sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MAPUTO: Pilotos da TAP sequestrados e roubados em Maputo Moçambique

Pilotos da TAP sequestrados e roubados em Maputo

A notícia é revelada apenas hoje pelo jornal português Expresso, mas o sequestro terá acontecido na quarta-feira.

Fonte: Voanews
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
17.01.2014
Imagem de MoçambiqueImagem de Moçambique
TAMANHO DAS LETRAS 


Dois pilotos da TAP foram sequestrados e roubados na quarta-feira à noite em Maputo, Moçambique, por cinco alegados membros da polícia local que os ameaçaram de morte com armas de fogo.

De acordo com jornal português Expresso, uma carrinha pickup com cinco homens no seu interior obrigou o motorista do táxi onde viajavam o comandante e o piloto da TAP a conduzir para um local isolado.

Já afastados da população, os dois portugueses foram ameaçados de morte com armas de fogo e obrigados a entregar todos os bens que tinham na sua posse não tendo sido, contudo, agredidos fisicamente.

Apesar de se terem identificado como pilotos da TAP, os sequestradores obrigaram-nos a permanecer no local durante cerca de uma hora e meia.
 
Segundo o Expresso, que tentou entrar em contacto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros mas sem êxito, os cinco raptores envergavam a farda cinzenta da polícia civil moçambicana.

BRUXELAS: União Europeia empenhada na luta contra o branqueamento de capitais na África Ocidental

União Europeia empenhada na luta contra o branqueamento de capitais na África Ocidental

Fonte: Voanews
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
17.01.2014
 

Segundo comunicado enviado à Voz da América, a União Europeia acaba de aprovar um novo projecto regional de luta contra o branqueamento de capitais. O projecto ”Reforço das capacidades de lota contra o branqueamento de Capitais na africa Ocidental” será gerido pelo Grupo Intergovernamental de Acção contra o Branqueamento de Capitais (GIABA), instituição especializada da CEDEAO com sede em Dakar.

O objectivo principal desse projecto é ajudar o GIABA e os Países Membros da CEDEAO a melhorar e ampliar os mecanismos contra o branqueamento de capitais para que correspondam às normas internacionais. Neste contexto procurar-se-á reforçar as capacidades analíticas das Unidades de Inteligência financeira nos países da CEDEAO e aumentar a eficácia das autoridades policiais e judiciais nacionais na repressão da lavagem de dinheiro.

A Guiné Bissau poderá beneficiar da componente do projecto relativa ao reforço da consciência pública e da instauração de um compromisso político para a luta contra o branqueamento de capitais através de actores da sociedade civil, de líderes de opinião e de personalidades políticas.

A União Europeia reitera o seu firme apoio a todos aqueles que trabalham neste sentido, no intuito de consolidar as bases para a boa governação, a segurança das populações e o desenvolvimento do país, assim como da sub-região.

PARIS: Retirada condecoração francesa a empresário envolvido no Angolagate

Retirada condecoração francesa a empresário envolvido no Angolagate

Fonte: Voanews
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
O empresário franco-israelita Arcadi Gaydamak, condenado em 2011 em Paris a três anos de prisão efectiva no designado processo 'Angolagate', foi excluído da Ordem Nacional de Mérito, segundo publicação hoje no Jornal Oficial.

Arcadi Gaydamak, de 61 anos, tinha sido feito cavaleiro da Ordem do Mérito em 14 de Julho de 1996, na qualidade de director de uma empresa agro-alimentar.

O código da Ordem Nacional do Mérito prevê a exclusão automática de todas as pessoas condecoradas que tenham sido condenadas a um ou mais anos de prisão efectiva.

