e que a todo custo, querem aparecer como os donos da verdade instituída, debalde.
Há muitos Chico esperto no vosso MPLA, João Melo terá que entender que o sol nasceu para todo angolano, isso é uma verdade interpretativa inquestionável meu camarada. Aconselho ao apressado João Melo a ter mais calma, andar mais devagar, e sair rapidamente dessa mentalidade saloia de Chico esperto, depois abra bem os olhos da inteligência, e perceba rapidamente que a influencia do MPLA, junto junto do povo e da sociedade politica inteligente activa hoje é nenhuma.
Em aproximadamente 35 anos, a maioria da militância da primeira hora do MPLA foram postos de parte, porém, essa militância nunca se escusou em observar de perto o perigoso percurso que o partido trilhou. Agora, não há mais duvidas, só resta a essa militância intervir para ajudar a socorrer os angolanos que estão em luta contra a mentira implícita, veiculada pela direcção actual do macabro MPLA, que nada mais faz do que incentivar o ódio que divide os angolanos autóctones.
O partido de JES culpa pateticamente a posição por esta não aceitar o roubo realístico das eleições, do mesmo modo, é terrifico e assustador, ameaçar e atacar a sociedade civil por se negar em concordar com os excessos da campanha milionária do partido MPLA, que nos empobreceu intelectualmente a todos no seu longo percurso. Pior que tudo, foi assistir-se a abusiva utilização indevida dos meios de comunicação chegando  mesmo a ser criticada pelos seus convidados observadores parciais das eleições. 
O MPLA ocupou mais de 78% do espaço áudio televisivo e escrito dos órgãos da comunicação social. E isso a vista de todos, como se tudo pertencesse lhes pertencesse por herança.
 E ainda têm o descaramento de vir com o discurso que as eleições foral justas. Ora façam-nos o favor de se calar, nós somos gente racional e inteligente, não somos símios. Por outro lado, essa  intenção de difundir a informação massiva de maneira negativa é desconcertante e imprópria para consumo publico.
 Isso foi um acto de total imprudência utilizar os meios de comunicação do estado para erigir  inverdade contra as oposições, que por si já se viam com grandes dificuldades orçamentais para realizar as suas campanhas. Isso demonstra o quanto o MPLA se encontra desconectado da realidade do país. O povo não está somente distanciado do ditador, da família dele, mas, está sobretudo desconectado com o partido no poder há 42 anos.
O povo quer a mudança, o MPLA quer a opressão como meio de permanecer no poder, são duas realidades diferem uma da outra e estão totalmente desencontradas e em rota de colisão directa. As forças do povo se levantam silentes contra todas atitudes antirrepublicanas, em Angola ninguém mais aceita conviver com o poder intolerável totalitário, ninguém quer consumir mais as insinuações gratuitas feitas contra a UNITA, onde alegam que ela quer a guerra só para prosseguir com o infame objectivo de persegui-la.
Esse discurso retórico já cansa, aliás, isso é o mesmo que dar um tiro certeiro no próprio pé. Os algozes do povo têm medo de sair do poder, mas, de uma maneira ou de outra eles serão corridos do poder como cães raivosos. O mundo interno e externo sabe que o único partido armado em Angola é o MPLA, também se sabe que o MPLA não hesitará em utilizar a policia antirrepublicano e o exercito fantoche, como suporte para sua manutenção incólumes no poder.

A nossa resposta final ao MPLA, é gritar não ao medo.

