quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

LUANDA: Ausência de universidades angolanas entre as melhores de África fere o orgulho nacional

Ausência de universidades angolanas entre as melhores de África fere o orgulho nacional

A ausência de universidades angolanas na lista das 100 melhores instituições universitárias africanas, está a alimentar uma controvérsia nacional e tem sido tema de acesos debates.
Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola
Universidade Agostinho Neto - Luanda, AngolaPor: Manuel JoséFonte: VoanewsDivulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
TAMANHO DAS LETRAS 
O facto de nenhuma universidade angolana constar entre as cem melhores de África, num ranking internacional publicado recentemente gerou controvérsia entre as analistas da Luanda Antena Comercial.

A jurista e professora universitária Ana Paula Godinho diz ter se indignado quando reparou que até Moçambique conseguiu colocar uma universidade entre as cem melhores de África.

"Eu manifestei a minha preocupação pelo facto de nenhuma universidade angolana estar no ranking das cem melhores de África sobretudo porque vi a Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique) que em termos práticos pertence a um país com menos riqueza que o nosso."

A economista e Reitora de uma Universidade angolana, Laurinda Hoygard manifestou desagrado pela forma como estes rankings são elaborados. Hoygard diz verificar avanços significativos das nossas universidades que os rankings ignoram.

"Eu tenho opinião que em Angola se tem progredido bastante sob ponto de vista do Ensino Superior."

A ideia de que as universidades angolanas não são boas é errada na óptica da Reitora da Universidade Privada de Angola.

"Nós não podemos agora considerar que efetivamente nós somos muito maus, de uma maneira geral as universidades angolanas fazem pesquisas interessantes."

Posição prontamente discordada pela analista política e social Alexandra Simeão.

"Oh Laurinda! Nós não estamos a falar da sua posição como reitora, estamos a falar da posição de indivíduos das universidades e que chegam cá fora e contam tudo, não podemos fingir que não ouvimos."

E o que se ouve, diz Simeão não abona em nada em favor das universidades angolanas.

"Continuamos a ouvir que as matrículas compram-se, as teses são compradas e encomendadas, as vezes são cópias, professores sem qualificação suficiente para darem determinadas cadeiras, assim dificilmente se obtém a excelência."

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