LISBOA: Estudo mostra que saída de Paulo Portas abala CDS-PP

Saída de Portas abala o CDS

Estudo mostra que os portugueses acreditam que a sucessão de Paulo Portas no CDS vai criar mossa no partido.
Fonte: Expresso
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
17.03.2014
Saída de Portas abala o CDS

Uma semana depois do congresso do CDS em que Portas foi confortavelmente reeleito presidente do partido, e em que se começou a 
falar da sua sucessão, os portugueses não acreditam numa "transição suave".
Com efeito, 52 por cento dos inquiridos respondeu que a sua saída, quando acontecer, vai penalizar o CDS.
Nas outras questões colocadas aos inquiridos, destaque para a que diz respeito ao plano b do governo ao chumbo pelo Tribunal 
Constitucional da convergência de pensões.
O Executivo decidiu em alternativa aumentar a Contribuição Extraordinária de Solidariedade dos pensionistas e aumentar as contribuições 
dos funcionários públicos para a ADSE.
Mas a maioria dos inquiridos entende que o Governo devia, em alternativa, não apresentar novas medidas e simplesmente deixar derrapar
 o valor do défice para 2014.

 

LUANDA: A teoria do Golpe de Estado e as FAA - Por Paulo Timóteo

A teoria do Golpe de Estado em Angola e as FAA - Paulo Timóteo

Luanda - Os últimos meses de 2013, foram transcendentais do ponto de vista da análise politica em Angola, por três fatores fundamentais e que marcarão de forma crítica e com um certo grau de imprevisibilidade, o Ano de 2014: 