LUANDA: # Malandros Da CNE/MPLA Roubaram Nossa eleições

# MALANDROS DA CNE/MPLA ROUBARAM AS ELEIÇÕES
Apesar da unilateralidade decisória no controle das eleições do passado dia 23 de Agosto de 2017, o pensamento inflectido nelas, teve um condão binária de interesse reprovável na combinação entre a CNE e o MPLA. Apesar dessa indisfarçável combinação dos autores dessa Mega fraude, eles esqueceram-se da vontade de mudança do soberano indecentemente roubado pelos malandros espertalhões do MPLA/CNE.
Fonte: Planalto de Malanje Rio Capopa/Raul Diniz
13/09/2017
Nenhum candidato ao cargo de presidente da republica é respeitado quando carece de legitimidade para sê-lo, sobretudo quando se trata de um candidato desbotado feioso e pau mandado, feito chimba e/ou sipaio ao serviço de interesses que nada têm haver com a defesa dos interesses do povo.
João Lourenço não só se vale da fraude, como também ele representa o indigesto anacronismo de uma ditadura em ebulição a caminho do fim. Que fique claro, que João Lourenço não é nenhum líder com carisma inegável. Ninguém se transforma em líder de um povo ou de um país por indicação de um ditador gatuno e corrupto.
 Aliás, João Lourenço não foi indicado como candidato pelo presidente gatuno da republica das banas, pela excelência nobre da sua integra capacidade de servir o povo com altruísmo, e extremoso voluntarismo.
De um lado assistimos a conhecida posição mentirosa da CNE, e do outro a visão indecorosamente promiscua do MPLA. A dureza da nossa realidade demonstra a adversidade incongruente da megalomania intrínseca dos assoberbados gatunos do MPLA. É uma vergonha um partido no poder a 42 anos ter que roubar eleições como principio basilar para ganha-las.
 Como já dizia Estaline, não importa quem vota, o que importa mesmo é quem conta os votos. Esse aprendizado foi seguido à risca por José Eduardo dos Santos na escola da KGB Estalinista.
Esses arautos fanfarrões devotos da gatunagem do voto popular, desta vez foram apanhados, A partir de agora não é necessário a UNITA, a CASA-CE, o PRS ou FNLA provarem nada. Eles mesmos deram-nos os comprovativos que todos desejávamos que comprovam a eminencia da fraude eleitoral que se encontravam escondidos no mais profundo oceano encapelado da esfuziante mentira satânica.
O MPLA desta vez deu uma tremenda bandeirada no decurso da insidiosa trapalhada golpista. Desta vez a vaidade deles ficou comprometida de todo, agora não há mais volta, é impossível fazer um volte-face para tentar remendar as coisas com os habituais discursos inconsistentes de uma aleivosa inocência encrespada. O MPLA/JES, desta vez foi longe de mais, aliás, os donos de Angola foram atrevidos, destemidos e corajosos ao por terem o desplante de inviabilizar descaradamente a vontade do soberano, invalidando-lhe o voto.
 Esses miseráveis de inteligência medíocre, pensavam que o povo os amava de tal maneira, que nem sequer se coibiram em encobrir e/ou esconder as lacunas e falhas surgidas no imediato momento em que decidiram patrocinar a consumação da fraude eleitoral anunciada em directo pela tenebrosa CNE. Quão gritante é falta de discernimento dessa cambada de bandidos. As múltiplas versões apresentadas pela porta voz da mentira para tentar justificar a roubalheira descarada do voto popular, surpreendeu mesmo negativamente alguns membros do MPLA candidatos a deputados. Nada justifica roubar eleições, não há explicação cabível que justifique criar tamanho desconforto sofrível ao empobrecido povo explorado pelos gatunos de eleição.
O medo está a tomar conta dos promotores dessa gigantesca fraude. Juntos, o MPLA e a CNE, roubaram a alegria dos angolanos, que sinalizavam o desejo de mudar o cenário politico nacional, uma vez mais, o MPLA, tendo a cabeça o ditador sanguinário JES, e, seus capangas capitaneados pela figura sinistra do general Nelito Kopelipa, decidiram unilateralmente anular a vontade de mudança expressa pelo voto da maioria dos eleitores.
 O MPLA/JES está vergonhosamente embaraçado com a dimensão que tomou o ato repugnante do roubo das eleições, tanto a nível nacional como internacional. Os malandros tentam agora desesperadamente justificar o injustificável, acusando de soslaio a oposição de estar a perturbar o processo eleitoral.
Preocupados com a repercussão negativa, eles buscaram incriminar a oposição na vã tentativa de inverter a verdade, transformando a mentira em verdade, debalde. Essa já não pega, nem engana mais os angolanos. Essa peça teatral mal ensaiada, serve apenas serve para iludir e/ou alimentar o alter-ego do Paulo Portas, o presidente da republica portuguesa, o antigo primeiro ministro cabo-verdiano e o ex-presidente da ditadura moçambicana Joaquim Chissano. Essa gente não amam o nosso povo, a ligação dessa gente a ao país restringisse apenas ter participação directa na divisão das nossas riquezas.
Escusado será negar que essas figuras da politica internacional falida têm uma ingente voracidade predadora pelas nossas riquezas. Eles são gaviões e cínicos sem nenhum sentimento altruístico, humanamente aceitável. Na realidade essas pessoas são autênticos animais híbridos, amigos do alheio e parceiros cínicos dos mentecapto, golpistas e ladrões de eleições.
Aprendi à custa de muito sofrimento, que o importante mesmo é mudar de vida e de sentimentos, sim mudar é importante, mas, que seja mudar para melhor e para o bem. Todos podem mudar de sentimentos e de posição.
Sobretudo dói a alma daqueles que como eu ajudaram a colocar no poder António Agostinho Neto em 1975, porém, erramos e erramos feio ao apoiarmos há 38 anos atrás, José Eduardo dos Santos a ser presidente da republica. Esse é de facto o meu maior arrependimento, foi uma tremenda falha racional ter apoiado um o gatuno, corrupto e assassino nascido em São Tomé e Príncipe, a tornar-se presidente de Angola.
Após a descoberto da monstruosa fraude, o MPLA nunca mais será o mesmo, jamais terá a atenção dos militantes, sobretudo daqueles que hoje vivem cabisbaixo, penosamente desiludidos e envergonhados, pelo ato terrível praticado pela direcção do MPLA partido-estado.
Hoje sofro ainda as consequências dessa minha particular participação de ajudar entronizar o tirano no poder. Porém a decisão que tomei no passado de não acompanhar JES e o grupo de intocáveis que o seguem cegamente foi decididamente acertada. Seria uma imprudente ilusão lutar especiosamente contra os sentimentos espúrios dessa gentalha corrupta, e ao mesmo tempo participar do banquete do saque, e/ou praticar os mesmos actos criminoso de banditismo político-social.
O sonho da mudança requerida pelo povo não foi de todo assassinado, ainda há esperanças. O que aconteceu foi apenas um adiamento temporário. Hoje, as eleições em Angola têm dono, e o dono tem um nome, e o nome tem um endereço, o nome e o endereço desse crápula todos conhecemos.
O MPLA pode ser conduzido actualmente por gente de sentimentos dúbios, Porém, nada vem por acaso, em certa medida o povo ganhou, pois, agora o povo já conhece quem é João Lourenço, o que ele represente, e o que se pode esperar de um pau mandado! Nada né… Com sinceridade, tenho até pena de João Lourenço, mas por outro lado sinto nojo dele, o motivo desse nojo existe pela adulação que ele nutre pelo seu chefe.

 A situação de João Lourenço ficou clara, percebe-se agora quão obediente e submisso João Lourenço terá que ser para JES, e se de facto quiser continuar presidente da republica até a próxima fraude eleitoral, simplesmente terá que ser de uma obediência canina com o general Nelito Kopelipa, o verdadeiro detentor do poder real em Angola. Camaradas, gora é oficial, ninguém mais pode duvidar, o MPLA, além de corrupto, também é gatuno de eleições.