quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LISBOA: Unita disposta a protestar detenção e julgamento viciado de jornalista nas ruas de Luanda


UNITA ameaça protestar na rua contra detenção e condenação de jornalista em Angola

Fonte: Lusa
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
UNITA ameaça protestar na rua contra detenção e condenação de jornalista em Angola
O maior partido da oposição angolano, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) ameaçou hoje convocar uma manifestação para protestar contra a recente detenção e condenação de um jornalista.
A ameaça consta de um comunicado do Secretariado Executivo do Comité Permanente do partido, enviado à Lusa e em que considera ter-se verificado o que designou como "tamanha violação da legalidade".
Em causa está a detenção durante cinco dias e a condenação a seis meses de prisão, com pena suspensa, e ao pagamento de multa, de Queirós Chilúvia, diretor de informação da Rádio Despertar.
Queirós Chilúvia foi detido na tarde do passado dia 02, junto à Divisão Policial do Cacuaco, um dos distritos de Luanda, depois de ter procurado saber junto da Polícia Nacional a razão dos gritos que tinha ouvido, provenientes do interior das instalações.
O tribunal considerou justa a queixa apresentada pela polícia angolana, por o jornalista ter caluniado a corporação ao entrar em direto na emissão da rádio, que é apoiada pela UNITA, e relatado os factos a que assistiu.
No comunicado de hoje, a UNITA considera que "na árdua missão de cumprir com os pressupostos da Constituição e da Lei", os jornalistas "têm vindo a pagar o preço mais caro traduzido em agressões, prisões, exclusões e até assassinatos", porque, conclui aquele partido, "a separação de poderes e o equilíbrio de competências são um verdadeiro sonho num Estado que se diz democrático e de direito".
"Neste contexto, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da UNITA exorta à Comunidade Nacional e Internacional que, em defesa da legalidade poderá fazer recurso à Constituição na base do artigo 47º - Direito à manifestação, buscando, assim, frustrar as incessantes prisões e multas ilegais bem como outras formas de agressão aos direitos e liberdades dos cidadãos", conclui o comunicado.
LUSA

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