Fonte: club-k.net
Divulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa
17.01.2014
Image- A questão do estado de saúde do Presidente da República, José Eduardo dos Santos (JES), que inquestionavelmente apresenta-se debilitado e doente.
- A questão da sua sucessão, um termo apócrifo em democracia, já que esta pressupõe alternância.
- A questão aflorada por dois oficiais generais; O CEMG- adjunto para a Educação Patriótica; o General Egídio de Sousa Santos “Disciplina” ao nível do BP do MPLA e, o 2o Comandante da Policia Nacional; o Comissário Paulo de Almeida aos microfones da Rádio Eclésia, sobre a tentativa de Golpe de Estado em Angola.
As três questões estão correlacionadas e, os últimos acontecimentos no SINSE/SINFO, com o vazamento de informações do “iner circle” estratégico desta estrutura securitária, para a opinião pública, sobre Kassule e Kamulingue, e com a consequente exoneração de Sebastião Martins, acrescido da referência “en passant” da referida temática, pelo Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo, serviram exclusivamente para o controlo dessa estrutura securitária pondo-o em exclusivo, ao serviço da Casa de Segurança da Presidência da República, como haviam feito com o SIE de Fernando Miala, com vista a que a sucessão, que passa na conjuntura atual e de forma inequívoca, por Manuel Vicente (MV), se faça sem grandes constrangimentos e sem demasiados anti-corpos no seio do MPLA.
É que, o estado de saúde do Presidente da República, já não permite, que se equacionem planos A ,B ou C para a sua sucessão. JES ficou por culpa própria, sem espaço de manobra, dado o espaço temporal crítico em que se encontra e, quer queiramos ou não, MV será o seu vislumbrável substituto. O 7º Congresso Ordinário do MPLA a realizar este ano poderá trazer-nos as novidades que se impõem.
Como equacionar a sucessão, face aos demasiados anti-corpos contra Manuel Vicente no seio do MPLA? E, fundamentalmente no seio do seu Bureau Político e, acima de tudo acrescido da perda inexorável e gritante do eleitorado, sabendo o MPLA que não ganhou de forma inequívoca e transparente as eleições gerais em 2012?
Estas são as questões de fundo, que urge analisar e acautelar, porque joga-se a sobrevivência da elite predadora, que acumulou descomunal riqueza e, que quererá manter sob sua liderança os destinos deste país, mesmo tendo em conta as adversidades, face a contestação ainda que “risível” do eleitorado interno do próprio MPLA, assim como do eleitorado extrínseco ao MPLA.
Não faz parte do DNA do MPLA, enquanto partido-Estado, imolar dirigentes seus, a propósito do desaparecimento de dois ativistas cívicos, mesmo tendo em conta, a pressão dos partidos políticos e de grupos cívicos.
O assassinato de Nfulupinga Landu Victor, como líder politico carismático e acima de tudo, como membro do Conselho da República, teria merecido a mesma atitude do partido-Estado e da Presidência da República, o que obviamente não aconteceu.
Então o que terá mudado? Parece-nos ser esta a questão fulcral da análise política actual. Cinicamente, Kassule e Kamulingue foram utilizados pela Casa de Segurança da Presidência da República, como bodes expiatórios ( parece- nos paradoxal mais não é), para a consolidação do poder e de mando, sobre todas as estruturas securitárias e de repressão; Exército, Policia, SIE, faltava o SINSE/SINFO, estrutura cujo mando estratégico e operacional fugia ao controlo da Casa de Segurança, por ter sido criado, a imagem e semelhança do actual presidente da Assembleia Nacional; Fernando da Piedade Dias dos Santos “NANDÓ”, igualmente presidenciável.
Eis a questão de fundo, daí que que se justifique, a não exoneração do adjunto de Sebastião Martins. Se por um lado, a estratégia Kussule Kamulingue, dos serviços secretos e da elite que dirige efetivamente o
O país, capitaneada pela Casa de Segurança, visava não só a exoneração do seu titular, mais acima de tudo, intimidar toda a estrutura operacional do SINSE/SINFO, para que, eventuais presidenciáveis e, candidatos a sucessão ,não tivessem igualmente porto seguro num órgão repressivo.
Toda e qualquer outra interpretação, sobre este aspecto, apesar de legítima é mera quimera. Não nos esqueçamos, que a analogia à Agostinho Neto, aquando da sua morte parece-nos pertinente, porque só essa elite predadora, sabe exatamente qual a situação de saúde JES, podendo definir os “timing” políticos.
O único senão dessa estratégia, chama-se Oposição e, fundamentalmente o partido UNITA, que ao levar a questão de Kassule e Kamulingue para a “rua” com a manifestação, retirou parcialmente e não só, a iniciativa politica dos serviços secretos , trazendo o debate politico para à Rua.
Dai a Teoria do Golpe de Estado, à exemplo de Maio de 1977, apimentada de forma igualmente não inocente, pelas informações dos serviços secretos cubanos, segundo a qual, estariam em Cuba, mais de 70-80% de cadetes a fazerem curso de mando de Estado Maior, pertencentes ao grupo étnico- linguístico; Ovimbundo.
As peças do puzzle, que faltavam para a fundamentação do Golpe de Estado, por parte da UNITA, parecem estar a ser encaixadas de forma subtil e deliberada, porque a argumentação de golpe sem uma componente aparentemente militar é um “flap” e cai por terra. Quais seriam as peças do puzzle?
- A Casa de Segurança, tem vindo a insuflar desde há um tempo a esta parte, o actual Chefe do EMG, General Geraldo Sachipendo Nunda, com assessores diretos, provenientes das ex-FALA, nomeadamente; os Generais; Kamorteiro na Logistica, Wuambo no EMG e Vilinga na Academia Militar.
- A informação dos Serviços Secretos cubanos sobre os cadetes de maioria Ovimbundo atualmente em Cuba.
Tendo sido assumido, um domínio avassalador sobre os contestatários internos dentro do MPLA à sucessão de JES por MV, com o assalto ao SINSE/SINFO, resta a essa elite, controlar a Oposição, nomeadamente a UNITA, para que o debate político não vá a Rua, que provou ser, o melhor palco político e o antídoto igualmente avassalador, a essa elite predadora que sequestrou o MPLA e, que objetivamente não tem base eleitoral sustentável.
Como controlar a UNITA para lá dos limites aceitáveis, que essa minoria predadora definiu?
Não tendo resultado, os actos de provocação, de intimidação, de humilhação, de chantagem e de corrupção! A teoria do Golpe de Estado afigura-se a mais acertada e, como encetar um Golpe de Estado sem a componente militar visível, estando a UNITA completamente desarmada? Urge urdir um plano, a semelhança de Maio de 1977, e os elementos atrás referidos justificariam o aparentemente injustificável, para o inicio da decapitação.
Há entretanto um senão, nessa estratégia, suicida? Por parte dos estrategos do Presidente, a de que não estamos em Maio de 1977, a Guerra Fria acabou, o Mundo tornou-se multipolar, a imagem de desgaste da ditadura, quer interna como externamente é inexorável.
A base da fundamentação do Golpe de Estado e, sua aceitação por parte do eleitorado emepelista e não só, é insustentável e a não existência de um inimigo interno armado, retira a carga emocional unanimista, para a sua aceitação.
Paradoxalmente, os adversários internos dos estrategos do Presidente no seio do MPLA, necessitam da Oposição como pão para a boca, para a sua própria sobrevivência politica.
E esta só sobreviverá politicamente, se levar o debate político para a rua ( entenda-se manifestações), este é o único local, onde essa elite predadora, não se sente como peixe na água, daí o medo e o alarido do Golpe, porque nitidamente, têm a noção exata que perderam em toda sua latitude a sua base eleitoral, se é que alguma vez as tiveram. Se a Oposição não perceber isto, é porque não percebe de politica, deixem-se escravizar, mas não iludam o POVO.
*Politólogo.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

LUANDA: Processo da morte de engenheiro assassinado na cede da Sonangol desapareceu

Processo da morte de engenheiro da Sonangol desaparece

Viúva desconhece as causas da morte e não recebu ainda o subsídio de morte
António BritoAntónio BritoFonte: VOA /Coque MukutaDivulgação: Planalto De Malanje Rio capôpa16.01.2014
    TAMANHO DAS LETRAS 

    A viúva do engenheiro da Sonangol António Brito, encontrado morto na sede da companhia petrolífera, diz que até agora não foi informada sobre as causas a morte do seu marido.

    Carolina Calei diz ter começado a receber a segurança social, faltanto, contudo, o pagamento do subsidio de morte a que diz ter direito.

    António Brito foi encontrado morto na sede da empresa no dia 22 de Fevereiro de 2012 com a família a não aceitar a versão oficial.

    A controvérsia  agravou-se quando a sua viúva disse que a companhia Ase recusava a pagar o que devia por não ser formalmente casada como engenheiro.

    Segundo Carolina Calei, o processo de investigação das causas da morte do seu marido desapareceu.

    O seu advogado disse-lhe que não conseguiu encontrar o processo com ninguém.

    “É impossível um processo perder-se assim”, disse.

    Carolina Calei disse ainda que  que a empresa garantiu-lhe o pagamento da segurança social faltando agora o subsidio de morte que tem por direito.

    A companhia, disse, continuar a exigir um documento de união de facto.

    MAPUTO: Renamo ataca porta-voz da União Europeia

    Moçambique: Renamo ataca porta-voz da União Europeia

    Renamo acusou Catherine Ashton de parcialidade em relação à situação politico-militar no país.
    Catherine Ashton
    Catherine AshtonFonte: Voa/Simião PongoaneDivulgação: Planalto De Malanje Rio Capôpa16.01.2014                                                                                                                                                 TAMANHO DAS LETRAS
     

    Segundo António Muchanga, do gabinete do líder da Renamo e membro do Conselho de Estado, as criticas de Catherine Ashton são construtivas, mas devia considerar que as duas partes ou seja Governo e a Renamo têm o mesmo nível de responsabilidades por o clima de guerra que afecta a população civil em Moçambique.

    António Muchanga reconhece que têm havido multiplicação de vozes de lamentação nos últimos dias, mas considera que tudo se deve ao facto de que os ataques das milícias armadas da Renamo se alastraram para a região Sul do Pais.

    António Muchanga evitou comentar sobre o comunicado emitido pela Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique condenado o recurso à guerra no País, alegando que ainda não tinha visto o conteúdo do documento. Segundo o comunicado, largamente divulgado pela comunicação social em Moçambique, a confirmação pela Renamo da existência dos elementos da segurança do partido por todo o Pais é altamente perturbante.

    A Embaixada norte-americana reitera declarações anteriores de que o uso da violência não resolverá as diferenças políticas. O comunicado considera que as populações vulneráveis foram forçadas a fugir da violência durante esta época essencial do cultivo e implora a cessação de todas as acções que causam danos ou coloquem as populações em risco.

    Para a Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, o fim do impasse no diálogo exige a vontade de ambas as partes se sentarem juntas para negociar uma solução pacífica e duradoura.
    Idêntico apelo foi feito esta semana pelo Japão, cujo Primeiro-Ministro esteve em visita oficial a Moçambique, a primeira de um chefe do Governo nipónico.